76 🔞 – Dragão para a Princesa
Mix e Ti no quarto do filho
Mix explicou ao marido que o bebé ia dormir mais algumas horas, e sugeriu que fossem comer qualquer coisa. O Ti relutou ao início em largar o filho dos braços, mas o estômago traiu-o com um ronco, e ele concordou. Ao sair do quarto cruzaram com o Hima e o Fai, e o Mix decidiu conversar. Depois da conversa, pediu ao Filon que ficasse com o Sakda até voltarem, para o caso de o menino acordar mais cedo. Afinal, só adicionara umas gotas de Menpo à água. Decidiram fazer apenas um lanche rápido, e o Ti comeu algumas almôndegas fritas que a tia preparara a pedido de Kira para os miúdos.
— Ball, Leon e… Reed, certo? Vêm connosco por precaução. — Mix pediu. Os rapazes concordaram.
— Mix… o Khun Fai tem dupla personalidade? — Reed perguntou. Os rapazes entreolharam-se e riram.
— Não, o chefe não tem dupla personalidade. Eu estava lá quando os balearam há três meses. Aquele olhar, com o chefe a sangrar nos braços dele… havia tanta dor e desespero que pensei que ele ia partir… mas em vez do rapazinho sorridente e amável, não foi uma criança assustada que entrou, foi o Diabo… — Mix explicou, e parou. O Ball continuou por ele.
— O Khun Fai é bondoso e compreensivo. Mas quando acontece algo mau, como hoje, o Tigre desperta. Se não fosse a sua prontidão, não sei quanto tempo teríamos gasto à procura do Sakda… E com o Tigre, ninguém na casa se arrisca a discutir, nem o Khun Hima nem os pais dele… — o rapaz continuou, a olhar para o recém-chegado.
— Tenho medo de imaginar o que vai acontecer quando ele souber amanhã o que o Khun Hima aprontou… — o Mix deixou escapar.
— Saber o quê? — Ti virou-se para o marido.
— É melhor não saberes, querido… Se o Khun Fai souber que nós sabíamos e ficámos calados… de certeza que faz de nós alvos de arco e flecha. — Mix sorriu, a pegar na mão de Pakorn.
Durante todo o caminho, o Reed perguntou sobre os novos chefes, e os rapazes responderam com honestidade. Ao chegarem à casa, a Apple viu-os e saiu a cumprimentar. O Mix tirou o telemóvel e leu a mensagem do Fai, a pedir para comprar uma cadeira alta para a Rak.
— Olá, Ti. Vi as notícias! E o Sakda? A polícia não disse nada sobre ele… — ela deixou escapar. O Mix percebeu, e afastou-se do telemóvel.
— Querido, vai com os rapazes arrumar as coisas. Já vou, só vou estacionar o carro. — o Papá sorriu. O Ti acenou, mas os rapazes perceberam de imediato.
Os quatro entraram, e o Mix foi ter com a Apple.
— Foste tu que chamaste aquela gente aqui, certo? Não me interessa o que fantasiaste sobre o meu homem, mas vou contar-te um segredinho… o que a Mukda confessou, fui eu que fiz. E que Buda te salve se contares a alguém… farei contigo algo pior do que fiz ao Long… — a voz séria e dura assustou a Apple de tal forma que ela não conseguia mexer-se…
O Mix entrou no carro e encostou-o mais à casa para não levantar suspeitas ao marido. A assobiar, o homem alto entrou em casa, enquanto a mulher a tremer o observava.
— Ti, o que vais fazer com a casa? Vendê-la? Arrendá-la? — o Mix perguntou em voz alta, a avançar para o corredor.
— Não sei, vamos depressa de volta… — o Pakorn preocupava-se com o filho.
— Não te preocupes, o Lon está com ele. O Sakda conhece-o, e ainda não deve acordar. — o homem tranquilizou-o, a pôr-lhe o braço nos ombros.
Quase uma hora depois, os rapazes carregavam caixas para o carro. No caminho de regresso pararam numa loja para comprar a cadeira alta para a princesinha. De volta à mansão, levaram as caixas para os quartos do Sakda e dos pais, e a cadeira diretamente para a cozinha.
— Arrumamos depois com o filho. Obrigado, Lon, por ficares com ele. — Mix disse com suavidade. Filon saiu do quarto do bebé.
O casal deitou-se na cama, um de cada lado do bebé, a abraçá-lo.
O Ti acariciava os cabelos do filho, o Mix acariciava a face do marido.
— Estava tão preocupado convosco… tão assustado de não encontrar o Sakda a tempo… Se lhe tivesse acontecido algo… eu… não sei como olharia nos teus olhos… — a voz do Mix tremeu ao imaginar que, se chegassem meia hora mais tarde, talvez já não encontrassem o menino.
O Ti ergueu-se no cotovelo e beijou o marido com suavidade nos lábios, e segundos depois já mordia a língua assertiva do Mix.
— M-m-m-m… Ti… para… não estamos sozinhos… — o Mix gemeu, a ter dificuldade em não se atirar a ele.
— Algo que de manhã não te incomoda nada que ele durma connosco… — o homem sorriu de forma provocatória, a morder com mais força o lábio inferior.
— Vou-te… — o Mix sibilou, e passou por cima do bebé, a sentar-se sobre o Ti, a puxar-lhe a t-shirt.
— Vais o quê? — o provocador perguntou, a puxar o guarda-costas para si.
— Quero-te tanto… Estás a enlouquecer-me. — o Mix cobria o corpo do homem por baixo de beijos, a tremer de o querer.
— Ah… querido… entra já… — ele implorava, a apertar mais o marido, a arranhar-lhe as costas por baixo da camisa.
— Estamos no quarto do Sakda… não há lubrificante… e não há plug… — o Mix sussurrava, a acariciar os dois mamilos salientes.
— Merda… Mix… tens uma boca… basta humedecer com saliva… E o plug… ah… está em mim desde manhã… Estava à espera do marido para o almoço… m-m-m-m… e fiz sobremesa… — o Pakorn murmurou, a desabotoar as calças de ganga e a tirá-las.
— Para a casa de banho. — o Mix agarrou a mão do marido, sem conseguir mais conter-se, porque aquele provocador sexual fazia-o doer de excitação.
— Vais ficar calado, não vais? — a encostar o Pakorn à parede da casa de banho e a fechar a porta, a voz do homem ressoou como folhas secas.
— Merda… Quando falas assim comigo, estou pronto para gemer até ficar rouco… — a abraçar a coxa do Mix com uma perna, o Ti tirava-lhe a camisa.
— Ti… ha… — o homem gemeu quando lhe baixaram as calças, a libertar o membro rígido, e o plug foi parar à prateleira com um movimento leve da mão.
— Fode-me até ver estrelas… — o Korn sussurrou, a morder o pescoço do marido, a premir-se contra ele para que as erecções se tocassem.
— Merda… pediste tu… — o Mix puxou para baixo o calção do Ti com o pé, humedeceu o membro com saliva e entrou no canal estreito.
— Ah! Siiiim… — o Pakorn gritou quando a perna foi segurada na curva do cotovelo, e o Mix entrou de uma vez até ao fundo.
— Mais… Ah… Mix… mais… — a abraçar o pescoço do homem, ele deixava beijos ávidos no pescoço.
O Mix apanhou a outra perna do Ti, e agora penetrava-o ainda mais fundo. Neste momento, tudo o que o homem conseguia segurar era o pescoço do Mix e a parede a que estava encostado.
— Sim… Sim… Ah… Sim… Uf… Incrível… — o Korn estava quase a gritar enquanto o membro do marido se movia depressa dentro dele.
— Silêncio… Querido… Não sei por quanto tempo o filho dorme… — o Mix tentava convencê-lo, embora adorasse os gemidos e os gritos do Ti.
A única vez que tinham conseguido desfrutar de sexo alto fora quando o fizeram no carro fora da cidade à noite, enquanto o bebé dormia em casa.
— Gosto tanto… Ah… Como gemes… É loucamente excitante… Mas aguenta até à noite… No nosso quarto… Ah… Podes gritar e ninguém ouve… — o Mix continuou, a aumentar o ritmo, a sentir o anel de músculos a contrair-se.
— Ah… mais depressa… ah… já estou perto… — o Ti continuava a gemer em voz alta, enquanto o homem o agarrava pela cintura a empalar com mais força e velocidade.
— Siiiim! — os gritos do orgasmo simultâneo ecoaram pela casa de banho enquanto os rapazes respiravam pesadamente.
— Mais… — o Pakorn expirou, a passar a língua pelo pescoço salgado do marido até à face.
— Mais tarde… serei todo teu… Agora duche, e de volta ao filho. Estou preocupado que aquela… escória… lhe tenha dito coisas terríveis sobre ti. A Mukda estava convicta de que tinhas morrido… — o Mix saiu, e inseriu o plug para não sujar o chão da casa de banho do filho, e propôs.
O Ti concordou, e depois do duche voltaram para a cama com o filho a dormir. O orgasmo esgotara os dois, e adormeceram a abraçar o Sakda.
🍃 🍃 🍃
— Papá… snif… Papá… — o bebé sacudia o Ti adormecido, a chorar.
— Meu pequenino, sh-sh-sh… Não chores, o pai está a dormir: está muito cansado de se preocupar contigo. — o Mix acalmou o filho em sussurro. O menino virou-se para ele.
— A sério, a sério? Snif… — o Sakda soluçava.
— Alguma vez te menti? — perguntou o Papá. O menino abanou a cabeça. — Vamos. Sabes que as pessoas têm um coração a bater, certo? Põe a cabeça no peito dele e ouve.
O Sakda colou de imediato a cabeça ao peito do Pakorn, e ao ouvir as batidas sorriu amplamente.
— Vem comigo, deixa o pai dormir. Deixa-me mostrar o teu quarto, e depois a casa. Querias viver comigo, não querias? — o Mix decidiu distrair o menino. Ele acenou vigorosamente.
Ao ouvir o coração do pai, o Sakda conseguiu desviar a atenção para o lugar onde acordara. O Mix tomou-o ao colo, e foi pelo quarto a sussurrar que era tudo dele. Mostrou-lhe a casa de banho, mas proibiu-o terminantemente de entrar sem um adulto. Depois saíram, e o pai mostrou o quarto ao lado, a explicar que ele e o Ti iam morar ali.
O rapazinho irrequieto soltou os braços e correu à volta do Papá adorado enquanto desciam para a cozinha, onde a tia Nari preparava o jantar.
— Tia Nari, conheça o meu filho, o Sakda. Sakda... esta é a avó Nari: se quiseres comer podes dizer-lhe. — o Mix apresentou-os, a entrar de mão dada com o menino.
Desta vez a Nari deixou a colher cair no tampo da bancada, e ao virar-se ficou surpreendida ao ver o rapazinho de faces rechonchudas juntar as mãos em wai e dizer:
— Olá, avó Nari.
— Olá, pequenino. — ela sorriu. — Queres comer?
O Sakda acenou incerto e tímido. O Mix sentou-o à mesa, e a Nari pôs rapidamente vários pratos diferentes à frente do menino para ele escolher.
— Escolhe o que gostares, não te acanhes. Vou roubar o teu pai dois minutos. — ela disse com carinho. O Sakda ajoelhou-se na cadeira, e começou a servir carne e camarão no prato de arroz.
— Ele está bem? Soube o que aconteceu… — ela preocupava-se com o menino que devorava o arroz com camarão panado.
— O Sakda é forte… Ainda bem que na idade dele é fácil desviar a atenção para outra coisa. Agora que comeu, vou mostrar-lhe os baloiços e os escorregas no jardim e a sala de jogos. Ah, se o Ti aparecer, diga-lhe onde nos encontrar. — o Mix disse, a olhar para o filho com amor.
— Qual dos novos é o Ti? Trouxeste tantos novos para casa nos últimos dias que ainda não os conheço a todos. — a Nari perguntou.
— Oh, acho que o vai reconhecer logo. O louco de certeza que chama o Sakda. — o Mix riu, a conhecer bem o feitio do marido.
Depois de o Sakda comer, o Papá decidiu dar uma volta pelo terreno à volta da mansão. O sítio que o Fai queria usar como campo de tiro com arco está agora ocupado por um parque infantil. Uma pista de obstáculos em forma de lagarta, seguida de um pequeno escorregão em forma de elefante, caixa de areia, trampolim, carrossel, casinhas, barras, e até um grande navio. Em geral tudo o que pode agradar a crianças dos três aos treze anos.
O Sakda ao ver a lagarta ficou tão entusiasmado que, sem pedir licença, foi a correr. O Mix sorriu, a observar o filho satisfeito, e sentou-se num banco perto.
O Khun Fai sabe como fazer os pequenos felizes… — pensou ele, a ver o filho feliz.
— Sakda, vamos. Vou mostrar-te a sala de jogos. — o Mix chamou o menino, e pensou para si:
Seria mais correcto dizer três salas… Tivemos de demolir uma parede entre duas delas e ligá-las… Mas na separada, como diz o Khun Fai, para a privacidade, até eu gosto de me sentar.
— Papá, posso brincar um bocadinho no navio? Por favor, por favor, por favor? — o rapazinho implorava.
O Papá concordou.
O rapazinho feliz subia pela rede, fingia ser capitão e pirata, descia pelo escorregão, subia pela escada de bordo do navio.
— Sakda… — o Mix chamou. O rapazinho percebeu de imediato que era hora de ir.
Voltaram para dentro, e o Papá levou o filho para a sala de jogos… Estrelas brilhantes pendiam do teto, em diferentes partes da sala, de formas e tamanhos diferentes. Foi aqui que o cachorrinho esqueceu todos os limites. Baloiços, carrosséis, piscinas de bolas e cubos, uma casinha e um enorme complexo de jogos «Selva», um armário com livros, cadeirões redondos bonitos, vários televisores com consolas e máquinas de arcada, grandes cubos como cadeiras e pufes, um enorme quadro para desenhar com marcadores.
Os olhos do Sakda acenderam-se como as estrelas no teto quando viu tudo o que queria num único sítio.
— Ua-a-a-a-u… — foi tudo o que o rapazinho conseguiu dizer , e a mão escorregou da do Mix.
— Vai brincar. — o Mix sorriu, a perceber o estado do filho.
O Sakda foi a correr construir uma casa com o enorme Lego macio, e o Papá sentou-se num pufe perto, a observar.
Como sou feliz de ver os teus olhinhos a brilhar e o sorrisão satisfeito, pequenino…— o Mix sorria, a ver o filho a construir com prazer uma torre alta.
— Mix! — ao abrir a porta, o Ti exclamou, ao ver o marido sentado a sorrir.
— Não grites,vem cá. — o homem estendeu a mão. O Pakorn aproximou-se, ao ver o Sakda a brincar.
Tipakorn foi ter com o homem, que o sentou no colo e o abraçou.
— Não te acordei. Este dia foi pesado para ti, por isso deixei-te dormir. — o Mix disse com suavidade, a beijar a têmpora do Ti. — Sabes… hoje… percebi uma coisa importante… — a fazer pausas, o guarda-costas continuou.
— O quê?
— Amo-vos… a ti e ao Sakda… eu… — antes de o Mix acabar a frase, o dedo do marido tocou-lhe os lábios.
— Ei...era eu quem planeava dizer isso primeiro… Obrigado por tu e o Khun Fai terem entrado na minha vida num momento tão certo… Não há palavras no mundo que cheguem para exprimir o que sinto por ti… Tu… tu és como uma nuvem branca e fofa de cuidado e amor… Contigo aprendi o que significa a palavra «parceiro». Tratas-me sempre como igual. Não importa se estamos a preparar o jantar, a passear com o Sakda, a tomar decisões… Mix, deste-me a possibilidade de saber o que é ser verdadeiramente amado e necessário… E ao mesmo tempo sei que nos momentos difíceis és tu quem será o meu apoio… Amo-te, Mix… — o Tipakorn disse. O Mix olhava para ele com os olhos a molhar, mas o momento sensível foi interrompido pelo pequeno traquinas que se atirou entre os dois pais favoritos.
— Acordaste, Papá! — a beijar o Ti na face, o menino sorriu.
— E quem é este aqui… tão bonito? — o Mix cumprimentou-o, a dar um beijo na testa do filho e na face do Ti.
— Ah, certo! Sakda, há uma princesinha à tua espera no quarto ao lado. — o Ti falou, a lembrar-se de que cruzaram com a Kira e a Tirak a vir para cá.
— Princesa? — o menino animou-se.
— Sim. — Pakorn confirmou.
— Papá, vamos! Quero ver a princesa! — o Sakda saltou de pé, a puxar os Papás pelas mãos.
Os três saíram da sala de jogos e foram para a sala ao lado, de que o Mix gostava tanto. Chamava-lhe a sala do sossego, porque era muito aconchegante e confortável.
Ao abrir a porta entraram, a caminhar pelo pequeno jardim improvisado no quarto. Um tapete semelhante a relva verdadeira era emoldurado por caminhos de madeira, ao longo dos quais havia vasos com arbustos ou flores vivas. Toda a mobília era de madeira, excepto os pufes de peluche macio. Não havia bancos nem sofás naquele quarto, mas havia pequenas varandas de madeira com almofadas para se deitar ou sentar. Algumas ligavam-se entre si por uma ponte suspensa, sob a qual havia um «lago» de figuras geométricas macias.
Caminharam pela vereda, e o Sakda viu a Kira a sorrir-lhes.
— Pai… Essa não é uma princesa… Essa é uma rainha… — ele sussurrou, a olhar para a loira adulta.
Os homens riram, e foram ouvidos pela menina que nesse momento saía do «lago» macio.
— Olá, Sakda. Chamo-me Kira, podes chamar-me avó. E esta é… a Tirak. — a mulher apresentou-se, e ao mesmo tempo a menina que acabara de se aproximar da avó.
— Olá, avó Kira. — o Sakda juntou as mãos em wai.
— Tirak, querida... conhece o Sakda: o meu filho e do tio Ti. — o Mix apresentou o pequeno.
— Olá, princesa! — o Sakda sorriu, e continuou: — Vamos brincar?
A menina acenou, e o Sakda pegou-lhe na mão, a afastar-se para uma cadeira-baloiço em forma de gota.
— E ele está a sair-se muito bem. Sobreviveu àquilo… E não ficou com medo de estranhos… Um menino forte, mas mesmo assim leva-o à clínica amanhã: que o psicólogo o veja. É melhor prevenir. — a Kira disse. O Mix e o Ti acenaram. — Por ordem do meu filho, amanhã todos têm de estar no edifício da administração do concelho às 15h. O que falta é descobrir como levar o Fai até lá… — a Kira começou com segurança, e depois hesitou.
— Não estou por dentro da situação, mas se puder ajudar ou sugerir algo, é só dizer. — Pakorn voltou-se para a mulher. E à medida que ela ia explicando, a mandíbula do homem ia descendo.
— E a menina é igualzinha ao Khun Fai, é filha dele? — Ti perguntou.
— Não, é irmã dele. Os pais morreram num acidente, por isso o Hima decidiu trazê-la. — a Kira explicou.
— Ah, então podia dizer-se que é necessária a presença dele para assinar os papéis de tutela da Tirak. — o Pakorn sugeriu. A Kira sorriu, a estalar os dedos.
— Genial! O teu marido é um génio, Mix! — a mulher elogiou.
— Khun Kira, vá descansar: nós ficamos de olho neles. — o Mix sugeriu com um sorriso leve, a pôr o braço no ombro do marido.
— Em duas horas comem cada um uma maçã, e mais duas horas depois pomos a dormir. Não se preocupe. — o Ti continuou. Ela acenou.
A Kira foi ter com o marido, e os dois homens sentaram-se a observar o filho a brincar com a Rak, a mostrar-lhe como construir uma torre, a ajudá-la quando a menina não conseguia, e ela a fazer beicinho para os cubos teimosos.
Depois de uma hora de brincadeiras, as crianças estavam bem cansadas, e o Ti sugeriu que se sentassem ou deitassem enquanto ele lia um livro. As crianças concordaram, e a Tirak cansada do dia adormeceu deitada no colo do Sakda.
O Mix sussurrou ao marido que os ouvintes eram menos, e ele levantou-se, a tomar a menina ao colo. O Mix pegou no filho pela mão.
— Vais ser um cavaleiro para a princesinha? — perguntou o Papá em voz baixa ao Sakda enquanto seguiam o Ti.
— Um cavaleiro salva a princesa… Serei o Dragão, vou protegê-la. — o menino respondeu. O Mix despenteou-lhe os cabelos.
Puseram a menina na cama, e depois desceram com o filho à cozinha para um lanche antes de dormir. O Sakda não quis a maçã, mas bebeu com prazer um sumo fresco.
Ao pôr o filho a dormir às 21h, o casal foi para o quarto. Assim que a porta se fechou, o Ti deu a volta ao trinco, e se atirou ao marido, a puxá-lo pelas nádegas e a beijá-lo com ardor.
— Mi… Querido… Acabámos de entrar… — o Mix gemeu,enquanto as mãos impacientes do amante desabotoavam a camisa, a morder o lóbulo da orelha.
— Prometeste… Já estamos no quarto… Quero-te… Quero ser completamente teu… Estou farto de ser calado… — o Ti disse, ao acabar com a camisa, a mão deslizou para o fecho das calças, a libertar o membro excitado do marido com movimentos rápidos e hábeis.
— Ah… amor… — o Mix exclamou ao sentir os lábios quentes e macios na cabeça, a passar as mãos pelos cabelos do Pakorn.
Em poucos movimentos o Ti já tocava com o nariz o abdómen do marido a gemer, os movimentos suaves a alternar com movimentos bruscos, a sugar com força a cabeça, depois movimentos leves que mal tocavam o freio sensível: todas as acções do homem espalhavam-se como mel pelo corpo quente, a turvar a mente do Mix de prazer. O forte guarda-costas derretia sob as carícias do amado, que gemia, a acariciar o próprio membro, a tirá-lo apenas pela braguilha aberta.
— Para… Ti… ah… Ti… — o Mix deu um passo atrás, a parar o amado, a erguê-lo do chão pelo queixo.
— Quero-te… — o Pakorn disse como um menino magoado, a olhar nos olhos do marido, que agarrou a bela vara de amor do Ti e o levou para a cama.
— Percebo… Também te quero… Quero o rabo favorito do meu homem favorito… — a despir o marido a caminho da cama, o Mix murmurava.
— Ai! — o Ti exclamou ao tropeçar com os pés na cama, e ser empurrado inesperadamente para cima dela
O Pakorn ficou deitado na cama sem se mexer, a observar as chamas de amor e desejo nos olhos do amante. O Mix admirava com adoração cada centímetro do corpo amado.
— Estás tão… bonito… — a ajoelhar-se diante da cama, começou a cobrir o Ti de beijos, a começar pelos dedos dos pés.
— Ha… ah… Mix… m-m-m… — o homem gemia, a sentir como a cada beijo a excitação crescia e os arrepios corriam em ondas da cabeça aos calcanhares.
O Mix subiu com os lábios pela face interna da coxa, a passar a língua até aos testículos quentes e macios.
— Ah merda! — o Ti exclamou quando o escroto ficou preso numa boca húmida, a sugar os dois testículos ao mesmo tempo e a provocar com a língua.
— Segura as pernas sedutoras, amor… — o Mix pediu. O amante segurou pelas dobras dos joelhos.
— Merda… ha… Mix… ah… ah… ah… — os gemidos ficaram mais altos quando a língua atrevida começou a lamber o anel muscular contraído.
O Mix provocava o marido de vez em quando, a penetrar o canal desejado com a língua o máximo que podia, depois a lambê-lo e a sugar o canal e os testículos. Quando os gemidos já eram quase gritos, inseriu dois dedos no canal do Ti de uma vez, e cobriu o membro erecto do amante com a boca.
— M-m-m-m-Mix… ah… o que estás a fazer… ha… vou… chegar ao fim… — o Pakorn gritou, a amassar os lençóis com tanta força que os nós dos dedos embranqueceram.
Em vez de responder, o guarda-costas sugou a cabeça com mais força, e moveu os dedos mais depressa, a percorrer o ponto interior. Ao sentir o membro na boca a endurecer e a contrair, o Mix retirou os dedos, e a levantar-se rapidamente entrou no rabinho apertado. O Mix nem percebeu em que momento aquele manhoso usara o lubrificante. Da intrusão súbita no canal estreito, o Ti teve um orgasmo intenso, a borrifar o próprio abdómen com o fluido, com um grito alto.
— Ha… Mix… ah… não fiques parado… ainda estou… ha… à espera das estrelas… — o Pakorn implorava ofegante — ainda a recuperar do orgasmo.
— Às tuas ordens, senhor do meu coração… — o Mix inclinou a cabeça, e começou a mover as ancas devagar.
— Ah… querido… ohh… mais depressa… — o Ti exigiu. O Mix acelerou obedientemente.
— Ah… ha… ah… ah… ah… mais… ah… mais fundo… — o homem gritava enquanto o membro do amante se movia depressa no seu rabo.
— Ugh… como adoro… ah… os teus gritos, Papá… — o Mix murmurava pesadamente, a puxar o Pakorn ainda com mais força pelas pernas.
— Sim… mais… mais fundo… ah… ha… mais… com mais força… — o homem não parava de implorar.
— Se parares de gritar… ah… paro de me mover… ha… quanto mais alto ficares… m-m-m-m… mais forte fico eu… — o Mix manipulava. E agora o amado gritava, a perder a voz.
Os movimentos bruscos e rápidos enlouqueciam o Ti, a voz já rouca, a garganta a arder, mas só se calava uns segundos para respirar. O Mix, por seu lado, deleitava-se com o erotismo do homem: a gritar, a contorcer-se, a agarrar-se ao lençol, e sempre a olhar para ele com olhos apaixonados. O Pakorn chegou ao orgasmo com tal intensidade que as estrelas explodiram… O grito rouco e o rabo a contrair levaram o Mix, que se segurava com dificuldade, ao êxtase. O guarda-costas caiu ao lado do Ti, a beijar-lhe as faces salgadas de suor.
— Amo-te. — o Pakorn sussurrou, porque já não tinha forças para falar.
— Também te amo… sh-sh-sh… não fales mais… vou buscar-te água em cinco minutos. — o Mix continuava a cobrir o rosto do amante de beijos, a recuperar o fôlego.
— Não precisas, deita-te comigo. — o Ti sussurrou, a atirar um braço e uma perna sobre o amante.
— Como quiseres, querido. — o Mix sorriu — a abraçar o Pakorn.
Três minutos depois, o homem esgotado já ressonava nos braços do guarda-costas.
— Tu, como sempre… basta as tuas mãos e os pés tocarem o meu corpo e adormeces. Está bem… duche de manhã. Não consigo trocar os lençóis enquanto dormes… Sou tão feliz por vos ter, meus meninos… — o Mix sussurrava, a passar os dedos pelos cabelos do marido, a fechar os olhos e a adormecer.