74 🔞 – Amado (parte 1 de 2)
De volta ao Dark
Depois de receber o cobiçado cartão, o Dark foi para o quarto, com o Leo a segui-lo como o Fai mandara, a uns três passos. Quando encostou o cartão à porta, o Leo parou e hesitou em entrar.
— Qual é o problema, cãozinho? Tens medo de ficar sozinho comigo? E a ordem do teu dono de não te afastares mais de dois metros? — um sorriso manhoso brincou nos lábios de Orfeu. O Leo suspirou fundo e entrou.
— Também posso ficar à porta do corredor… — o Leo mal acabou a frase quando foi encostado à parede, uma mordida no pescoço, e o pé posto de forma a manter a porta entreaberta.
O Leo já esperava algo assim, mas não imaginava que aquele homem arrogante e bonito… se atirasse a ele… ali mesmo…
— Khun Dark… ah… pare… — o guarda-costas tentou resistir ao impulso.
— Não me estavas a devorar com os olhos enquanto eu dançava? Sei que sim… — Orfeu sussurrou ao ouvido do rapaz, e ao morder-lhe o lóbulo continuou: — Tu queres-me… Nong Leo…
— Khun… eu não… merda… — aquele sussurro e as mãos a percorrer o corpo reduziam o autocontrolo do Leo exponencialmente…
O principal é mantê-lo aqui nos meus braços até chegar o marido… — pensava o Dark, embora sentisse que o cheiro do corpo daquele rapaz o excitava.
Assim que a mão do Dark tocou o fecho das calças do Leo, ele agarrou-lhe a mão, a olhar nos olhos manhosos da cor do céu de tempestade.
— Khun Dark… não comece o que não consegue terminar… — e embora nos olhos do rapaz ardesse o desejo, agora ele percebia claramente o que o homem bonito tramava.
— Ha! Achas que não consigo satisfazer-te? Ou achas que sou pior na cama do que o teu marido? — Dark ficou indignado, o ego ferido, ao ver o sorriso quase imperceptível no rosto do Leo.
A premir o rapaz ainda mais contra a parede, Orfeu puxou habilmente o cinto das calças, a deslizar as mãos para dentro e a apertar as nádegas firmes.
— Achas que… ah… só por seres o meu chefe podes fazer tudo? — o Leo perguntou com voz trémula, enquanto o homem bonito lhe deixava marcas no pescoço, a tirar-lhe o blazer e a camisa.
— Oh — sim… e vou foder o teu rabo atrevido… — a abrir o botão e o fecho, Orfeu tirou-lhe as calças e as cuecas.
O membro do Leo praticamente saltou da roupa interior, e o Dark ficou surpreendido com o tamanho: sabia que para os tailandeses doze centímetros já é considerável, mas aqui pareciam mais de quinze! A virar o guarda-costas de frente para a parede, lambia um dedo elegante e inseriu-o no canal estreito.
— Ah… Khun Dark… — o Leo estremeceu sob a pressão do chefe, o que ainda o excitava mais era a forma como aquele rapaz o chamava de «Khun Dark».
— É só um dedo, nem sequer é o meu membro… E já estás a tremer… Não mintas que não queres sentir-me dentro de ti… — Orfeu provocou. E, merda, tinha razão.
— Ha… KHUN… KHUN! — ao sentir o segundo dedo a entrar, o Leo gemeu, e estremeceu ainda mais quando os dois dedos começaram a procurar o ponto interior.
— Chega… ha… Por favor… Ah… Khun Dark… — o Leo implorou, ofegante.
— Chega quando eu quiser! Agora vais fazer o que o teu chefe manda! E eu mando… — a retirar os dedos bruscamente, Orfeu atirou o blazer para a porta para não a deixar fechar, e a puxar o guarda-costas pelo braço arrastou-o para o sofá, em cuja encosta apoiou o traseiro. — De joelhos, e chupa!
— Vamos lá! — os olhos do Dark brilharam quando o Leo, com as calças abaixadas, ajoelhou-se bediente e gracioso num único movimento.
Gostava ainda mais do chefe assim: o tom sério e imperioso, os olhos a arder de desejo, o sorriso manhoso. O Leo abriu o fecho, a puxar as calças até aos joelhos, e pôs de lado a borda das cuecas de renda preta, a aceder ao membro.
Orfeu tirava a camisa para não a ter no caminho, mas parou a meio e gemeu alto quando a boca quente do Leo engoliu o membro quase por completo. A fechar os olhos, agarrou a cabeça do rapaz, a empurrá-lo de forma que o nariz do guarda-costas tocasse os pelos púbicos.
O homem bonito gemia de forma tão sedutora e sexy, e o Leo não tirava os olhos dele o tempo todo. As lágrimas corriam pelas faces da velocidade e profundidade, mas o rapaz gostava tanto que baixou a mão e inseriu três dedos no próprio rabo.
O Dark, por seu lado, apreciava que o rapaz não se contraia nenhuma vez, sem sinal de engasgos, a mugir sob as investidas, a segurar com uma mão a coxa de Orfeu.
— Leo… — a voz repentina do Gui à porta fez o Dark abrir os olhos e parar alguns segundos.
— És bom, Gui… Ah… A tua esposa tem uma excelente técnica de boquete de garganta… M-m-m-m… Tão quente e delicioso… — Orfeu falou, esquecera-se de que o Gui também vinha para cá.
Mal acabou de falar, o Dark voltou a penetrar a garganta do Leo ainda mais depressa, com sons obscenos, a gemer ele próprio enquanto olhava para o Gui.
Assim tão previsível… E dizem que é o mais inteligente dos três jovens da família… — o Gui pensou, a excitar-se a cada gemido do chefe.
O Gui apanhou o blazer do Leo do chão e deu um passo à frente para a porta fechar. Caminhou devagar a despir-se, até aos dois junto ao sofá, a observar as chamas nos olhos de Orfeu que queimavam até ao fundo.
— Amor, deixa ajudar-te. — o Gui passou a mão com suavidade pela cabeça do Leo, e ajoelhou-se ao lado dele, a lamber as lágrimas da face, enquanto a mão acariciava o membro da esposa.
— Merda… — Orfeu exclamou, porque a situação excitava-o ainda mais.
Não esperava esta reviravolta. O Gui devia ter feito uma cena, irritado, até mesmo batido nele, queixado-se ao Fai, e as amas-secas seriam removidas…
Orfeu não fazia ideia de que o casal passara metade da noite a discutir o que sentiam por ele. Os rapazes confessaram um ao outro que gostavam mesmo dele,à primeira vista. O Leo e o Gui tinham o hábito de discutir tudo: desde a marca da escova de dentes até quem lhes interessava. Não tinham uma relação aberta, mas a confiança era tal que era normal admitirem um ao outro que tal pessoa os atraía.
Estranhamente, nenhum dos dois tinha ciúmes do Orfeu. Imaginavam-se com ele, e percebiam que isso os excitava. Quando, a título de comparação, a conversa recaíra no Travel, os dois ficaram com arrepios de querer dar-lhe um soco. Depois veio o Ball e até o Fai, com a mesma reação. Então, quando o Gui viu o amado de joelhos diante do chefe, o coração vibrou com a imagem sexy de Orfeu a gemer e o amante de joelhos à frente dele.
O Dark retirou o membro da boca do Leo, e uma fio de saliva espessa estendeu-se atrás da cabeça, que o Gui rompeu de imediato com a língua, a beijar com suavidade os lábios inchados do amante. O Leo gemeu mais alto, a sentir como aquilo era sexy. O Gui, por seu lado, afastou-se dos lábios da esposa e percorreu o membro de Orfeu com a língua, de baixo para cima, nos olhos que queimavam a alma, a puxar as cuecas de renda do chefe.
— Ah… Merda… — o Dark gemeu, a baixar o olhar, ao sentir outro hálito quente já no freio, seguido de uma língua húmida e atrevida.
Dois pares de olhos olhavam para ele com tanta ternura e paixão ao mesmo tempo que o coração pulou uma batida… O Gui subiu com a língua até à cabeça, o Leo desceu aos testículos, a sugá-los, enquanto as mãos de ambos acariciavam os membros um do outro sob os gemidos excitantes do chefe.
— Rapazes… m-m-m-m… — Orfeu gemeu, a acariciar os cabelos, a ver com que prazer o acariciavam.
Os rapazes colocaram os lábios dos dois lados da cabeça, a tocá-la… E segundos depois o Leo atraiu o marido para um beijo selvagem, e as mãos de ambos moviam-se ao longo do membro do Dark, que agora percebia que queria ser beijado com a mesma ternura e paixão…
A baixar as mãos, levantou levemente os rostos pelos queixos, e o casal subia de beijos pelo corpo elegante de Orfeu, a fazê-lo estremecer ligeiramente. Dois corpos quentes pressionavam-se contra ele dos dois lados, a envolvê-lo de ternura, carinho, paixão e… cuidado. Dois pares de lábios detiveram-se nos pequenos mamilos excitados, a sugá-los, enquanto o dono gemia, a arranhar as costas dos rapazes.
— Beija-me… — o Dark disse com voz rouca, e o Gui levantou-se, a puxá-lo para o mesmo beijo apaixonado e selvagem que o Leo lhe dera minutos antes...
O Leo, por seu lado, subia devagar pelo corpo suave, a beijar o pescoço com avidez, sem largar o membro de Orfeu. Adorava a visão… Ali estava o amado, tão sexy, a beijar o homem com quem tinham sonhado nos últimos dois dias… Assim que chupou o lóbulo da orelha fria, o Dark voltou-se, a agarrar-lhe os cabelos e a puxá-lo para um beijo.
O Gui lambia o pescoço do chefe, de vez em quando a sugá-lo, e a amassar o belo rabo de Orfeu como se fosse um anti-stress. O Dark derretia como gelado sob as carícias dos dois homens, que cediam a qualquer movimento seu. A perceber que havia mais espaço na cama, afastou-se do Leo, a olhar para os lábios inchados e húmidos.
— Para a cama! — Orfeu ordenou. O Gui tomou-o ao colo, a ir para o quarto. O Leo seguiu.
A deitar o chefe na cama com tal cuidado como se fosse o homem mais frágil do mundo, o Gui posicionou-se entre as pernas, a abri-las e a pressioná-las contra o corpo, a dar acesso à entrada delicada. Assim que a língua tocou o pequeno orifício do oásis de prazer, o Dark gemeu, a amassar os lençóis. O Leo deitou-se ao lado,a sugar agora apenas a cabeça do membro do chefe.
— Nong Leo… ahh… Nong Gui… Mais… — o homem bonito quase gritou, a sentir pela primeira vez tal gama de emoções.
— Khun Dark… M-m-m-m… Tem um gosto tão bom… Khun Dark… — o Leo gemia, de vez em quando a largar o membro, a provocar com o frescor do hálito.
Os rapazes tomaram as mãos de Orfeu, a entrelaçar os dedos, e um lampejo de calor do gesto percorreu o corpo.
— Siiiim!!! — incapaz de suportar a sobre-excitação, o Dark chegou ao orgasmo com intensidade, na boca do Leo.
Assim que o Leo libertou o membro dos lábios inchados, o Gui ergueu a cabeça a observar. O Leo, a olhar levemente de cima, abriu a boca, e um fio de fluido branco escorreu pelo rosto. O Gui chegou-se, a lamber desafiadoramente o líquido junto à boca do amante.
— É mesmo bom… Gosto… Quero mais… — o Gui murmurou, a puxar a esposa para um beijo apaixonado.
O Dark viu os traços brancos do fluido nas duas línguas dos rapazes, e excitou-se de novo… Os rapazes deitaram-se dos dois lados do homem bonito, a acariciar-lhe o corpo em silêncio com tanto amor como se já vivessem juntos há anos…
— Ainda quero o teu rabo, Nong Leo… — Orfeu sussurrou, a virar-se para o dono do rabo.
— Tudo o que quiser… Khun Dark… — a deixar um beijo leve na face, o Leo levantou-se e sorriu para o marido, que de imediato atraiu o chefe para um beijo apaixonado.
O Leo tirou o gel, e depois de lubrificar o rabo, acomodou-se sobre Orfeu, a descer sobre o membro com gemidos lânguidos, enquanto o amante atormentava os lábios do chefe.
— Nong… Ah… Tão apertado… — o Dark gemia enquanto o Leo o cavalgava e o Gui sugava um mamilo sensível. — Gui… Mais… Ahhhh…
Orfeu não entendia porque é que aqueles dois o olhavam com o mesmo olhar com que se olhavam um ao outro, o que lhe espalhava calor pelo peito. Como é que o que devia ser uma provocação para um escândalo se tornara… Isto…? E o que era isto, ele próprio ainda não sabia…
— Meu Leo… Não… O nosso Leo… Estás tão sexy agora… — o Gui afastou-se do mamilo e levantou-se, a ajoelhar-se na cama e a beijar o amado que galopava no membro do chefe.
Ao ouvir isso, e ao ver o Gui a beijar o Leo de forma tão não-possessiva, a gemer a cada descida, o Dark não queria que aquilo acabasse.
Deleite e admiração… Era isso que Orfeu sentia agora.
Não se parecia nada com o que via na internet. Era tão ternurento, sensual, carinhoso, e ao mesmo tempo loucamente excitante, apaixonado e sexy.
— Estás cansado? — o Gui perguntou com gentileza ao reparar que o amado se movia mais devagar. O Leo acenou. — Deixa ajudar…
O Gui posicionou-se atrás da esposa — a apoiar o corpo contra o seu, e as mãos seguravam as nádegas a erguê-las e descê-las no membro de Orfeu.
Merda… Que visão deliciosamente arrebatadora… — Orfeu admirava o Leo e o Gui…
As faces vermelhas de sexo, o corpo a brilhar de suor, a boca entreaberta com gemidos. O Leo apoiava-se no peito do Gui, os olhos fechados, a cabeça pousada no ombro, enquanto a mão se movia no próprio membro. O Gui, por seu lado, acelerava o ritmo, a beijar a têmpora do rapaz, enquanto fitava o Dark com um olhar predatório que lhe gelava tudo por dentro.
— Mais… Ah… Amor… Mais depressa… — o Leo implorava. Ao ouvir isso, Orfeu sentou-se, a beijar com força os lábios de quem falara,e o Gui parou de erguer o rabo da esposa.
— Queres mais depressa… Levanta-te de quatro… — o Dark sussurrou, a afastar-se dos lábios do guarda-costas e a passar a língua pelos lábios do Gui.
O Gui levantou-se da cama, e o Leo executou não uma ordem mas um pedido suave do chefe. Orfeu percorreu as belas nádegas com a mão, a admirar as curvas do corpo à frente.
— Khun Dark… Por favor… Foda-me… — o Leo disse a virar ligeiramente a cabeça, e Orfeu não conseguiu resistir a essa ternura.
A espremer mais gel no membro, entrou de uma vez a fundo, sob um gemido alto e prolongado a transformar-se em grito de prazer. O Gui achou que era boa altura, e a apanhar o tubo da cama espremeu lubrificante nos dedos. A passar entre as belas nádegas do chefe, massajava e acariciava a entrada, enquanto os dois à frente gemiam. Ao inserir um dedo, o rabo contraiu-se, e ele parou.
— Continue a mover-se, Khun Dark… A nossa esposa quer mesmo chegar ao fim… Prometo que não dói… — a cobrir as costas do chefe de beijos, o Gui murmurou.
Orfeu parara não porque doía, mas porque eram sensações completamente novas… O membro comprimido por um rabo apertado, e ao mesmo tempo no seu próprio, algo se movia. A continuar a penetrar o canal macio, sentia mais e mais dedos no seu, cada vez mais excitado.
— Ah… Gui… M-m-m-m… — o chefe gemeu quando o rapaz substituiu os dedos pelo próprio membro.
— Siiii… Khun Dark… Tão quente e apertado… Sente? Sente o meu amor a percorrer o seu corpo… A fluir para o Leo, e o amor dele a vir na minha direção…? Enchemo-lo de amor… — o Gui sussurrava a mover as ancas — e as palavras fizeram o coração do chefe pular algumas batidas.
Orfeu ficara imóvel,o próprio Leo a descer no membro pela frente, e o Gui a mover-se dentro do belo rabo por trás. Os gemidos dos três encheram o quarto, a ecoar com calor e ternura nos corações.
— Amor… Ah… Mais… Mais depressa… — o Leo voltou a implorar. O Dark agarrou-lhe as ancas e penetrou-o tão depressa quanto conseguia, o Gui a puxar o chefe pelos ombros.
— Siiiim… Amor, és tão quente e apertado… Quero que cheguemos juntos… — o Gui disse, a pousar uma mão na coxa de Orfeu, que acelerou ainda mais.
Passadas algumas investidas, a sensação de euforia sobrenatural cobriu os três, enquanto o fluido da paixão jorrava…
Os rapazes chamavam o Dark de favorito porque perceberam que o que sentiam por ele não era muito diferente do que sentiam um pelo outro. Nunca pensaram que poderiam pertencer a outra pessoa…
Alguém cujo coração ainda estava por derreter e conquistar…
— Mais… quero mais… — Orfeu disse sem fôlego,a sair do rabo macio, e dentro de si também ficou vazio.
— Qualquer capricho… — o Leo respondeu, a olhar para o chefe com ternura.
O Leo deitou-se na cama, a puxar o Dark com ele, e o Gui instalou-se atrás. Depois de mais uma ronda deitados, os rapazes foram ao duche, só que o insaciável Orfeu seduziu os rapazes para mais uma ronda de duas horas sob a água… Deixando Orfeu quase sem forças, o Gui levou-o para a cama, depois de ele e o Leo lavarem o corpo do chefe. Assim que a cabeça do Dark tocou a almofada, adormeceu. O Gui ajudou o Leo a lavar-se, a beijar quase cada centímetro do corpo.
— Amo-te… Estás cansado, meu pequeno? — o Gui perguntou. O Leo abanou a cabeça.
— Também te amo… Achas que ele fica? — a aconchegar-se no peito do marido, o Leo preocupava-se, sabendo que aquele homem bonito não ficava em nenhum lugar mais de uma semana.
— Não sei, meu bom querido… O tempo dirá… Tudo o que podemos fazer por ele é amá-lo, cuidar dele e protegê-lo… Mas obrigá-lo a ficar connosco, isso não podemos… — o Gui suspirou, a erguer o amado ao colo para o levar à cama.
O Gui juntou as roupas e levou-as à lavandaria, a dizer que deviam estar passadas de manhã. De volta ao quarto, deitou-se do outro lado do Dark, e os dois rapazes aconchegaram-se a ele.
— Bons sonhos, meus meninos… — os rapazes sussurraram ao mesmo tempo, e sorrindo beijaram Orfeu nas duas faces.
🍃 🍃 🍃
De manhã, o Leo acordou cedo, vestiu-se e saiu à procura do pequeno-almoço para os rapazes que ainda dormiam no Quarto 5. Não sabia que havia uma pastelaria ao virar da esquina que vendia waffles. Ao olhar a montra, viu um cone de waffle, e imaginou com que prazer o Orfeu comeria aquela beleza.
— Bom dia. Três cones desses, por favor… dois cafés pretos e um galão. — o Leo sorriu à vendedora. Ela pôs três cones na bancada, e o café na segunda.
Depois de pagar, o Leo voltou ao Quarto 5 , pôs o pequeno-almoço na mesinha junto ao sofá, despiu-se e voltou à cama. Assim que se deitou, o braço de Orfeu puxou-o de imediato, a abraçá-lo, e a mão do Gui pousou-lhe na coxa.
— Onde foste? — o Gui sussurrou sem abrir os olhos.
— Comprar o pequeno-almoço… — o Leo respondeu no mesmo sussurro.
— Trouxeste outra vez uma coisa doce? — o amante perguntou, sabia como o Leo adorava comer doces depois de sexo.
— Sim, waffles com fruta e creme. Para de perguntar antes de acordares o belo adormecido. — o Leo disse quase sem voz — a pousar a mão no braço do Dark.
— Se os trouxeres para cá e me deres de comer, nem reclamo que me acordaram… — Orfeu murmurou com voz rouca — a apertar o peito do Leo com a mão.
O Leo ia levantar-se, mas o peito foi apertado ainda mais com as palavras:
— Não tu — ele traz…
O Gui sorriu e levantou-se, a ir buscar o pequeno-almoço e o café. O Leo, por seu lado, puxou as almofadas dele e do Gui para que Orfeu se pudesse sentar e apoiar.
— Khun Dark… comer deitado é pouco confortável. — o Leo murmurou suave, a passar a mão pela face do homem bonito.
Os olhos sonolentos abriram-se ligeiramente, e os olhos da cor do céu de tempestade atingiram o coração do Leo como um raio…
💓 💓 💓
— A própria perfeição… — um sussurro baixo escapou ao Leo, a olhar para o homem na cama.
Orfeu ao ouvi-lo desviou o olhar para quem falara, e viu nos olhos não só admiração mas cuidado, carinho e até… amor? A levantar-se nos cotovelos, foi para a cabeceira da cama. Ao encontrar as almofadas atrás, o Dark sorriu. O Gui entrou com o café e os waffles.
— Pediu o pequeno-almoço na cama, Khun Dark? — o homem nu com a bandeja nas mãos sorriu, a olhar para os dois na cama.
O Gui aproximou-se, e o Leo baixou de imediato os pézinhos da bandeja a transformá-la numa mesinha, a pô-la à frente do Dark sentado. O Gui pegou num garfo e partiu com cuidado pedaços de waffle com creme e fruta.
O Leo pegou no galão de que Orfeu gostava, e levou o copo aos lábios com as palavras:
— Cuidado, está quente…
Só que o Dark já dera um gole, e sibilou porque se queimara.
— Onde dói? Aqui? — o Leo pousou o copo na mesa e foi a correr, a soprar nos lábios vermelhos, e a beijá-los com suavidade.
— Aqui… — o Dark respondeu, a pôr a língua de fora.
O Gui sentou-se mais perto, e agora os dois rapazes sopravam na língua sedutora. Sem resistir, os dois começaram a lambê-la dos dois lados, as línguas do Leo e do Gui a tocarem-se de vez em quando… Orfeu nem imaginara este desfecho quando pusera a língua de fora… Mas agora tudo o que queria era que aquela ternura não acabasse.
— Ah… — o Dark não aguentou o gemido, e os rapazes afastaram-se.
— Desculpa, empolgámo-nos. — o Leo sorriu, a sentar-se direito.
— Waffle? — o Gui pegou numa garfada e levou-a à boca.
Orfeu abriu a boca, e gemeu de forma sedutora ao provar o sabor delicioso. Creme delicado, fruta fresca e bagas, folhinhas de hortelã refrescantes, waffle macio e calda de caramelo.
Dois membros reagiram de imediato, mas os rapazes entreolharam-se e decidiram não fazer nada além de comer, mesmo que quisessem muito. Por isso o Leo tirou a tampa do copo e levou-o novamente aos lábios do Dark para que ele visse o café.
— Cuidado… — repetiu, e agora o homem bonito bebia devagar.
O Gui dava de comer não só ao Dark mas também ao Leo, porque o Leo dava café ao homem bonito. Ao acabar o cone, o Dark olhou para o waffle intocado do Gui.
— Mais, Khun Dark? — o Gui sorriu. Orfeu acenou.
O Gui era indiferente a doces, e percebeu que o Leo comprara aquele cone para o chefe. De manhã o Gui preferia só café.
Um guarda-costas dava de comer ao chefe, o outro dava de beber. O Dark nem reparou que de manhã sorria muito, mas os rapazes repararam. Ao acabar o pequeno-almoço, o Gui propôs que o chefe fosse ao duche, e desceu buscar a roupa. Ao voltar ao quarto, viu o amado sentado na cama, e ouvia o Orfeu a cantarolar em inglês no duche.
— Aqui tens, meu docinho, as roupas estão limpas. — o Gui estendeu as peças ao Leo, a sorrir.
— Quero… vesti-lo… Achas que deixa? — o Leo perguntou, a olhar para o marido com ternura.
— Se o olhares assim, acho que sim. — o Gui acariciou os cabelos do amado, e decidiu ajudar o Leo a vestir-se.
Os rapazes vestiram-se um ao outro, e nem repararam que havia um tempo que o Orfeu os observava.
— Ainda bem que ontem não pusemos gravatas… sabes como detesto atá-las… — o Gui resmungava — mas um sorriso leve e um beijo carinhoso da esposa melhoraram-lhe o humor.
— É por isso que sou sempre eu a fazê-lo. — o Leo sorriu, a ajustar o colarinho da camisa.
São tão carinhosos e sinceros… como se ontem entre nós não tivesse acontecido nada… — Orfeu pensava, a olhar para os rapazes.
O Leo virou-se, e ao ver o Dark sorriu ainda mais, a falar com carinho:
— Khun Dark, posso ajudá-lo a vestir-se?
Orfeu acenou, e o Gui foi ter com ele, a pegar-lhe nas mãos para o levar ao espelho. O Gui tirou-lhe a toalha e sentou-o, momento em que o Leo lhe entregou as cuecas de renda.
O Gui olhava para cima para o Dark com um sorriso suave, a explicar:
— Não se preocupe, as roupas estão limpas. Foram todas à lavandaria.
Com estas palavras, a alma do Dark aqueceu, e ele entrou na roupa interior. Mãos quentes e cuidadosas erguiam-na pelas pernas. O membro do chefe começou a despertar quando o Leo o acomodou suavemente nas cuecas. O Gui empurrou o Orfeu para o sofá, e ele sentou-se. A ajoelhar-se diante do homem bonito, o Gui calçava-lhe as meias e os sapatos, enquanto o Leo ficava de joelhos no sofá dos dois lados do Dark, a vestir-lhe a camisa com cuidado, a abotoar cada botão com suavidade. A inclinar-se para a frente, o Leo ajeitou a gola, e as nádegas foram apertadas com firmeza pelas mãos do chefe. O Leo ia sentar-se no sofá, mas o rabo não era deixado ir.
— Para onde vais? Não te dei permissão para te levantares… — a puxar o rapaz para si, Orfeu mordeu-lhe o pescoço. — Estás a provocar-me?
— Desculpe, ah… Khun Dark… Estava só a ajudá-lo a vestir-se… — o Leo sorriu, a olhar nos olhos azuis.
O Gui observava, a sorrir, a ver o olhar que o Leo dava.
— Khun Dark… as calças… — o Gui decidiu distrair o chefe, a lembrar que já estavam quase até aos joelhos nas pernas.
— Não me levanto… Veste assim… — Orfeu ergueu as ancas, a premir o membro excitado no rabo do Leo.
O Gui sorriu, mas puxou as calças para o chefe caprichoso, a fechar o botão e o fecho. Faltava só o cinto, a enfiar nas presilhas. O Leo sentava-se no colo do Dark, que segurava as nádegas nas mãos. A pegar no cinto, o guarda-costas levantou-se, a premir o peito contra as costas da esposa, a inserir a ponta na primeira presilha junto ao fecho. A movimentos suaves percorria a borda das calças para as costas do Dark, a enfiar o cinto, e pressionou-se contra o Leo, a pousar a cabeça no ombro. Na cabeça surgiu de imediato uma imagem, demasiado desfrutada mesmo para Orfeu, embora o membro adorasse loucamente: a pose era a mesma, o Leo sentado no colo, os três nus, o membro do Dark no rabo estreito, e atrás o Gui sentado no chão a seus pés a lamber os testículos e as nádegas do rapaz que o cavalga, e depois a entrar no Leo. Os membros roçavam-se um no outro, a excitar ainda mais… Orfeu morde o Leo no ombro…
— Khun Dark… ah… se não me largar… ficam hematomas… — o Leo gemeu com voz excitada, enquanto as mãos de Orfeu apertavam as nádegas até doer, e os dentes mordiam o ombro...
O Gui já acabara de enfiar o cinto, e afastou-se a observar.
O que estás aí a fantasiar para estares pronto a rasgar as roupas ao Leo? — o Gui pensava, a saborear o espectáculo.
— Se não te calares, ficas aqui a gemer até o clube abrir… — Orfeu rosnou, a largar o rapaz. O Leo levantou-se.
— Vamos, chefe. Não quero que o Khun Fai o provoque. — o Gui disse com suavidade, a estender a mão ao Dark.
— Como é que aquele cãozinho é ainda mais temido do que a mãe? — Orfeu levantou-se, a colocar a mão na mão do guarda-costas.
— Conto-lhe no carro, há demasiados ouvidos aqui. — o Leo respondeu, a abrir a porta ao chefe.