78 🔞 – Casamento (parte 2 de 3)
Entretanto no quarto do Orfeu
— Sr. Orpheus… se o Sr. Fai disse para eles ficarem no quarto, o que faziam no seu? — o Stas sorriu.
— É verdade… Orpheus, o que se passa? — a Kira franziu as sobrancelhas.
— O teu cachorrinho adorado, foi ele que os pôs em cima de mim! São meus! Os dois são meus! — o Dark inventava desculpas na hora, ainda furioso com as palavras do Leo.
— Espera, espera… perdi o fio da lógica, filho? Se o Fai disse que hoje é o Leon contigo, porque é que estavam no teu quarto esses dois e não ele? — a mulher tentava perceber.
— O teu cão infernal com pele de labrador ordenou-lhes que descansassem! Cansados, imagine-se! Vinte e quatro horas comigo! Eu também não dormi o mesmo que eles, mas ninguém me disse para descansar! — a fazer beicinho, o Dark deixou escapar demais sem querer.
— Então… ainda não percebi, e agora não tenho tempo… Fui vestir o Fai, e tu… — a Kira esfregou as têmporas, a apontar para o filho: — Tu que estejas no departamento antes de mim! Caso contrário… peço ao «Cão Infernal» para apagar os teus «brinquedos» dos computadores, por acidente, como fez com o Don!
— Mãe! Não te atrevas! — o Dark protestou, a olhar para a mulher que se ia embora.
Ao sair do quarto, o Leon subia a escada.
— Vamos embora! Se chegarmos atrasados, encontro todas as tuas fotos, vídeos e conversas provocatórias e ponho-as em domínio público! — o Orfeu ameaçou. Leon percebeu que o Leo não brincara sobre o mau humor do chefe.
— Sim, chefe. — Leon inclinou a cabeça, a abrir a porta da frente ao Dark.
No carro, Leon,pouco habituado ao silêncio dos chefes, quis aliviar um pouco o ambiente e falou:
— Khun Dark, ainda temos tempo, podemos parar numa pastelaria por uma fatia de bolo ou chocolate? Dizem que o doce melhora o humor…
— O trabalho de um guarda-costas é garantir a segurança da saúde e da vida do empregador. Falar distrai do cumprimento das obrigações. Por isso cala-te e conduz em silêncio! — o Orfeu disparou a frase que não lhe saía da cabeça desde que a ouvira do Leo.
— Desculpe, chefe. — o rapaz pediu desculpa.
Então… não foram ter comigo porque queriam, mas porque eu me recusei a ir a este casamento? — o homem raciocinou para si.
Leon espreitava periodicamente pelo retrovisor para o chefe carrancudo, que parecia estar no seu mundo. Por isso não informou que desde casa os seguia mais um carro da família Kittichat…
🍃 🍃 🍃
De volta à Kira
A Kira entrou no quarto da Tirak, onde o Fai lhe lia um livro.
— Filho, preciso que experimente o fato para o casamento do Dao e do Fon. — a mulher sorriu, a acariciar os cabelos do Fai e da Rak.
— Sim, mãe. O Hia foi embora sem mim na mesma… — o jovem suspirou com uma nota de mágoa.
— Oh-oh… Tens ciúmes do trabalho dele? — a Kira brincou, a piscar o olho à menina.
— Papá! Vai experimentar o fatinho! A avó e eu é que o escolhemos! É tão bonito! Vou brincar com o Pi Sakda! — a princesa escorregou dos braços do Fai e saiu a correr do quarto.
— Já não tenho escolha, pois não? — o Fai disse. A mãe acenou.
No quarto do Hima e do Fai, na cama já estava o fato que o cachorrinho devia «experimentar». A Kira mal conseguia conter as lágrimas de felicidade, porque o fato ficava na perfeição ao Fai…
— Adorável… — ela sussurrou, a admirar o rapazinho.
O tecido branco e encorpado do longo blazer tinha bordado floral vermelho-dourado à frente, a continuar pelas costas. As mangas tinham um motivo bordado a fio dourado e prateado. Botões dourados no colete branco como a neve, camisa de seda branca e um lenço de cetim branco admiravelmente atado ao pescoço, a descer por baixo do colete. Calças brancas com monogramas escarlates, entre os quais havia algumas flores. Sapatos brancos completavam a imagem única do noivo, completamente alheio ao facto de que daqui a uma hora no departamento do concelho lhe iam perguntar «se consente em casar com o homem de toda a sua vida»…
📲 Trum… trum… trum…
Nesse momento um número desconhecido tocou no telemóvel da Kira, e ela atendeu surpreendida.
📞 — [Boa tarde, ligo do departamento do concelho. Está a jeito para falar?]— uma voz masculina desconhecida perguntou.
📞 — "Sim, estou a ouvir. Há algum problema?"— a Kira ficou preocupada, porque só ela é que devia simular essa chamada segundo o plano.
📞 — [Ponha o telemóvel em altifalante para o Khun Fai ouvir.] — o homem continuou. A Kira fez como pedido. — [Khun Kira, surgiram problemas no processo de tutela de Tirak Chairat. O tutor tem de se deslocar urgentemente ao departamento para esclarecer algumas questões. Estarei cá até às 15h. Conseguem chegar a tempo?]— a voz masculina perguntou, e ao Fai pareceu vagamente familiar…
📞 — "Sim, claro que lá estaremos." — a mulher concordou, a olhar para o jovem preocupado.
📞 — [Até logo, Khun Kira.] — o homem despediu-se. A chamada terminou.
— Filho, não te preocupes. Vamos já! Anda! — a Kira agarrou o Fai,que ainda estava surpreso e a tentar perceber onde ouvira aquela voz, e já arrastava o noivo para fora do quarto.
— Mãe...espera! Temos de levar os documentos! — o rapazinho acordou. A mulher acenou.
O Fai pegou no passaporte e saiu do quarto perto do qual o Kai e o Stas já os esperavam.
— Kai, vamos ao departamento! Temos de chegar antes das 15h. São quase uma hora de carro… — o Fai preocupava-se, porque não esperava que mesmo com os contactos do amado e da família pudessem surgir problemas com a tutela.
Quando já se aproximavam do edifício, a Kira ligou ao Nai a dizer estavam quase a chegar. O Fai apenas pensou que ela ligava ao homem que os convocara.
— Merda… mãe — estou assim… nem me mudei… o que vão pensar? — o Fai preocupou-se. Mas a Kira apenas sorriu.
— Vão pensar que o meu menino favorito é muito bonito… — a mãe tranquilizou-o, a pegar-lhe na mão.
— Vamos, filho… — quando o carro parou, a Kira chamou o jovem nervoso.
— Vai ficar tudo bem, não é, mãe? — o Fai perguntou, a olhar nos olhos com esperança.
— Vai ficar tudo perfeito!
O Kai e o Stas ouviram a conversa, e sorriram. Kairos abriu a porta do carro, e a Kira e o Fai saíram. O jovem olhou para o relógio,que marcava 14h47.
Ao entrarem no edifício, ao cachorrinho pareceu suspeito o facto de serem recebidos à entrada do elevador por guarda-costas da própria casa… Mas a lembrar-se de que às 15h haveria uma explosão no laboratório do San, o Fai pensou que o Smart também previra esse momento. Entraram no elevador, e depois orientaram-se pelos guarda-costas no corredor até à porta certa.
O Ball, a sorrir, abriu a porta. A Kira puxou o Fai para a frente. Na pequena sala estavam guarda-costas, a tia, os amigos… O pai, o Lien e o Nanfa estavam ao lado do seu homem favorito, cujas costas ele reconhecia entre um milhão de pessoas… O pai sorriu-lhe, e o Nan deu uma palmadinha no ombro do Hima, que se voltou para o olhar…
Bonito como um deus… — o cachorrinho pensou, a observar o amado.
O seu homem favorito estava de longo blazer roxo com bordado floral que brilhava à luz do sol. Os punhos do blazer eram castanhos, como grãos de café torrado, e à luz brilhavam com um motivo semelhante ao khaki, do castanho escuro à cor de café com leite. Por baixo das mangas sobressaíam as bordas brancas e largas da camisa. Um colete da mesma cor e motivo dos punhos envolvia o corpo esculpido do Hima. Em vez de colarinho, a camisa tinha longas fitas atadas num laço bonito. Calças de um castanho profundo de café realçavam ainda mais as pernas esbeltas do loiro.
O que está a acontecer aqui?! — passou pela cabeça do Fai, enquanto tentava perceber porque é que tantas pessoas de fato estavam ali, a Kira levava-o para junto do Hima.
Mas quanto mais se aproximava do marido, mais claramente via nos dois oceanos amados o medo.
A deixar o Fai ao lado do Hima, a Kira foi ter com o marido, que segurava ao colo a netinha de vestido
vermelho com motivo dourado.
Os entes queridos a sorrir, entre eles viu a mãe abraçada por um homem alto, e o olhar assustado do Hima desorientavam o rapaz. O silêncio do Smart, e de repente a voz de quem estava diante deles chamou a atenção. Mas o Fai nem percebeu o que lhe tinham perguntado.
— O quê? — ele perguntou, e a palma ficou na mão do marido.
— Khun, o seu nome é Fai Chairat? — o director do departamento repetiu a pergunta. O Fai acenou.
— Conhece o homem ao seu lado? — o homem continuou, a observar a reação do rapazinho com um sorriso, porque sabia que o noivo não sabia da cerimónia.
— O quê?
— Khun Hima Kittichatco, nhece o homem cuja mão está a segurar? — voltou-se para o loiro.
— Sim, é o rapaz dos meus sonhos. — o Hima sorriu, a olhar para o Fai.
— Esse amor é recíproco, Khun Fai? — voltou novamente para o rapazinho assustado.
Como é que o nosso amor recíproco afecta a decisão sobre a tutela? O que está a acontecer? — o Fai não percebia. Mas respondeu apenas:
— Como?
— Khun Hima Kittichat, consente em unir a sua vida ao Khun Fai Chairat? Está disposto a aceitar este jovem como cônjuge? — o director do departamento decidiu parar de atormentar o jovem, e foi directo ao assunto.
— Sim!
O que significa...como cônjuge...? Unir a vida? É… — os olhos do cachorrinho iam do director do departamento para o amado e voltavam…
— Khun Fai Chairat, consente em ser cônjuge de Hima Kittichat? — o homem perguntou, agora a falar com o Fai.
Cônjuge do Hima? Eu? Do Hima? Como? Mas…? — as perguntas surgiam uma atrás da outra na mente do jovem, que olhava para as pessoas caladas à frente, para o homem que fizera a pergunta, para os olhos do amado, nos quais nunca vira tanto medo, de novo para os pais, para o Dark a sorrir com malícia, de novo para o Hima, que já começava a tremer e esse tremor ele sentia pela mão.
Não queres ficar comigo? Por que não dizes nada, pequenino? Por favor diz qualquer coisa! Morro de tanto sofrer!»— o Hima pensava, a olhar nos olhos do rapazinho favorito.
📡 ‹Chefe, se não consentir em casar dentro de dez segundos,o segundo chefe terá um ataque de pânico.›
O assistente falou, e ao ouvir a palavra «casar», o Fai finalmente percebeu o que estava a acontecer.
— Sim… snif… aceito… — a voz do cachorrinho tremia, as lágrimas de felicidade a correr pelas faces ao perceber que a partir deste segundo pertencia para sempre ao homem amado.
— Meu menino… Meu menino amado… Amo-te tanto… Obrigado… Obrigado por consentires… Perdoa-me… Perdoa-me por guardar tudo em segredo… Quero tanto ser teu… Só teu… nesta e em todas as vidas que se seguirem… Tinha tanto medo que dissesses não… — o Hima ia falando cada vez mais baixinho, e a sala encheu-se de gritos, aplausos e o barulho das poppers a rebentar.
— Amo-te mais do que à minha vida… snif… Amo-te tanto… Marido… Agora és meu marido… snif… Meu… snif… — o Fai agarrava-se ao peito do Gatão, a apertar com força o blazer nas costas do marido, a soluçar e a tremer de excesso de emoções.
Passados alguns minutos, o Fai recuperou do choque, e assinaram a certidão de casamento, trocaram alianças e selaram a união com um beijo… O relógio marcava exatamente 15h, e nesse momento no outro lado da cidade explodiu o laboratório Klahan, e o Smart enviou o vídeo das câmaras à polícia e aos meios de comunicação.
Os convidados começaram a cumprimentar os recém-casados, o Hima e o Fai de pé a sorrir, a juntar as mãos em wai em agradecimento.
— Parabéns! Casaste antes de mim! Haha, espero que alguém tenha filmado… porque a expressão na tua cara não tem preço, amigo! — o Fon deu uma palmadinha no ombro do Fai. Ele apenas sorriu.
— Espera… E a tutela da Tirak? — o rapazinho perguntou, porque fora essa a razão de estar ali.
— Querido,a tutela foi tratada no dia seguinte à chegada dela à clínica… — o Hima respondeu. O Fai fitou-o.
— Ahahahaha… Tratam do resto a seguir. Sabem que são o primeiro casal gay cujo relacionamento foi oficialmente registado pelo estado? — o Tadao perguntou. O Fai abanou a cabeça.
— Como conseguiste? — o cachorrinho perguntou, a olhar com interesse para os olhos do marido.
— O teu… assistente ajudou-me… — o Hima sorriu. O Fai ficou em choque.
— Filho, parabéns! Conhece o Paul, falei-te dele. — a Calliou aproximou-se com um homem alto, a sorrir amplamente.
— Prazer em conhecê-lo, Khun Paul. — o Fai sorriu, a juntar as mãos em wai. — Mãe, obrigado por teres vindo. Estou tão feliz por estares aqui.
— Eu também, Nong Fai. — o Paul sorriu.
— Pai? — o Nan disse com voz trémula. O Paul voltou-se.
— Filho… — o homem ficou em choque. Não esperava ver o Nanfa no casamento dos Kittichat, porque não eram amigos íntimos.
— Pai?! — o Fai perguntou, e agora percebeu porque é que o homem lhe parecia familiar: era parecido com o Nanfa.
— Paul, querido, o que está a acontecer? — a Calliou falou ao sentir o homem a tremer ligeiramente.
O Fai via o olhar perdido do Nan, a dor nos olhos, e a forma como o Lien lhe segurava a mão.
— Nan… — o Paul falou, a dar um passo à frente. Mas o Nanfa recuou.
📡 ‹Chefe. O homem à sua frente é Paul Vongsawat. Pai do Nanfa. Conheceu a sua mãe uma semana depois de ser comprado, no 7-Eleven. Tinha acabado de chegar ao país. Uma semana depois começaram a viver juntos. O Paul comprou um novo cartão SIM, o antigo não usava porque estava a ser rastreado pelo Nanfa e pela Makoto.›
— Oh mãe… bem… conhece o Nanfa, filho do Paul. — o Fai disse. E o único pensamento era que este dia estava cheio de surpresas.
— Papá! — a Tirak gritou quando o Nai já não conseguia segurá-la,e correu para o Fai.
O Fai tomou-a ao colo, ela deu-lhe um beijo rápido na face, seguido do Hima, e continuou:
— Pai! Gostas do fato?
— Claro, minha pequena. — ele respondeu, a sorrir, a beijá-la na têmpora, a agradecer mentalmente por ela ter salvo a situação agora.
— Fui eu que o escolhi com a avó! — ela declarou com orgulho. E então os joelhos da Calliou dobraram-se ao ver a menina ao colo do filho, que era muito parecida com ele.
— Pai? — a Calliou perguntou. O Paul pôs o braço à volta dela.
— Pois… Conheçam a Tirak, a nossa filha. — o Hima decidiu rematar de vez os que ali estavam, enquanto a menina passava para os seus braços.
— Mamã, quem é esta? — o bebé tentou sussurrar, mas toda a gente ao lado ouvia.
— É a mãe do teu pai e o marido dela… — o Hima respondeu. Até o Paul ficou em choque quando chamaram o Hima de mamã.
— Nan, podemos falar? — o Fai propôs. O Lien acenou em vez do Nanfa.
— Filho… — o Paul falou. Mas foi interrompido.
— Desculpe, Khun Paul, mas é melhor tomar conta da minha mãe. O meu marido e a minha filha fazem-lhe companhia. — o Fai disse com seriedade, a pegar na mão do Nan e a levá-lo para o corredor.
— Sabias? — o Nanfa perguntou em voz baixa. Nos olhos havia dor, como de quem fora traído.
— Há três meses fui ver a minha mãe, e ela disse-me que vivia com um homem, o nome dele é Paul. Não perguntei mais, vi que estava feliz. Só soube que era teu pai quando o Paul te chamou de filho. Desculpa, devia ter sabido com quem a mãe vivia. — o Fai disse com culpa. O mafioso acreditou.
— Três meses? Então está no país há mais de três meses e nem ligou? — o ressentimento transparecia no tom do mafioso.
— Querido, o Fai não sabia, assim como tu… — o Lien a segurar com a outra mão a mão do marido tranquilizou-o.
— Pelo menos ele sabia que a mãe tinha alguém… e eu pensava que o meu pai estava em algum sítio em Veneza… — o Nan não se acalmava.
— Nanfa… se quiseres ir embora não fico ofendido. Percebo. — o Fai disse, ao ver o estado do homem.
— Ir embora? Por que havia eu de sair do casamento de um amigo? A culpa não é tua nem minha que o meu pai se comporte como um idiota… Por isso quem devia ter vergonha é ele! Não vamos a lado nenhum. — a voz do mafioso ia subindo a cada palavra.
— Vai para os convidados, Fai, eu trato disto. Ao salão de banquetes chegamos nós próprios. E tu, comigo. — o Lien disse com calma para o Fai, e depois com mais ternura para o marido.
O Fai voltou para os convidados na sala, e viu a mãe a chorar, com a menina ao colo a enxugar-lhe as lágrimas.
— Nong,como está o Nan? — o Paul perguntou, a aguardar o noivo.
— Magoado...ofendido ...surpreendido… Vai ao salão de banquetes com o Lien. — o cachorrinho respondeu honestamente, um pouco irritado com o homem.
— Eu… não queria estragar a festa… — o Paul disse em voz baixa, com a voz a tremer ligeiramente.
— Não estragou. Foi apenas mais uma surpresa inesperada. Bem… suponho agora que o Nanfa é meu irmão … e o senhor é o pai? — a pousar a mão no ombro do homem, o Fai disse com calma.
— Assim parece… Não éramos amigos do Nai, simplesmente ninguém se metia com ninguém… Não imaginei que tu e o Nan fossem amigos… — o Paul preocupava-se, porque receava muito o encontro com o filho.
— Bem, um dia em jantar de família conto-lhe como nos conhecemos… Mas por agora é melhor acalmar a minha mãe. — o rapazinho sorriu. O olhar do Paul suavizou-se.
— Não precisa de me tratar por, "senhor". Apenas Paul… chega… — o Paul pediu com timidez. Mas o Fai percebeu o que o homem queria dizer.
— Sim, pai. Vamos ter com a mãe antes que ela aqui crie uma inundação. — o Fai disse. Agora o Paul sentia o coração a descongelar ainda mais.
— Fai… — o Hima chamou o amado. Ele apenas sorriu, a abanar levemente a cabeça.
— Vejo que as meninas já encontraram um ponto em comum? — o Fai sorriu, a aproximar-se da mãe.
— Filho… porque é que ela é assim tão parecida contigo? — a Calliou perguntou. — Tem os teus olhos…
— Falamos sobre isso mais tarde, está bem? Conto-lhe tudo, e o senhor… a senhora conta-me como conheceu o Paul? — o Fai propôs. A mulher acenou.
O Fai reparou que a mãe engordara um bocado, e ficou feliz,porque isso significava que já não bebia.
— Meus filhos! Temos de ir ao salão de banquetes! Estão à nossa espera! Calliou, Paul, podem vir connosco no carro. — a Kira falou com um sorriso. Os dois acenaram.
— O carro dos recém-casados vai primeiro, e nós seguimos para absorver as vibrações do amor! — o Nai riu.
— Eu vou com a avó Liu? — a voz fina da menina ecoou na sala. Todos acenaram.
O Hima e o Fai desceram até ao parque de estacionamento, a entrar no carro branco preparado para ele, decorado apenas com laços azul e branco. Uma fila de carros com os convidados seguiu para o salão de banquetes, e o último a partir foi o carro que ia atrás do Leon e do Dark.