80 🔞 – Solução de problemas (parte 1 de 3)
Dark — noite anterior
A imagem dos rapazes que o salvaram não saía da cabeça de Orfeu, mas naquele barril de mel havia uma enorme colher de alcatrão: a língua do Leo na face do atacante… E embora o Orfeu percebesse racionalmente que era apenas jogo, não gostava.
— Despe-te! — Orfeu ordenou sem se virar quando a porta do quarto se fechou.
O Leo percebeu que era com ele, e obedientemente começou a tirar a roupa mesmo junto à porta.
— Eu disse despe- … te… — sem ouvir confirmação do Leo, ele virou-se, e viu-o a olhar para ele enquanto desabotoava a camisa.
A cada botão desabotoado, o peito forte aparecia cada vez mais, a convidar o homem bonito a apertá-lo. Mas o Orfeu controlava-se… literalmente… as mãos pousaram no fecho das calças a inchar, porque a cada movimento do Leo o membro crescia. O Leo mantinha o olhar nos olhos da cor do céu de tempestade a escurecer de excitação, a sentir os arrepios a percorrer o corpo desde a virilha, que pareciam chegar às pontas dos cabelos…
O Dark reparou que o olhar do rapaz à frente se deslocou para a esquerda, e já não conseguia mais conter-se ao ver o Gui a morder o lábio com os dentes brancos… A agarrar o rapaz ao lado pelo pescoço como um predador faminto, Orfeu atormentava os lábios do Gunnar, a apertá-lo contra si. A imagem de como ele se pusera à frente dele a protegê-lo estava constantemente à vista, e aquele tom imperioso a ordenar que o levassem estava a enlouquecê-lo a cada repetição.
O Leo já se despira, e aproximou-se dos dois, a tirar com cuidado o blazer do marido para não incomodar o braço ferido. O Gui enrugou ligeiramente o nariz, e o Dark reparou.
— Desculpa… — o Leo pediu desculpa, a beijar o pescoço do marido.
— Não te atrevas a beijá-lo… antes de enxaguares a boca e limpares a língua… — a puxar o Gui para os braços, Orfeu quase rosnou.
— Sim, Khun Dark… — o Leo inclinou a cabeça, a ir para a casa de banho.
Ha! Que ciumento! Como recusar-lhe? — o rapaz sorria a abanar a cabeça ao entrar.
O Leo ligou o duche e ficou de imediato sob os jactos. Não ouviu a porta abrir-se, e dois homens entrarem… O Orfeu tirou de imediato uma escova de dentes do armário, espremeu uma quantidade de pasta do tamanho de uma ervilha, e aproximou-se do Leo de costas. Com um movimento brusco rodou-o, a encostá-lo à parede.
— Abre a boca! Quero certificar-me de que está limpa! — as palavras ditas com ciúme e desejo correram pela pele do rapaz como uma onda, que abriu a boca obedientemente.
O Dark escovou os dentes, e a premir o queixo com o polegar ficou surpreendido quando o Leo de imediato pôs a língua de fora. Enquanto o manhoso limpava os dentes do guarda-costas, o marido cobria-lhe as costas e o rabo de beijos, sem qualquer timidez, a passar a mão com suavidade no membro erguido do chefe. Orfeu virou a escova e com a parte traseira limpava a língua estendida do rapaz, que fechou os olhos e gemia baixinho.
— De joelhos… — o Dark expirou, a atirar a escova para fora do duche. O Leo fez o que pedira.
O Gui não largou o membro do chefe favorito, a continuar a acariciá-lo. O Leo tomou só a cabeça na boca.
A menta da pasta de dentes na boca do rapaz dava ao Dark novas sensações. O Gui ajoelhou-se ao lado da esposa, a entreabrir as nádegas desejadas com a mão, a provocar a entrada delicada com a língua…
Orfeu gemia com as carícias, a empurrar o membro cada vez mais fundo para a garganta do Leo, a deliciar-se com a língua gentil a penetrar no seu rabo. Segurava o guarda-costas à frente pelos cabelos molhados, a foder a boca quente com sons obscenos. As lágrimas corriam pelas faces do Leo, mas eram invisíveis entre as gotas de água.
— Merda! — o Dark xingou, ao perceber que já estava próximo do orgasmo. Mas não queria acabar assim.
Queria apenas provocá-lo… Mas com estes dois tudo acaba sempre diferente… Ao retirar o membro da boca quente, baixou os olhos, e quando os olhares se cruzaram, um tropel de arrepios percorreu o corpo.
— Limpou a minha boca suficientemente fundo, Khun Dark? — a pergunta em tom suave, e o homem já estava a enlouquecer a querer mais.
Agarrar!
A agarrar primeiro o Leo, e depois o Gui pelo braço, o Dark arrastava-os do duche para o quarto, para a cama. A empurrar o Leo para a cama, olhou para o Gunnar, e a fantasia já pintava um quadro claro das acções seguintes…
São meus! Os dois são meus! E quero comer os dois! — o Orfeu pensava, a ver como o Leo estava deitado de forma lasciva na sua cama.
— Gui, quero que o castigues pelo que fez no sotão… — o homem sorriu, quase a ronronar com uma voz doce e indecente perto do ouvido do Gunnar, mas de forma que o Leo ouvisse.
— Como quiser, Khun Dark… — o Gui sorriu com o comportamento brincalhão do chefe, a ver o Leo a puxar as pernas para o tronco, a abrir o acesso ao rabo apertado.
O Gui ajoelhou-se na beira da cama, a puxar a esposa pelas ancas para si, a enterrar o membro no rabo macio.
— Ah… Gui… — o Leo exclamou. E a boca foi de novo invadida pelo Dark, que ficou ao lado do rapaz.
— Siiiim… Gui… castiga-o… sim… mais forte… — Orfeu enlouquecia ao ver as coxas dos rapazes a tocarem-se.
— Beija-me, Gui… — o Dark gemeu, a inclinar-se ligeiramente na direcção dele.
O Gui inclinou-se para a frente, a mergulhar nos lábios macios do chefe a mordiscá-los, enquanto os dois continuavam a mover as ancas dentro do Leo que gemia de prazer. Orfeu apoderou-se da iniciativa do beijo, a sugar a língua do Gunnar, que começou a mover as ancas com ainda mais violência.
— Ah… como são… deliciosos… — as palavras do chefe espalhavam-se como calor pelos corpos dos guarda-costas.
— Hoje… quero os dois… — o chefe manhoso declarou, a libertar a boca do Leo.
O Gui não parava de atormentar o rabo do amado, que se ajudava com a mão. O Dark desceu da cama, tirou o lubrificante do criado-mudo, e voltou para o Gunnar. A espremer um pouco do gel transparente no dedo, começou a massajar com suavidade as dobras tentadoras entre as duas nádegas apetitosas.
— Ah… — o Gui gemeu, a dar um empurrão brusco quando o dedo começou a entrar devagar no canal.
— Se te deitares, fica menos desconfortável… — o Leo chamou o amado, a saber muito bem que da primeira vez é difícil relaxar.
O Gui deitou-se sobre o Leo, a ficar-lhe no rabo. O Leo atraiu o marido para um beijo, a tentar distraí-lo da travessura do chefe favorito. O Gui movia as ancas mais devagar enquanto o Dark esticava o canal com os dedos finos. Orfeu olhava para os rapazes à frente, e não conseguia pensar em mais nada além do facto de que os dois naquele momento eram demoniacamente sexy.
— Ah… ha… ah… — os gemidos altos saíam dos lábios do Gui enquanto Orfeu passava os dedos deliberadamente sobre o ponto sensível interior.
O Dark retirou os dedos, lubrificou o membro generosamente, e mergulhava-o devagar no canal apertado. O Leo permitiu que o amado lhe mordesse os lábios, a perceber que podia aliviar o desconforto e a dor.
— Relaxa, amor… estás tão tenso que não me consigo mexer… — Orfeu persuadia, a acariciar as costas molhadas do Gunnar com os dedos finos e quentes.
— Amo-te… és tão corajoso, o nosso herói… — o Leo sussurrava ao amado, a beijar-lhe o pescoço atrás da orelha, a passar a língua pelo lóbulo.
O Gui foi relaxando pouco a pouco com a ternura, e o chefe manhoso avançava com movimentos cuidadosos para dentro, sob os suspiros lânguidos dos dois rapazes por baixo. Quando as ancas do homem bonito tocaram as nádegas molhadas do Gunnar, parou os movimentos em frente e apenas ondulava as ancas em círculo.
— Estás tão apertado… — Orfeu murmurava. a acariciar as belas nádegas.
Quando o Dark sentiu o rapaz relaxar, continuou a mover-se devagar, fazendo o Gui gemer a cada movimento mais alto, a voltar a morder os lábios do Leo. Os movimentos de Orfeu no canal macio davam prazer simultaneamente aos dois rapazes. O homem bonito aumentava o ritmo, a sentir o anel de músculos a apertar-se de vez em quando. Só que não era nada do que fantasiara recentemente…
— Gui… sai do Leo… — o homem pediu, a recuar.
O Gui levantou-se, e ao sair do amado tentou ficar de pé. Mas o Dark bloqueou-o, a premi-lo.
— Não disse que podias levantar-te… Isto… — a passar os dedos pelos orifícios molhados e abertos dos rapazes, o Dark disse com um suspiro: — É uma visão deliciosa…
Os dois rabos estavam tão perto, dois buracos rosados e ansiosos a contrair-se de expectativa, e Orfeu não lhes conseguia negar…
— Ah… Khun Dark! — o Leo exclamou quando de repente o membro entrou nele de uma vez até ao fundo.
— Siiiiiim… meus… os dois meus… por inteiro… só meus… — o homem bonito trepava o Leo depressa durante um minuto, e depois saiu dele e entrou de novo no Gui sob gemidos altos.
O Dark estava como possesso, não conseguia saciar-se destes dois, nem conseguia escolher qual rabo era mais gostoso… Os rapazes apenas gemiam sob o seu ímpeto, enquanto os membros se esfregavam um no outro.
— Mais… Khun Dark… Mais… — o Gui gritava, a sentir a excitação a tomar conta dele, a aproximar-se do final.
Orfeu obedeceu, enquanto o Leo mordia o pescoço do marido e lhe arranhava as costas, a deixar listras vermelhas que excitavam quem trocava de buraco com uma paixão selvagem.
— Arr-rr-rrgh… — o Gunnar rosnou, ao chegar ao fim exatamente quando o chefe manhoso decidiu trocar de rabo.
— Bom rapaz… e agora… é a tua vez… Leo… — sem mudar o ritmo que mantivera o tempo todo, o Dark penetrava o guarda-costas que ainda estava no orgasmo.
— Vamos, Leo… Estou quase… — a acelerar mais um pouco, Orfeu já não se queria segurar.
— Ah… Khun Dark… Siiiim… Khun Dark… — o Leo gritou quando o corpo foi coberto pela onda do orgasmo, e sentiu um lampejo de calor no interior.
— M-m-m-m-m… Meninos… — Orfeu gemeu, a entrar de novo no Gui.
— Ah!
— Ah sim… agora há um pouco de mim nos dois… — o homem bonito murmurava, a despejar o restante do fluido no rabo do Gunnar.
A retirar o membro, contemplava com deleite o fluido a escorrer dos dois buracos… As mãos foram por si para o devolver, e dois dedinhos restituíam o líquido branco a ambos os canais, a fazer os rapazes gemer, porque o travesso massajava as próstatas dos Twixes de propósito.
— Ah… Khun Dark… — os guarda-costas gemiam quase em coro, enquanto eram trepados com os dedos pelo favorito.
— Como é bom estar dentro de vós… tão macios… tão suaves… tão apertados… m-m-m-m… só meus… — o Dark brilhava de felicidade.
Excitado de novo, Orfeu arrastou os rapazes a continuar as brincadeiras na casa de banho. Não os deixou dormir até quase às 3h da manhã, e adormeceu depois do quarto round.
— Desculpa-me… a culpa é minha por ele ter feito isso contigo… — o Leo pedia desculpa, a verificar se havia danos no canal do marido.
— Não é culpa tua… foi apenas o que ele quis… — o Gui tranquilizava a esposa, já esperava algo assim do Dark.
— Vai para a cama. Vou buscar a pomada e já volto. — o Leo sorriu com um sorriso ainda culpado, a beijar o amado na face.
— Ei… amor… vejo que te sentes culpado, mas não tens razão. Sim, é a minha primeira vez, mas não me arrependo, estás a ouvir? Amanhã… — o Gunnar disse em voz baixa, a abraçar o Leo.
— Amanhã pedimos ao Khun Kira que o mande para Londres ou para Moscovo… Não posso arriscar ele… ou ti… — o Leo continuou a frase do marido, a passar a mão sobre o adesivo no braço do Gui.
— Sim… por isso não lhe resisti hoje… Ele tem de estar em segurança… e se a informação sobre nós chegou à MS— 13… então… — o Gunnar explicou, e quando parou, o Leo continuou.
— Prefiro que nos raptem e torturem a nós do que a ele… Hoje fiquei com tanto medo… Nunca senti tanto medo… e não quero mais sofrer assim por vós… — o Leo dizia com voz trémula, a abraçar o marido com mais força em troca.
— É só um arranhão… — o Gui disse, a beijar o amado na face, a acariciar os cabelos molhados.
— Eu… vou buscar a pomada — espera na cama… — a soltar as mãos, o Leo foi para a porta.
Só com a camisa e as cuecas, o Leo foi rapidamente ao quarto deles buscar a pomada e as roupas para a manhã. Ao voltar, aplicou por precaução a pomada no canal ligeiramente inchado do Gui, e como da última vez, os Twixes deitaram-se dos dois lados do homem bonito, a perceber que eram os últimos momentos juntos, e que o chefe tinha de ser deixado partir…
🍃 🍃 🍃
De volta aos recém-casados
Depois de mandar o Dark para casa, o Hima pediu ao Ball para abastecer o balão e levá-lo para uma clareira a poucos quilómetros de casa, depois do bebé regressar, e esperá-los lá. E embora o quarto dos noivos no hotel mais luxuoso da cidade já os aguardasse, o Gatão não conseguia parar de fantasiar sobre sexo nas alturas.
O Hima deixou os convidados a divertir-se, e discretamente arrastou o amado para o carro.
— Quando decidiste fazer tudo isto às minhas costas, não tiveste medo? — o Fai perguntou, a deitar-se no ombro do marido no banco de trás.
— Muito… Muito medo de que dissesses não… — o homem admitiu, a apertar o cachorrinho com mais força.
— Como pudeste sequer pensar que diria não? — o rapazinho ficou ofendido. — Não acreditas no quanto te amo?
— Se não tivesse a certeza de ti — amor meu, não me teria atrevido a um casamento-surpresa… — a beijar os cabelos do Fai, o Hima murmurava.
— Então… ontem à noite no clube… era uma despedida de solteiro? — o Fai percebeu de repente.
— Pois.
— Então… todos sabiam menos eu?
— Pois… Ai! — o Hima confirmou, e depois exclamou quando lhe morderam o ombro com força.
— Tu! Fizeste-me pensar que havia algo mais importante do que eu nestes dias! Mentiste-me sobre para onde ias! Escondeste-me tudo! Tu… — o Fai protestava. Mas foi calado por um beijo.
O beijo ternurento, reverente e encantador foi como espuma a apagar o ressentimento do rapazinho.
— Desculpa-me… Tu próprio disseste que não querias casar no mesmo dia que o Dao e o Fon… e eu queria mesmo casar-me contigo… — o Hima murmurava num tom tranquilizadora, a olhar nos olhos amados. O rapazinho cedeu.
O casal chegou ao balão quando já começava a anoitecer. Os rapazes saíram do carro, e o Fai olhava com interesse para o balão em forma de enorme coração vermelho. Na cabeça do cachorrinho passaram imagens deles a fazer amor lá dentro — e o membro reagiu de imediato à fantasia.
— Dispensados! — o jovem ordenou, a agarrar o marido pela mão e a arrastar para o balão.
— M-m-m-m… o meu Tigre… — o Gatão admirava, enquanto era empurrado para a cesta.
— Fai… vamos… pelo menos… ah… subir no ar… — o mafioso dizia com dificuldade, enquanto o pescoço era vorazmente mordido, e o fato escorregava dos ombros largos.
— Cala-te! — o rapazinho rosnou, enquanto o balão subia devagar no ar, a continuar a despir o marido.
O Hima não disse mais uma palavra, apenas gemidos lânguidos escapavam dos lábios, enquanto tiravam a roupa um ao outro. O balão parou a cento e cinquenta metros de altura, exatamente o comprimento do cabo que segurava a cesta com os recém-casados.
O Gatão abriu os olhos, e ao ver a paisagem magnífica, virou o amado para a borda da cesta, a abraçá-lo por trás.
— Olha que vista incrível… — o loiro sussurrava ao ouvido, a apoiar a erecção no rabo macio.
— Sim… mas vai ficar ainda mais bonita… — o Fai expirou, a trocar de lugar com o marido num único giro. — Assim é muito melhor…
O Fai sentia a adrenalina a correr no corpo pela altitude. O corpo tremia de excitação, e ele já não conseguia segurar o Tigre, então pegou nas mãos do Hima e premiu-as contra os suportes da gôndola revestidos de couro castanho.
As ocasionais explosões de chama sobre as cabeças dos rapazes acrescentavam ainda mais picante à situação. O Fai viu numa pequena caixa uma forma familiar, e não se enganou ao pegá-la. Era um tubo de lubrificante com aroma de morango…
— Uf… — o Hima gemeu, a agarrar com força os suportes, enquanto o Tigre entrava no seu rabo quase até metade.
— Siiiim… — o Fai rosnou, a puxar o amado pela cintura.
— Estás tão quente e macio… como sou feliz… — o rapazinho movia as ancas cada vez mais depressa e com mais força — enquanto sob o seu ímpeto o loiro gemia, a rasgar a voz até à rouquidão.
— Marido… ah… meu cônjuge… a minha felicidade… mais… — o Hima implorava, a pôr o pé nos sacos de lastro, a deixar o rapazinho ir ainda mais fundo.
— Amanhã de certeza não consegues sentar-te… ugh… estás a enlouquecer-me… — o Fai resmungava. A aumentar o ritmo e a força, enquanto o membro se movia depressa no rabo macio.
— Sou todo teu… tu… ah… até tens agora documentos sobre mim… — o mafioso brincava, a sentir o sol vermelho e brilhante a descer ao longe, e a altitude a aproximá-lo do orgasmo.
— Meu… és meu para sempre… para toda a eternidade… — a morder o ombro do amado, o Tigre rosnou.
O rapazinho era como uma fera em período, a atormentar o rabo no novo estatuto. As duas horas de sexo terminaram com um orgasmo vívido e violento dos recém-casados. O Hima rodou, e a abraçar o Tigre sentou-se nos sacos de areia.
— Descansa, amor meu… temos a noite toda pela frente… — o mafioso murmurava, a beijar a face e o pescoço da esposa.
— Oh — olha… uma bolsa térmica… — o Fai alcançou, e pô-la entre as pernas, a abrir.
— Champanhe e… ahahahahaha… — a examinar o conteúdo, o cachorrinho tirou a garrafa e riu ao ver um recipiente meio cheio de morangos, a maioria mordiscados.
— O que tem de engraçado? — o Hima perguntou, a pousar a cabeça no ombro do Tigre e a olhar para a frente.
— Parece que amanhã alguém vai acabar o que não comeu hoje… — o loiro deu uma gargalhada, a perceber que eram os dentes da Tirak.
Bang!
O Hima abriu a garrafa de champanhe sem ruído, de forma que a rolha ficou na mão. Levou-a aos lábios do cônjuge:
— Desculpa, não vejo copos… Mas não beber contigo nas alturas depois de um sexo arrebatador, é simplesmente um sacrilégio…
O Fai pegou na garrafa sobre a mão do marido, e deu alguns goles. O Hima fez o mesmo. O cachorrinho tirou do recipiente um morango inteiro, dos poucos que restavam, e estendeu-o aos lábios do Gatão. Os lábios macios tocaram os dedos do rapazinho, a aceitar a fruta fresca, a acariciar as pontas dos dedinhos favoritos com a língua.
Um gemido silencioso escapou dos lábios do Fai com aquele gesto terno e erótico.
— Sabes que puxar o bigode a um tigre não traz nada de bom? — o Tigre avisou, a dar mais alguns goles da garrafa.
— Mas este é o meu tigre… posso puxá-lo não só pelo bigode… mas também pelo membro… — o mafioso dizia, a lamber o ouvido do cônjuge.
— Só com a boca… — o Fai expirou, enquanto a mão do homem descia pelo torso até ao próprio membro.
— Hoje… estou pronto para te deixar fazer tudo… — o Hima sussurrava, a acariciar a cabeça molhada com os dedos.
O Fai levantou-se, e o Gatão bebeu uns goles da garrafa, a deixar um pouco de champanhe na boca.
— Caralho! É mágico… — o Tigre gemeu, a penetrar a boca quente onde as bolhas do champanhe envolviam a cabeça, a dar um prazer divino.
O Hima engoliu o champanhe, e passadas algumas investidas, o membro do Tigre já penetrava por completo a garganta do loiro. Lágrimas transparentes corriam pela face do homem enquanto o amado trepava a boca como um louco, a balançar a cesta…
— Siiiim… meu Hia… — a segurar o cabelo do cônjuge com força, o Fai gritava, a despejar todo o amor na garganta do Hima.
— Para beber? — um sorriso manhoso iluminou a boca bonita do Tigre ao retirar o membro, a estender a garrafa ao marido.
— Pequeno indecente… — o mafioso disse a recuperar o fôlego, e bebeu uns goles.
O Fai voltou a sentar-se nos braços do marido, a sentir que ele tremia. À altitude já estava fresco, e numa das explosões do queimador reparou num cobertor cinzento e fofo que estava debaixo da bolsa térmica.
Estendeu-o, puxou o amado para si, e sentou-se de frente para ele no colo, a atirar o cobertor para as costas dele.
— Amo-te tanto… — o homem murmurava, a abraçar o corpo quente sob o cobertor.
— Eu sei… porque te amo da mesma forma… — o Fai respondeu à confissão, a pousar a cabeça no ombro do marido.
O Fai decidiu que uma pausa de alguns minutos era boa ideia, e depois podia continuar a castigar o marido pela mentira de dez dias… Mas a respiração suave do Gatão, as carícias quentes e o álcool adormeceram o rapazinho, e o marido adormeceu com a mesma rapidez…
O Hima acordou quando a cesta tocou o chão, mas o amado apenas se remexeu nos braços.
Ainda bem que deixaram o carro… — o mafioso pensou, a erguer o amado ao colo e a sentá-lo mesmo com o cobertor no banco do carro.
Ele próprio vestiu só as calças e pôs o casaco, a pegar no volante. Ao chegar à mansão, o Hima trouxe o amado ao colo para o quarto, a deitá-lo na cama. Depois de um duche rápido, deitou-se com o cônjuge quando já começava a clarear…