85 🔞 – Revelando segredos (parte 1 de 2)
Nos dois dias seguintes ao aniversário, os rapazes e a Fa arrastaram o Dark pela cidade, a mostrar-lhe as atracções e os sĂtios com comida boa. O Orfeu nĂŁo se importou, porque percebia que o Gui e o Leo nĂŁo voltavam a casa com frequĂŞncia, e passavam pouco tempo com a irmĂŁ e a mĂŁe. Ă€ noite ficava tĂŁo esgotado que mal a cabeça pousava no peito quente do Gunnar, adormecia de imediato.
Na segunda-feira, quando a Fa foi para a escola, os rapazes deixaram o amado dormir mais, e o Orfeu acordou quase Ă s onze horas. A espreguiçar-se docemente, abriu os olhos, a ver o já tĂŁo familiar teto do quarto dos Twixes. Mas quanto mais amor e calor recebia, mais a alma lhe borbulhava. Como se tudo fosse um sonho, um conto de fadas, que assim que acordasse desaparecia, e ele voltava a ser traĂdo.
— Bom dia. Pequeno-almoço na cama? — o Leo abriu a porta com um tabuleiro nas mãos, a olhar para o homem bonito.
— Alguma vez recusei? — o Dark resmungou, a sentar-se.
— Não, mas e se quiseres ir ao café. — o Leo sorriu, a baixar as pernas do tabuleiro, a transformá-lo numa mesa diante do Orfeu.
— Nenhum café ou restaurante se compara à comida da mãe Layan. — o Dark respondeu. O Leo olhava para o homem bonito de pijama, com os dois primeiros botões desabotoados.
O guarda-costas sentou-se na cama ao lado, como sempre a preferir dar o pequeno-almoço ao amado.
Orfeu sentia-se especial nesses momentos, mas hoje havia algo de errado… faltava algo, ou melhor… alguém…
Onde está o Gui? — o homem pensou, a franzir as sobrancelhas, mas ainda abriu a boca para aceitar um pedaço de linguiça frita.
Claro que o Leo reparou de imediato nessa mudança nas expressões do Orfeu, mas preferiu não perguntar. E em vez disso, a sorrir, foi dando o pequeno-almoço ao chefe favorito.
O Dark nĂŁo tirava os olhos da porta aberta, a sentir aquela sensação horrĂvel de traição e desespero, como se o tivessem abandonado.
— Chega… estou saciado… — o Orfeu fez um gesto para afastar a torrada, a desviar o rosto.
— Mas… nem comeu um terço… Pi Dark, está doente? — o Leo estendeu a mão para a testa do amado, a falar em tom suave. Mas levou uma palmada.
— Disse que estava saciado! — ele quase gritou, a empurrar a mesa ao virar-se para se deitar. Mas o Leo agarrou-a a tempo, e o cacau quente não derramou na cama.
— Com cuidado, não faltava só esta de me escorraçar… — a dobrar as pernas, o Leo levou o tabuleiro com a comida para a mesa.
O Orfeu deitou-se de lado, a virar-se para longe do Leo, a tapar-se até ao nariz com o cobertor.
Exactamente nesse momento apareceu o Gunnar à porta. Já ia dizer olá, mas o Leo abanou a cabeça, a pôr o dedo nos lábios, a acenar com um sorriso na direcção do manhoso. O Gui aproximou-se, e sentou-se com cuidado na cama, a passar a mão pela madeixa de cabelo macio a sobressair.
— Não ouves nada?! Disse que estava bem! — o Dark perdeu a paciência, a bater na mão do rapaz.
— E que espécie de ordem é esta assim tão manhosa, Pi? — o Gui disse com um sorriso. E quando o homem bonito ouviu a voz, saltou de imediato na cama.
— Gui… — o Orfeu sussurrou, a agarrar a mão do rapaz. — Onde estavas?
— A minha mãe e eu fomos de manhã ao mercado comprar ingredientes para o pequeno-almoço. Quando voltava a fechar o portão, a avó Shizu da casa em frente saiu à porta buscar o jornal, e caiu. Levei-a ao hospital, e fiquei à espera da neta. Ela já tem oitenta e um anos… O médico disse que o enfarte a podia ter matado se chegássemos quinze minutos mais tarde. Ainda bem que o hospital fica a dez minutos de carro… — o Gunnar explicou com calma, a olhar nos olhos da cor do céu de tempestade.
— Então… o que aconteceu ao nosso homem que não comeu, e gritou com o Leo ,hm? — a erguer a mão do Orfeu, o Gui deixou nela um beijo suave, sem quebrar o contacto visual.
— Tu… — o homem bonito não resistiu, a puxar o Gunnar para si, a atacar-lhe os lábios com voracidade.
O Leo sorriu, porque adivinhara de imediato quem causara as birras. Mas decidiu nĂŁo perguntar, a deixar o amado sentir e perceber as prĂłprias emoções. Decidiu levar a comida para a cozinha, mas a caneca de cacau tilintou no prato, e o Dark largou o Gui, a olhar para as costas do Leo, que já quase saĂa do quarto.
— Ei, para! Para onde levas a minha comida? — o homem perguntou com seriedade. O Leo sorriu com a previsibilidade do marido…
— Khun Dark, disse que estava saciado… — o guarda-costas respondeu sem se virar. O Orfeu estava furioso consigo próprio, sem perceber o que lhe acontecia.
— Acho que disse para me chamares Pi! — o homem de olhos cinzentos mudou de assunto, a segurar a mão do Gui.
— Desculpe… — o Leo virou-se, a inclinar a cabeça.
— Amor, traz o pequeno-almoço cá. — o Gunnar pediu com suavidade. O Leo voltou para a cama, ao notar que o Dark mordia o lábio.
Voltou a pôr a mesa na cama, e fez de conta que ia sair. Mas foi agarrado pelo braço pelo Orfeu.
— Dás-me de comer? — ele pediu baixinho. E um ligeiro rubor surgiu nas faces, porque o Dark estava envergonhado por se ter comportado assim com o Leo.
O Leo não fez birra, e continuou a cortar pedaços de torrada e linguiça, enquanto o Gui os espetava no garfo, a dar ao manhoso. O Orfeu espreitava para o Leo, que fazia tudo em silêncio, e o peso no peito transformou-se num nó na garganta.
— Leo? — ele chamou quando o Leo cortou um pedaço de roti de manga. O rapaz ergueu o olhar. — Não está doce…
— O cacau com marshmallows é de certeza doce, fiz eu próprio. Tudo como gostas. — o Leo levou a caneca aos lábios do homem bonito.
O Dark bebeu um gole, e quando o Leo pôs a caneca de volta na mesa, o homem puxou-o pela t-shirt, a beijá-lo com suavidade. O Leo percebeu que era a maneira do amado dizer «desculpa» sem palavras, e respondeu com a mesma ternura.
— Meus queridos, devia acabar de comer, senão arrefece e não tem sabor. — o Gui interrompeu-os. O Orfeu largou o Leo.
— Agora sim está doce… — o homem bonito sorriu.
Os dois davam de comer ao chefe amado, enquanto dentro dele decorria uma luta: o cérebro gritava que estes dois logo se fartariam de brincar com ele e o largariam como todos os outros, e o coração insistia teimosamente que o Leo e o Gui nunca lhe fariam mal, porque o tempo todo cuidavam dele, protegiam-no e mimavam-no.
Depois do pequeno-almoço, enquanto o Leo levava a loiça, o Gunnar atou com cuidado um rabo-de-cavalo na cabeça do Orfeu, a mandá-lo lavar os dentes, a atirar-lhe a própria camisola por cima. E ele próprio foi ao armário a escolher roupa para o amado.
— O que estás a fazer? — o Dark abraçou-o pela cintura, a pousar o queixo no ombro, depois de acabar de lavar os dentes.
— Estou a pensar no que te vestir hoje… — o Gunnar respondeu honestamente. Mas não acrescentou: Para que fique conveniente e rápido a despir…
— Vamos a algum lado? — o homem bonito perguntou, a morder o guarda-costas no pescoço.
— Pi, vamos à quinta hoje. Esqueceste? — o Gui sorriu ,a mexer os cabides.
— Esqueci… — ele admitiu, a virar o Gunnar de frente, a premi-lo contra a porta do armário, a apalpar o peito e a acariciar o membro do rapaz, enquanto os lábios do homem bonito deixavam um rasto de beijos do colarinho da t-shirt até à boca.
— Oh… Pi Dark… a mãe está em casa… — o Gui sussurrava, a acariciar os flancos na cintura do amado, a ceder a todas as acções dele.
— M-m-m-m… Estou a passar fome há tanto tempo… Quero estar esgotado de sexo, não de cansaço… — o Orfeu queixava-se como um adolescente, a morder o lábio do Gui.
— Prometo… a viagem de hoje vai agradar-te… uf… — o Gunnar persuadia, a sentir no próprio membro a excitação do chefe amado.
— La-a-a-a-ado… Mas têm de me vestir… os dois… Caso contrário não vou a lado nenhum! — o homem bonito concordou com um suspiro pesado, e depois começou a ameaçar, ao reparar que o Leo estava há muito tempo na cozinha.
Só que não sabia que ele estava já há algum tempo no quarto, mas a porta aberta do armário escondia-o.
O Gui escolheu para o Orfeu roupa interior, calças e camisa de cor preta. Sabia perfeitamente como o amado gostava dessa cor, mas em casa dos Kittichat, o Dark tentava não vestir preto.
— Vamos vestir-nos. — o rapaz puxou o amado pela mão. O Dark sorriu ao ver o Leo a caminhar para eles.
— Escutar às escondidas não é bonito… — o Orfeu franziu as sobrancelhas. Mas um sorriso brilhava nos lábios e nos olhos.
Os rapazes vestiram o homem bonito, e ele sĂł estava feliz que os Twixes encantadores o rodassem como bem entendessem. SaĂram do quarto, a espreitar o escritĂłrio da mĂŁe, onde ela tecia ao encaixe pulseiras a pedido de clientes, e tricotava adornos e malas.
— Mãe, vamos à quinta leiteira, voltamos para o jantar. Não fiques muito tempo sentada no bordado, os dedos voltam a doer. — o Leo avisou. A Layan sorriu.
— Tenham cuidado na estrada. Para o jantar, como prometido, faço caril verde. — a mulher respondeu. Os rapazes foram para o carro.
Uma hora depois já estacionavam no recinto da quinta. O Dark apinhava-se com o Gui no banco de trás enquanto o Leo conduzia. Pagaram duzentos baht por pessoa pela visita guiada, e andaram pela quinta durante pouco mais de três horas. Uma rapariga simpática contou-lhes como e quando a quinta foi criada, mostrou animais no pasto, bezerros em cercados, e até ofereceu tentar eles próprios ordenhar uma vaca. Depois levou-os a um lago onde podiam dar de comer às carpas, e enquanto o Orphi e o Leo alimentavam os peixes, o Gui combinou com a rapariga o aluguer de um dos celeiros por algumas horas depois do fecho, a pagar três mil por isso.
No Ăşltimo espectáculo mostraram aos visitantes um rodeio ao vivo, e ofereceram-se para se experimentar num touro mecânico. Quem nĂŁo caĂsse recebia de prenda um peluche fofo de touro, que nĂŁo se pode comprar nas lojas.
Os rapazes viram com que prazer e brilho nos olhos o chefe favorito olhava para o peluche, e por isso o Gui decidiu participar. Havia seis pessoas a querer montar o touro mecânico durante cinco minutos. Meia hora depois o Gunnar já entregava ao Orphi um touro macio preto e branco.
— Que macio… — o Orfeu admirou sem fôlego, a premir o peluche na face.
— Caros visitantes! A nossa quinta fecha em dez minutos, pedimos que se encaminhem para a saĂda. — a rapariga avisou os visitantes, e sorriu docemente ao Gui. O Dark reparou, e franziu as sobrancelhas.
O homem bonito de imediato agarrou o Gunnar pelo braço, e encostou-se possessivamente ao ombro, a olhar para a rapariga.
— Vamos… — a puxar os amados pela mĂŁo, o Gui nĂŁo os levou para a saĂda da quinta, enquanto os dois se entreolhavam sem perceber.
— Para onde? — o Orfeu não entendia, ao ver que não o levavam para o parque de estacionamento.
— É uma surpresa… — o Gunnar sorriu enigmaticamente, ao entrar no celeiro que combinara com a Nati.
Mal os três entraram, o Gui fechou a porta por dentro com o trinco, a tirar a t-shirt. O Leo percebeu de imediato, e puxou o manhoso amado para si, a beijá-lo, a desabotoar-lhe a camisa. O Gunnar juntou-se a eles, a tirar o peluche da mão, a pô-lo na sela pendurada, e depois arrancou de uma vez as calças e as cuecas do Orfeu.
— Ah… nós… m-m-m-m… não há cama aqui… — o Dark tentou parar. Mas as mãos e os lábios suaves dos Twixes agradavam-lhe demasiado.
— O que importa é que estamos aqui nós… — o Gunnar tomou o homem bonito ao colo, a levá-lo para uma meda de feno, que agora lhes fazia de cama.
O Dark não imaginou nunca que faria amor num celeiro, no feno, e ainda por cima com dois rapazes… Os Twixes nem o deixaram pensar em quem fodia quem, porque o Leo de imediato ajoelhou diante do amado, a pôr-lhe o membro na boca, e o Gui e o Orfeu beijaram-se com voracidade, a puxar os mamilos suaves.
Enquanto o homem bonito gemia e se contorcia sob a pressĂŁo dos Twixes, os rapazes despiram-se por completo.
— Eu… ah… quero o teu membro… — o Dark disse de forma vaga. O Gui sorriu, a deitar-se de costas de frente para os amados, enquanto o homem bonito estava ajoelhado à frente dele.
O Gunnar acenou ao Leo, e o Leo empurrou suavemente o manhoso para ficar de quatro. O Gui avançou um pouco, e pĂ´s o membro desejado do Orfeu na boca. E nesse momento o Leo abriu as nádegas bonitas, e colou a lĂngua Ă entrada delicada.
— Merda! Ah… — o Orfeu exclamou,a sentir um prazer extremo.
E embora quisesse que o Gui o fodesse, agora concordava com os jogos dos Twixes. O homem bonito apoiou-se nos cotovelos, e passou a lĂngua pelo membro do Gunnar, que estava diante da sua cara. Este por sua vez estendeu a mĂŁo entre as pernas esbeltas do chefe favorito, a pegar no cetro do amor do Leo, a acariciá-lo.
Os gemidos dos trĂŞs ecoaram pelo celeiro pouco tempo, porque o Dark já começava a implorar que o fodesse. O Leo trocou a lĂngua pelos dedos, a acrescentar lubrificante da malinha, que o Gunnar tinha trazido com tanta previdĂŞncia. Ao mesmo tempo deixava beijos nas nádegas favoritas, enquanto os dois rapazes em posição 69 se davam felicidade mutuamente. Quando os trĂŞs dedos já deslizavam com facilidade no canal delicado, o Orfeu soltou o membro do Gui da boca.
— Senta-te… — o sussurro suave, e o Gunnar já afunda as costas na erva seca, e o homem bonito empala-se nele com gemidos lânguidos, a beijá-lo com paixão.
Esta situação excitava o Orfeu de tal forma que a consciência quase lhe desligou, a entregar as rédeas do corpo às emoções e ao desejo.
O Leo estava ao lado, a observar com amor os amados a fazer amor, e a mĂŁo do rapaz apenas acelerava os movimentos no prĂłprio membro.
— Ah… Leo… — o Dark chamou-o. E ele obedientemente aproximou-se.
O homem bonito puxou-o mais para perto, a passar a lĂngua pelo tronco do Leo juntamente com o Gunnar, a enfiar um dedo no rabo apertado do Leo, a continuar a andar no Gui.
— Uf… sim… meus queridos… — o Leo gemia. E o próprio coração saltava do peito com a vista deliciosa de dois pares de lábios a abraçar o membro.
— Hah… Gui… mais forte… — o Orfeu implorava, enquanto o Gui o segurava pelas ancas, a entrar devagar, a sugar a cabeça do membro do Leo a gemer.
— Para que a pressa, hm? Já estou em ti, Pi Dark… não te estás a sentir bem, querido? — um sorriso suave com os lábios molhados e inchados ressoou em arrepios no corpo do homem bonito.
— Leo… bem, pelo menos tu… ah… alegra-me… — a tirar os dedos do canal de veludo do rapaz, puxou-o pela mão, quase a levá-lo para as suas costas.
O Leo decidiu que o Orfeu insinuava a lĂngua, e ajoelhou-se atrás dele, a beijar-lhe as nádegas, a passar pelo anel de mĂşsculos do Gui.
— Hah… Leo… m-m-m-m… não — não é isso… ah… Quero os dois dentro de mim… — os gemidos do manhoso eram tão parecidos com a súplica de uma criança faminta infeliz, e o Gui até parou ao ouvir o que o amado lhes pedia.
— Pi… vai doer… tens a certeza? — o tom carinhoso dos rapazes, que completavam as frases um do outro — enlouquecia ainda mais o Orfeu.
— Uf… sim — tenho a certeza… — o homem bonito confirmou, a olhar nos olhos do Gunnar , onde como num caldeirão de bruxa se misturavam cuidado, paixão, amor e desejo, a ressoar num tremor nas entranhas do Dark.
O Gui acenou ao Leo, e o Leo, a espremer lubrificante nos dedos, introduzia-os com cuidado por cima do membro do Gunnar, enquanto o amado continuava a mover as ancas, a gemer docemente.
O Leo observava em antecipação quão insanamente erótico o canal tenro e quente se esticava. O rapazinho estava tão obcecado com o chefe amado, que não queria magoá-lo de forma alguma, mesmo que concordasse e pedisse.
— Merda… Leo! Entra de uma vez! — o Orfeu rosnou, sem conseguir esperar mais.
O Gui puxou o homem bonito para se deitar sobre ele, para diminuir a dor, e deixar o Leo entrar. O Leo, a lubrificar generosamente o cetro com gel, com o coração a bater enlouquecidamente, ajoelhou-se atrás dos amados. A pôr a cabeça, empurrou-se com esforço por cima do Gui, a sentir um aperto incomparável.
— Hah… Leo… sim… — o Dark gemeu. E o próprio tremor interior transformou-se num tremor real de prazer. — Vamos, rapazes, movam-se…
O Orfeu gritava e mexia o rabo, a empalarse ele prĂłprio nos dois membros a mover-se de forma nĂŁo sincronizada, a implorar aos Twixes que acelerassem. A euforia foi tĂŁo avassaladora que como um viciado, exigia mais, e mais, e mais, atĂ© finalmente obter o que queria. O Leo e o Gui moviam-se devagar no inĂcio, a receiar nĂŁo sĂł magoar, mas rasgar o rabo macio. SĂł que o amado nĂŁo lhes pedia ternura. O Dark queria sexo intenso, do tipo que nem ele nem eles já tiveram. O amado a gritar, cujo rabo folgazĂŁo apanhava assim tĂŁo devassamente, excitava os Twixes a cada gemido cada vez mais, e eles, cedendo Ă s provocações do Orphi, iam acelerando o ritmo.
Os dois membros esfregavam-se no cativeiro de veludo, a aproximar os trĂŞs de um clĂmax sobrenatural.
— Meu amor… não me apertes assim… ah… Vou… — o Leo gemia, enquanto o orgasmo subia pela espinha como uma fera astuta.
— Sim… ah… merda… sim! Deixem que o meu rabo devore os vossos filhos que nunca verão o mundo… hah… — o Orfeu gemia, deitado no Gui, porque já não tinha forças para se mover.
Ao ouvir estas palavras, os Twixes, como se obedecessem a uma ordem, chegaram ao fim simultaneamente no amado a gritar, a sentir como ele tremia. O homem bonito perdeu o contacto com a realidade, quando pareceu ser sugado para o epicentro de um tornado, a perder a capacidade de ver, ouvir, e perceber onde estava e quem era. O Dark nĂŁo sentia o peso do prĂłprio corpo, como se se tivesse tornado um elementar feito de prazer puro.
— Meu amor? — o sussurro suave do Gui, e as mãos quentes nas costas do homem bonito, sentiam-se como pequenas descargas eléctricas, a intensificar o tremor.
O Leo, sem ouvir resposta, preocupou-se com o amado. E a retirar depressa o membro, deitou-se ao lado do Gui, a beijar a face salgada do Orfeu, que estava deitado com olhar perdido.
O Gunnar apertou o Dark, a tentar absorver o tremor, enquanto o homem sufocava de felicidade. O Leo ficou a sério assustado com o amado, a cobrir o corpo salgado de suor de beijos, e um nó de lágrimas subia-lhe à garganta…
— Meu amor… por favor… snif… — passados dez minutos de silêncio, o Leo não resistiu, a soluçar, a sentir culpa por ter cedido ao pedido do Dark, e agora não saber o que se passava com ele.
— Leo… amor meu, vem cá… — o Gunnar chamou-o. E o Leo enterrou o rosto na curva do pescoço, a chorar, e o Orfeu estava deitado no outro ombro.
O Gui acariciava os cabelos dos dois, enquanto um lutava para recuperar de um orgasmo extremo, e o outro chorava com medo de ter feito algo errado, e por isso ser ignorado.
— Pi… snif… — quando a palma do Leo pousou na face a arder do homem bonito, ele estremeceu, e o olhar enevoado lentamente se moveu para os olhos húmidos do rapaz.
Os cĂlios molhados e trĂ©mulos, o narizinho vermelho de tanto chorar, ressoavam uma sensação desagradável no peito do Dark. E ele instintivamente estendeu a mĂŁo trĂ©mula, a enxugar em silĂŞncio as lágrimas das faces coradas.
— Pi… snif… desculpa… o que quer que eu tenha feito de errado… — o Leo pedia desculpa a soluçar, e de imediato um sorriso suave brilhou no rosto do homem bonito.
Então estás a chorar porque inventaste qualquer coisa? — o Orphi pensou, a erguer a cabeça para olhar para o Gunnar.
— Chamámos-te várias vezes, mas não respondeste… Pi Dark, o nosso menino está assim tão preocupado contigo… Não me lembro de quando vi as últimas lágrimas dele… Estás bem, meu amor? Consegues levantar-te, ou ficamos mais um bocado? — o Gui explicou em tom suave, a acariciar os cabelos dos dois rapazes, a afogar-se no oceano azul-cinzento dos olhos.
— Nong Leo… beijinho no nariz ...obrigado… foi incrĂvel… — a voz seca e rouca soou tĂŁo baixa, quase a sussurrar. Mas um sorriso satisfeito nos lábios ressecados tranquilizava os corações dos Twixes.
O Leo estendeu-se para o Dark, a chupar-lhe os lábios, a passar-lhes a lĂngua para ficarem macios e suaves como antes.
— Meus amados… e agora o que faço eu? — o Gui perguntou, a excitar-se com os rapazes a beijarem-se no seu peito, a sacudir deliberadamente o membro no rabo do Dark.
— Hmf… Gui… — o Orfeu afastou-se dos lábios do Leo, a olhar com olhar lânguido para o Gunnar, a sentar-se a direito, a ondular as ancas. — Quero ver-te a sugar…
O próprio Orfeu não percebia porque é que com eles se podia permitir comportar-se como bem entendesse, dizer o que quisesse, e ao mesmo tempo ver ternura nos olhos dos Twixes…
Enquanto o Dark movia as ancas no cetro do amor do Gunnar, os gemidos apenas se intensificavam com a vista sexy do Leo a mover mais de metade do comprimento no cativeiro dos lábios do Gui…
TrĂŞs horas depois de os trĂŞs entrarem no celeiro, já vestiam o chefe favorito, levado ao esgotamento fĂsico em trĂŞs rounds. E embora quase exigisse um encontro de dois membros no rabo, os Twixes decidiram que nĂŁo valia a pena torturar assim o corpo bonito.
— Pi Dark… Se à noite não houver febre, e o teu rabinho não doer depois de hoje, repetimos. Tudo é bom com moderação. Agora é um viciado que fala em ti, a querer prolongar a sensação de euforia. A tua saúde é mais importante,percebes? — o Gui explicava-lhe com carinho, a beijar a barriga a contrair, a subir os lábios para lhe colocar a camisa.
Nesse momento o Leo puxava fios de erva seca dos cabelos do Orfeu, e depois tratou também da cabeça do Gunnar enquanto ele vestia o amado.
— Leo, não te esqueças da minha vaquinha! — segurado pelo Gunnar, o homem bonito virou-se meio de lado, a sorrir para o Leo, que vinha atrás com as malinhas dos amados nas mãos.
— Como poderia, Pi Dark! É o teu prémio! — o rapazinho sorriu amplamente, a mostrar a fileira de dentes brancos. O Orphi até corou ligeiramente de tanta ternura.
Quando saĂram do celeiro, começava a anoitecer. Os trĂŞs foram para o parque de estacionamento, e o Gui já ia sentar-se ao volante, mas o manhoso puxou-o para o banco de trás. O Leo nĂŁo se importou minimamente, a sentir dentro de si uma estranha sensação de ansiedade, que o assustava. A intuição dava-lhe com frequĂŞncia pistas certas, e agora o rapaz percebia que era a calmaria antes da tempestade…
No caminho para casa, o Orfeu adormeceu no ombro do Gunnar. Ao ver isso, o Leo contou-lhe o mau pressentimento. O Gui sugeriu ir resolvendo os problemas Ă medida que surgissem, e por agora, dentro do possĂvel, cercar o homem amado de cuidado e amor, para o tirar da carapaça protetora. PĂ´s com cuidado o homem bonito no colo, com uma almofadinha pequena sob a cabeça, e acariciava os cabelos macios.
Quando o carro parou, o Dark abriu os olhos sonolentos, a olhar por qualquer vidro
— Já voltámos? — ele disse com voz rouca, a erguer o olhar para o homem em cujo colo dormia. O Gui acenou.
A Fa saiu a correr de casa, com saudades dos rapazes, a tagareletar sobre como correu o dia na escola e o que a mãe preparou para o jantar. Os três entraram em casa, a ir à cozinha lavar as mãos antes de comer, enquanto a mãe servia a comida nos pratos. Parecia já tornar-se habitual, que os melhores e mais saborosos bocados fossem dados ao Orfeu, independentemente de em que prato estivessem antes.
Logo depois de comer, o Dark arrastou o Gunnar «só para se deitar», mas adormeceu no peito dele. O Leo ajudou a Fa com um trabalho em inglês, e ao entrar no quarto ficou emocionado com os rapazes adormecidos nos braços um do outro.
Se nĂŁo quiseres ficar connosco, Pi, como aceitamos? Sei que para o Gui Ă© mais difĂcil do que para mim… Nunca na vida me preocupei assim tanto com ninguĂ©m… — o Leo pensou, a vestir o pijama. Depois tirou do armário mais um cobertor, a cobrir-se com os amados.
O Dark sentiu o movimento do colchão, e de imediato rolou para o peito do Leo. O Gunnar deixou de imediato um beijo leve no pescoço do homem bonito, a abraçá-lo por trás.
Nos dias seguintes, o Orfeu,como se tivesse enlouquecido, constantemente, em todo o lado, a qualquer oportunidade, excitava deliberadamente os rapazes. Já no dia seguinte estava deitado no sofá à tarde de camisa de seda azul com suspensórios castanhos relaxados, a desabotoar os botões. E no olhar lia-se a frase de um adolescente dependente de sexo:
Hoje vai haver um bocadinho de sexo, nĂŁo Ă©? NĂŁo me despo por nada, pois nĂŁo?
Todos esses dias corriam como num horário: acordar, pequeno-almoço, o Orfeu a seduzir e os Twixes a ceder às provocações, sexo no hotel, buscar a Fa à escola, ajudar a mãe no jantar, jantar, e sono. Às vezes havia almoço no meio, mas com mais frequência nesse horário os três estavam ocupados entre si.
Ontem o Fai mandara mensagem para o telemóvel do Gunnar a dizer que amanhã iam a Pattaya encontrar o Satanás, e com noventa por cento de probabilidade os rapazes já podiam fazer as malas para voltar.
Tendo contado sĂł ao Leo, os rapazes tinham medo de dizer ao chefe favorito, e durante meio dia andaram como se nĂŁo fossem deles, o que a mĂŁe notou.
Enquanto o Gui decidiu consertar o corta-relva da mãe na garagem, com o Orfeu a acompnhá-lo, o Leo ficou sentado com olhar perdido, a mudar nervosamente os canais da televisão. A Layan desligou a televisão da tomada, mas o rapaz continuou a carregar nos canais.
— Filho, aconteceu alguma coisa? — ela perguntou. O Leo sobressaltou-se.
— O Khun Fai escreveu ontem que hoje provavelmente já podemos voltar… uf… — ele respondeu com um suspiro pesado, a tapar os olhos com as mãos apoiadas nos joelhos pelos cotovelos.
— Isso é bom, não é? Significa que o meu filho mais bonito já não está em perigo, certo? — ela perguntou. E em resposta recebeu um suspiro ainda mais pesado.
— Tenho medo, mãe… Tenho medo que ele vá embora… vai magoar terrivelmente o Gui… — o Leo admitiu baixinho.
— Bem bem, meu menino! Não podes forçar o Dark a ficar convosco… é a escolha dele, a vida dele… Só podes aceitar a decisão, seja ela qual for. Não é isso que se faz com quem se ama? — a mulher abraçou-o.
O rapaz soluçou.
— Sei, mĂŁe… Se ele tivesse ido para Londres quando propusemos, nĂŁo doĂa tanto, mĂŁe… Sabes como o Gunnar é… Se ama, ama com toda a alma… snif… Como Ă© que se larga um pedaço da prĂłpria alma, mĂŁe, e nĂŁo se sente a dor? — ele nĂŁo parava, a falar do Gui, embora falasse do que ele prĂłprio sentia.
— Não chores, senão terás de explicar porquê os olhos estão vermelhos! Se… SE ele não quiser ficar convosco, tens de lhe mostrar os sentimentos até ao fim, sem os impor nem exigir reciprocidade… pelo menos tu e o Gunnar ficam um com o outro… percebes? — ela tranquilizava o Leo, a enxugar-lhe as lágrimas, a preocupar-se com os rapazes.
— Sim…