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83 – Filho amado (parte 1 de 2)

Depois de a polícia interrogar o Hima e o Fai, os rapazes decidiram ir a casa do Nanfa discutir o que acontecera.


— Fai, tudo correu conforme planeado, não foi? — o loiro perguntou um pouco nervoso, enquanto o cachorrinho se apoiava no ombro.
— Bem, os pequenos desvios foram o Hope drogado, o empregado de mesa hesitante,  e o Nan quase a desmoronar. Mas em geral tudo correu como planeado. — o Fai disse, a beijar o pescoço do amado.


O carro entrou no recinto sem verificação, porque sabiam quem estava dentro. O Dial recebeu-os,  a levá-los para a sala de estar. O rapazinho trouxe sumo e acepipes para os convidados,  mas o Hima reparou que o jovem estava um pouco nervoso.


— Há algo que te preocupa? — o homem perguntou. O Dial olhou para os convidados com incerteza.
— Pergunta.  — o Fai,  que se voltara, percebeu que o Dial estava apreensivo.
— O Khun Lien… está bem? — o rapazinho perguntou hesitante, a olhar para o Fai.
— Sim, chegam em breve. Só estão a prestar declarações à polícia. És o Dial, certo? — o cachorrinho respondeu honestamente com um sorriso suave. O rapazinho acenou.
— Prazer em conhecer-te, Nong Dial. Sou o Fai, irmão do Nan, e este é o meu marido Hima,  mas provavelmente já sabes os nossos nomes. Ouvi falar muito de ti, filho favorito do Lien. — o Fai sorriu ainda mais. O Dial corou envergonhado.
— Não te preocupes,  a Makoto está morta,  os teus pais não estão sob suspeita. Daqui a uma hora e meia já estão em casa. — o rapazinho continuou, a tranquilizar o mais novo.


Chegou ao telemóvel do Dial uma mensagem do Great a pedir ajuda com matemática, e ele pediu desculpa e foi ter com o mais novo. Meia hora depois chegaram o Lien e o Nan. Os quatro foram para a cozinha, onde o Nan abriu uma garrafa de champanhe.


— Nong Fai… Obrigado… — o Nanfa agradecia ao jovem com voz trémula, a juntar as mãos em wai à sua frente, a inclinar a cabeça.
— Não é necessário, Pi. A família deve ajudar-se mutuamente, não é verdade? Fico feliz em ter um irmão mais velho como tu. — o rapazinho parou-o, a agarrá-lo pelos cotovelos, a falar com carinho.
— Sem ti não teria conseguido, Nong Fai… Agora ela já não pode magoar ninguém… Espero que a alma do Fiat possa agora partir em paz na roda de Samsara… e tu… Pede o que quiseres, Nong… Faço tudo! — o Nan continuou, a olhar para o rapazinho com gratidão.
— Vem cá a casa no dia 23… A mãe convidou o Paul e a minha mãe para jantar… Acho que ele ficará feliz em saber que o responsável pela morte do filho foi punido… Se ainda tiveres dúvidas sobre a Makoto, podes perguntar, conto-te tudo o que o meu assistente conseguiu descobrir. — o Fai sorriu, a tentar ajudar a mãe a reconciliar o Paul e o Nanfa.


O Fai contou tudo o que o Smart descobrira sobre a Makoto. Depois a conversa virou-se para o Troy e o Panit, a quem o dono da casa telefonara a convidar para uma conversa no dia seguinte. O Nanfa deixou os seus homens festejar, e sugeriu que os rapazes ficassem para falar com o Troy amanhã. O Smart reportou que os pais em casa estavam preocupados, e o cachorrinho sussurrou ao marido. O Hima afastou-se para telefonar à mãe, enquanto o Fai sorria a ver os homens felizes à frente.


— Conheci o teu filho, Lien. Rapazinho ambicioso. Acho que ser guarda-costas é pouco para ele… — o Fai provocava o Lien. Mas ele apenas sorriu em resposta.
— Sim, o meu filho é inteligente. Não é guarda-costas, é subchefe de segurança. Mas eu, como tu, acho que o Dial é capaz de mais. — o Raed disse com orgulho, a olhar para o Nan.
— Ahahahaha, Pi'Nan, parece que vais ter de adoptá-lo. — o Fai deu uma gargalhada.
— Se é isso que o meu Coelhinho quer, amanhã tratamos dos papéis, embora primeiro tenhamos de ter a certidão de casamento entre nós… — o homem sorriu. E nas últimas palavras recebeu uma palmadinha suave no braço do Lien.
— Estás a ser manhoso outra vez?! Por que tens tanta vontade de me prender? — o médico legista ficou indignado, a olhar de soslaio para os olhos do Nan.
— Amo-te, tu amas-me, isso não é motivo? — o dono da casa sorriu, a pegar na mão do marido.
— Do que se fala? — o loiro que voltara à mesa perguntou. E o Nanfa disse que tentava convencer o amado a casar.


Durante algum tempo os quatro ficaram sentados a conversar, e o Hima não conseguia deixar de pensar em como o Lien obtivera o endereço do San pelo Wei… O Raed partilhou os detalhes, e o Fai e o Hima riram da situação, especialmente quando o Nanfa disse que o Wei lhe transferira duzentos milhões antes,  para nunca mais ver o Lien. Perto das onze horas os casais foram para os quartos, e o Nan ofereceu aos recém-casados um dos quartos de hóspedes no seu andar.


— Estás bem,  meu rapaz? — perguntou Hima depois do duche,   a secar o cabelo do amado com uma toalha.
— Estou… estou bem. Mas não devia estar. Hoje salvamos tantas pessoas daquela Naga, e quantas mais vidas ela teria destruído? Por um lado sinto pena dela, por ter passado pelo inferno desde criança. Mas por outro, cada um de nós tem a escolha de se tornar ou não um monstro. A Toshi escolheu o caminho mais fácil. Mas eu escolhi um caminho que não é de forma nenhuma fácil… — o cachorrinho dizia, a olhar para o marido pelo espelho,  a continuar: — E embora hoje tenha pedido pessoalmente ao empregado de mesa que lhe pusesse a droga, a Makoto destruiu-se ela própria. Quando vais em frente sem olhar para trás, sem ver as consequências, mais cedo ou mais tarde essas consequências apanham-te…
— Fai, eu percebo. Vivemos num mundo de tubarões, e só há duas saídas: tornar-se isca ou tornar-se tubarão. Amo-te, independentemente de seres o meu marido gentil e amoroso ou o Tigre feroz… — a beijar o amado no topo da cabeça, o Hima abraçou-o pelo pescoço, a fazer descer as mãos travessas pelo peito.
— Vamos dormir, hoje aconteceu demasiado. Não sou o último canalha a importunar-te… — o mafioso murmurava, a inclinar-se, a beijar o cônjuge na face.
— Talvez eu goste quando és um canalha… — o cachorrinho sorriu, a virar-se para o marido. — Mas talvez… hoje o canalha seja eu?
— Pequeno indecente… — foi o único protesto — e depois as cuecas foram arrancadas…


Até às duas da manhã o quarto encheu-se com os gemidos de dois recém-casados apaixonados, enquanto no outro quarto um casal fazia o mesmo,  mas até às quatro e meia… Na manhã seguinte os homens foram recebidos com a notícia das nove da manhã na televisão sobre a morte da proprietária de discotecas e de uma rede de salões de joias, no próprio dia do aniversário, por overdose de drogas. Depois do pequeno-almoço, o Lien e o Fai foram passear pelos jardins da mansão, e quando o Fai ouviu falar do campo de tiro com arco, não pôde deixar de os convencer a ir.

— Gostas de arco e flecha, Nong? — o Lien perguntou, a ver os olhos ansiosos do Fai ao escolher o arco.
— Pois… Quando ainda andava no secundário, o pai tinha um amigo, e nós frequentemente saíamos e treinávamos tiro com arco com o filho dele… Mas depois o pai foi embora, e eu deixei de ir lá. O Hima prometeu equipar-me um campo de tiro… Mas nesse lugar está agora um parque infantil. — o Fai sorriu, a pegar no arco e na aljava de setas.


Fiu…


— Oh! Podias representar o país nos Jogos Olímpicos, Fai! — o Raed admirou com sinceridade quando viu a seta acertar no dez.
— Não,  obrigado. A propósito… — o cachorrinho deu uma gargalhada, e de repente apoiou o arco no chão,  a tirar o telemóvel e a enviar uma mensagem.


📩


O som da mensagem a chegar ao telemóvel do Lien fez-o tirar o aparelho do bolso.


— É o endereço do pai do Dial… por precaução, e como a vida nos prova os casos são variados. O Dial é o único filho dele… Sei que te preocupas com ele, por isso cabe-te a ti decidir o que fazer com essa informação. — o Fai disse, a focar-se para o tiro seguinte.
— Obrigado. — o homem sorriu, a guardar o telemóvel no bolso.
— De nada. — o rapazinho soltou a corda e continuou,  a virar-se: — Ele também estava muito preocupado contigo ontem. Quando chegámos, a primeira coisa que o Dial perguntou foi por ti, não pelo Nan.


O Lien sorriu enigmaticamente. Mas o Fai já vira aquele sorriso… Quando alguém elogia a pequenina Tirak, o Gatão sorri com o mesmo orgulho. O Lien perguntou ao cachorrinho como obtivera a droga do laboratório da Makoto, mas o jovem respondeu que o assistente era muito capaz. Com o arco, o Lien não atirava tão bem quanto o Fai, mas ainda assim muito bem.


Meia hora depois o Hima e o Nan foram ter com eles, porque a mãe exigia uma explicação sobre o dia anterior. Os recém-casados despediram-se dos anfitriões generosos, e foram a casa…


— Hima Kittichat! — o grito alto de uma voz feminina descontente da escada não prometia nada de bom…
— Mãe, não grites, vamos falar no escritório. — o Fai sugeriu de imediato com calma, ao ver as sobrancelhas franzidas da mulher na raiz do nariz.
— Ainda bem que está de bailarinas… — o Hima sussurrou ao amado, ao ver a mãe a descer a escada, seguida pelo pai.
— Não te preocupes, eu próprio lhe conto tudo. — o cachorrinho aconchegou-se no ombro do amado, a tranquilizá-lo.


Mal os quatro entraram no escritório, do outro lado da porta ouviam-se claramente os gritos da Kira, a repreender os filhos por se terem metido num esquema assim tão perigoso, não só sem consultar os pais, mas nem sequer os avisando. O Fai explicou que quanto menos pessoas soubessem do plano, maior era a probabilidade de sucesso. Mas quando disse que convencera o Nanfa a vir jantar a casa no dia 23, a fúria da mãe amaineu.


— Agora só temos uma questão por resolver: o naviozinho que roubaste ao Satanás… — o Fai disse. A Kira olhou para ele com um sorriso aprovador, a antecipar uma opção interessante…
— O que tramaste, meu Diabinho? — ela murmurou em russo.
— Enviei ao informante do Satanás uma mensagem sobre a localização do navio com os brinquedos deles, e que podem ir buscá-lo. — o Fai sorriu. — Enquanto chegam às águas neutras temos três dias, e depois… enviamos ao Satanás o link das notícias. — o rapazinho continuou, enquanto a Kira o observava com interesse. — Ele de certeza que te liga, mãe, e tu concordas com o encontro em Pattaya. Assim temos ainda vinte e quatro horas para preparar o local.


O Fai contou a todos os presentes o plano em pormenor.


— Querido, o teu assistente sugeriu-te isso? — o Hima sussurrou baixinho, a fingir que beijava o cônjuge.
— Não, o plano é meu. O Smart só enviou a mensagem. — o cachorrinho respondeu igualmente baixinho…


🍃   🍃 🍃


Três dias depois, em casa dos Kittichat houve um jantar em família, onde a Kira planeara reconciliar o Nanfa e o Paul. Mas não foi ela que o fez, foi a falecida Makoto. O Nan e o Fai contaram ao Paul a verdade sobre o que acontecera há quase cinco anos, e no aniversário da Kimura. Na manhã seguinte, a Kira, conforme o plano do Fai, enviou ao Satanás um vídeo sobre os piratas somalis a afundar o navio-tanque em águas neutras, junto com o navio que o acompanhava. Ao almoço do mesmo dia chegou uma chamada do próprio Satanás. O homem exigia uma compensação num encontro pessoal, mas a mulher calma ofereceu-lhe vir em visita a Pattaya daí a dois dias.


No dia 25, a pequenina Tirak convenceu os pais a irem juntos ao centro comercial comer gelado, e ir «como adultos» ao cinema ver desenhos animados. Hoje o Fai estava sem o auricular para comunicar com o Smart, mas ele mesmo assim enviou uma mensagem ao criador no telemóvel a dizer que o Lien e o Nanfa estavam no mesmo centro comercial, na loja «Bebé e Coelhinho».


— Querida, queres um pijama novo? — o Fai sorriu, a virar-se para o marido com a filha ao colo, enquanto o Kai e o Mix os seguiam.
— Quero! Quero que o Sakda também tenha um igual! Com um dragãozinho! — a menina animou-se, a abraçar o loiro pelo pescoço.
— Vamos comprar pijamas a condizer! — o Hima riu, a beijar a filha na face.


Quando os recém-casados entraram na loja, não viram a vendedora, porque ela estava ocupada com clientes importantes. Nenhuma loja tivera tanta sorte… Dois dos homens mais influentes de Banguecoque vieram ao mesmo tempo…


— Este modelo é de fleece macio, não irrita, é hipoalergénico e não desbota na lavagem. — a rapariga dizia, de lado, quando o Fai ouviu as palavras.
— E o que é que lhes estão a tentar vender tão gentilmente, Pi? — o Fai perguntou com um sorriso. O Nan e o Lien voltaram-se.
— Não, não é assim… Mas o que é que vocês dois estão a fazer aqui? A Rose está grávida? Ou a Nitta? — o cachorrinho continuou. Mas ao ver o olhar confuso do Raed, parou de brincar.
— Mamã, o que quer dizer vender? — a Rak perguntou em sussurro alto. A vendedora corou.
— Precisamos de roupa para recém-nascido, e o Khun Melisa ajuda-nos generosamente com a escolha. — o Nanfa respondeu com um sorriso, a pôr o braço à volta da cintura do marido.
— Estão a preparar um presente com antecedência? Para quem? — o Fai continu a lamentar ter deixado o auricular em casa.
— Para o meu filho. — o Nanfa continuava a gozar,  a divertir-se com a cara de surpresa do Fai.
— Marido! — o Lien beliscou-o no braço ao esticar a última sílaba: — Desculpa, Nong. Não és a primeira pessoa a quem ele prega partidas hoje. Como disseste, o destino é traiçoeiro e imprevisível. Esta noite tornei-me pai… é por isso que estamos aqui… O Nan disse que o Dial trata do quarto do bebé… e nós… eu nem sei por onde começar…
— Pode mostrar à menina o pijama do Dino, e um igual para menino de cinco anos — Khun Melisa? Mix,  tu conheces melhor o teu filho, vai com a Tirak comprar os pijamas, e o que ela mais quiser,  que temos de falar. — o Hima entregou a menina ao Mix,  a perceber que a conversa seria interessante e longa. — Patinha minha, quando comprares os pijamas com o tio Mix, vamos comer gelado, combinado? — o loiro perguntou com carinho. A menina acenou.


Mal a rapariga foi com a pequena compradora, o Lien contou o inusitado turno nocturno. O Fai lembrou-se de imediato de como ele,  a Love e o Fon, tinham saído às compras antes do parto a comprar tudo para o recém-nascido. Por isso ficou feliz em ajudar os novos pais… Parar o Fai animado e entusiasmado era como tentar parar um comboio de carga sem travões… Passada uma hora de compras, os homens fizeram uma pausa na gelataria, e passadas mais duas horas, o Nan chamou os homens para vir buscar as compras, porque o Lien já adormecia a andar depois do turno.


— Vamos. O Lien está cansado depois do turno, ficou de pé mais de vinte e quatro horas,  e ainda o choque emocional… precisa de dormir. Obrigado pela ajuda! — o Nanfa disse, a sentir o peso no braço que o Lien segurava a ficar mais pesado a cada minuto.
— Claro! Com certeza vimos visitar os sobrinhos! — o Fai sorriu, a despedir-se do casal.
— Achas que… Estes dois casam antes do Dao e do Fon, ou depois? — o cachorrinho perguntou ao marido, a olhar de soslaio para os homens a afastarem-se.
— Não sei. Acho que o Nan não vai pressioná-lo. E casamento-surpresa, como eu fiz, não vai organizar. — o Hima respondeu, a admirar como o cônjuge ficava magnífico com a filha adormecida ao colo.
— Vamos a casa… Amanhã temos de estar em Pattaya. É verdade… temos de ligar aos pais a dar-lhes a notícia da novidade na família! — o Fai encaminhou-se para a saída do centro comercial, onde deu com a Yufa e uma amiga.


A rapariga parecia abatida, e visivelmente não dormira bem. Viu de imediato o Hima, que ia à frente,  a cobrir com o corpo o Fai com a filha adormecida.


— Pi'Hima! Que encontro inesperado! — ela exclamou. Mas o Mix pôs-se de imediato à frente do loiro, a impedir a rapariga de se aproximar.
— Já casaste e estás à espera de filho,  já que andas assim tão à vontade a fazer compras em Banguecoque? — a voz severa das costas do Gatão fez a Yufa encolher-se.


O Hima deu um passo de lado, a virar-se,  a tirar dos braços do Tigre a filha adormecida.


— Tu… — a donzela sibilou. Mas a amiga prendeu-a pelo braço.
— Não, Yufa… Lembras-te do que o meu pai disse? Com o Fai Kittichat não se brinca… ele é um monstro… — a Mon avisou em sussurro. Mas o cachorrinho ouviu.
— O teu pai é um homem inteligente. E este monstro, como dizes, foi obra do teu amigo… Está na hora de cresceres, Yufa! Por causa da tua infantilidade o teu pai mandou-te para fora do país para te salvar a vida,  mas decidiu ser manhoso e casar-te ficticiamente com o meu irmão… Tão descuidado da parte dele… E como acabou tudo? Agora és órfã ,Yufa. Dou-te mais três dias, e depois voltas para Inglaterra. Pelo menos uma vez na vida faz o que o teu pai pediu… — o Fai disse em voz baixa mas com seriedade, e a dar um passo em frente continuou: — Se não tivesse sido esse atentado contra mim, o teu pai estaria vivo… Foste tu que o mataste… — Vamos a casa… não é bom deixar os pais preocuparem-se. — o rapazinho continuou com carinho, a sorrir para o marido,  a deixar a Yufa com as lágrimas à beira dos olhos.
— Foi cruel… — o Hima resmungou. Mas o cônjuge prendeu-o pelo cotovelo.
— Ela só está viva porque eu e o pai dela fizemos um acordo… — o Tigre respondeu, já quase a entrar no carro.


A pequenina Tirak dormira durante o caminho, e em casa saiu a correr contente para o quarto do Sakda a experimentar as roupas a condizer compradas.


🍃   🍃 🍃


Na manhã seguinte, a Kira com o Nai,  e o Hima com o Fai, foram a Pattaya ao encontro com o chefe da MS— 13.

— Filho, tens a certeza? — a mãe perguntou, um pouco em dúvida sobre o plano do Fai.
— Claro! Ninguém tem o direito de rebaixar a nossa mãe só por ser uma mulher bonita! — o cachorrinho declarou, e continuou: — Esse miserável atreveu-se a atacar o Orpheus no nosso casamento! Não podemos deixar isso passar, mãe!
— Exacto… Interessante… como estará o Dark? — o Hima sorriu,  a lembrar-se de como o irmão partira tão satisfeito.
— Oh-oh-oh… Conheço esse sorriso! Desembucha! O que me estás a esconder?! — a Kira bateu no joelho do filho — a apontar o dedo.
— Desculpa, mãe,  o Orfeu volta e conta-te ele próprio… — o Hima decidindo não contar à mãe sobre os Twixes, abraçou o marido com mais força.


Assim que acabarmos com o Satanás, tu voltas para casa,  e conversamos , Orpheus! — a mulher pensou, a fingir que ficara ofendida…

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