73 🔞 – Despedida de solteiro (parte 2 de 2)
Fai ergueu a mão a acenar. O empregado encheu de imediato os copos dos que chegaram. Depois de beber e comer um pouco, os homens à mesa já conversavam entre si.
— Ah — certo! Pi'Nan, tenho um assunto… Tenho um guarda-costas da Quinta, ficas com ele? — Fai sugeriu. Nan olhou com ar de interrogação.
— Para quê?
— Oh, não ligues, o meu pequeno Cupido trabalha de graça… então decidiu pegar também num dos teus guarda-costas. — Hima riu. Todos riram, mas o noivo levou uma cotovelada suave nas costelas.
— Porquê? — o Gatão fingiu indignar-se.
— A sério, Fai! Porquê? Ele disse a verdade… — Fon apontou para o amigo com os pauzinhos.
— Diz um monte de coisas desnecessárias! — o cachorrinho protestou. Dark olhou para ele com um sorriso manhoso.
— Em que é que ele está errado? Vamos contar, Nong! Kai e Var, Prem e Non, Dew e Filon, Mix e Ti, os novatos… Reed e Wright, Phil e Pupha, e agora ainda estás a pegar no Travel. Leo e Gui… ah não, esses não foste tu: começaram a namorar antes de chegares a casa. — Dao contou pelos dedos, e ao olhar para o Anton e o Dark sentados ao lado, continuou a rir: — Vocês dois ainda estão livres… cuidado, a flecha do Cupido Fai também vos pode atingir.
Anton e Orfeu entreolharam-se, e imediatamente sentaram-se mais longe um do outro, a provocar de novo uma onda de risos na mesa.
Bem não… esse tipo não é o meu estilo… — Dark pensou em relação ao Anton.
Bonito, claro, mas parece o Ken da Barbie… — passou pela cabeça do Anton.
— Ei! Esqueceste os rapazes mais importantes! — Fon fez beicinho, indignado.
— Hein?
— Os que se casam daqui a duas semanas! Foste a primeira vĂtima desse Cupido, lembras-te? — o Husky continuou. Dao beijou-o na face sem cerimĂłnia.
— Não sei se foi obra do teu amigo… Acho que foi aquele ursinho de peluche com a t-shirt vermelha. — Dao sorriu, a lembrar-se do primeiro encontro nas bancadas.
— É, o Fai deu-me aquela t-shirt. — Fon riu, enquanto o marido lhe beliscava a perna por baixo da mesa.
Os rapazes continuaram a conversar, a contar histórias de como se conheceram, tanto com as próprias metades como uns com os outros. A esta hora, com bastante álcool na corrente, a mesa decidiu que a despedida de solteiro estava um bocado parada, embora fosse divertido saber que todos estavam ao corrente do que festejavam, excepto o Fai.
— Fai? — Lien falou, com um sorriso manhoso.
— Hm?
— E o vosso púrpura é sempre assim tão aborrecido? — Lien perguntou, com a perna a enlaçar a do marido por baixo da mesa.
— Oh, o senhor Dark Ă© um chihuahua de luxo, londrino. Ao que parece este tipo de convĂvio nĂŁo Ă© digno de um lorde… — Fai troçou, deliberadamente em voz alta.
— Tu! Estás a gozar comigo? As minhas noites eram muito mais interessantes do que isto… Afasta os teus cães e divertimo-nos! — Orfeu provocou o cachorrinho.
Fai olhava para a Candy, que corria de salto alto de mesa em mesa na sala VIP, aparentemente a precisar de ajuda.
— Ai! — o cachorrinho gritou surpreendido quando Hima lhe beliscou o braço.
— Tens um marido ao teu lado, e estás a olhar para a Candy? Devo despedi-la? — o homem ofendeu-se por ser ignorado.
— Hima! És assim tão… ugh… estou a olhar para ela porque estamos aqui há quase duas horas e ela passou o tempo todo a correr de mesa em mesa de salto alto! Temos de rever o uniforme do pessoal, ela vai ficar sem pernas às três da manhã… — Fai argumentou. Dark olhou para ele com um sorriso manhoso.
— Dizes isso como se soubesses o que ela sente a andar de salto alto… — Orfeu sorriu, a desviar o olhar para a rapariga.
— E tu próprio andas pelo menos cinco metros neles com um bonito andar de ancas! — Lien apoiou o amigo. Orfeu sorriu.
— Se tu desfilares comigo, idiota! Mas com esse teu… rabo, consegues andar pelo menos três metros? — Dark divertia-se. Fai ergueu a mão a chamar o empregado.
Candy aproximou-se e perguntou o que queriam. Qual nĂŁo foi a surpresa quando ouviu de Fai:
— Pi'Candy, arranja-me cinco pares de sapatos… 38, 40… Lien, Tadao, Dark, que número?
— 41. — Dark respondeu.
— 40. — Lien apoiou Fai.
— 43. — Tadao suspirou, a perceber que ninguém lhe perguntava se queria usar sapatos…
A rapariga pensou para si que os rapazes tinham bebido demais, mas ao ver os homens a sorrir e o Hima a acenar, concordou. Dez minutos depois, trouxe cinco pares de sapatos e ficou a observar com interesse.
Os rapazes calçaram, e Hima propĂ´s desfilar no tapete vermelho Ă frente do clube. O grupo foi para a saĂda sob os olhares dos clientes.
— Esta despedida de solteiro vai ser a melhor festa da minha vida. — Jah sussurrou, porque tentara várias vezes fazer o Tadao calçar saltos, e ele recusava-se sempre.
— Tenho até medo de imaginar o que acontece se o Dark ganhar… — Hima disse baixinho, a perceber que ele fizera aquilo de propósito.
— A minha mulher recentemente fez uma aposta com um ex meu… sobre mim… competiram a ballet… O Lien ganhou… — os rapazes seguiam os pares a passear de salto, a apreciar os traseiros das paixões.
Os clientes começaram a sair do clube para ver a diversão.
— Dali até ao fim do tapete vermelho! — Fai apontou. Ao longo da parede ficaram o Anton, o Hima, o Jah, o Dao, o Gui e o Leo.
— Vamos lá, cão de caça londrino: és o primeiro. — o cachorrinho estendeu a mão à frente, e fez uma ligeira vénia.
Orfeu ficou na beira do tapete vermelho e caminhou com leveza e graciosidade de uma ponta Ă outra.
— Uau… que andar… — Gui sussurrou ao ouvido do Leo. Ele acenou.
— Vamos, cachorrinho, és tu! — satisfeito consigo mesmo, Dark provocou Fai.
Fai caminhou a direito, mas ficou longe do pódio. Não esperava ganhar, o rapazinho já sabia que a marcha de Orfeu não seria a melhor…
— Lien? — a pousar-lhe a mão no ombro, o cachorrinho sorriu.
Foi lindo… entre suspiros lânguidos e sussurros dos clientes que saĂram, o homem alto e bonito desfilou pelo tapete vermelho, e ainda fez uma volta de trezentos e sessenta graus antes de continuar como se nada fosse. Ao parar na beira, ouviram-se aplausos. Quando Lien se aproximou do Nanfa, ele deu-lhe um beijo no pescoço.
— Tadao, vais na minha frente e eu sou o último? — Fon sugeriu, com um sorriso suave.
O japonês suspirou fundo, mas ficou na linha de partida. Passada rápida de modelo, passo seguro e cabeça erguida, mostrava que não era a primeira vez. No fim ainda dobrou a perna no joelho, a apoiar as duas palmas no ombro do marido, que lhe deu um beijo na face.
— Ei, baixinho… Só não caias, está bem? — Dark riu. Mas Fon não calçara os sapatos intencionalmente no clube, decidiu fazê-lo cá fora.
Se os rapazes tinham apenas sapatos de salto alto, os de Fon eram também de plataforma, o que dificulta o contacto com o chão.
— Querido, se eu ganhar, o que ganho? — Fon sorriu, a sair das botas brancas, a segurar a mão do marido para não cair.
— Tudo o que quiseres… — Dao respondeu, a dar um beijo no topo da cabeça do Husky.
— É um acordo. Levas-me atĂ© ao inĂcio? — a afiveliar os sapatos, o baixinho pediu.
Dao tomou-o de imediato ao colo e levou-o até à borda do tapete vermelho. Quando voltou ao lugar, Fon sorriu amplamente, e foi…
A multidão assoviou e aplaudiu já ao quarto passo, e Orfeu ficou praticamente de boca aberta ao ver a graça perfeita nos movimentos do rapazinho. O movimento das ancas a rolar desde a cintura sincronizado com os braços, a cabeça erguida, a passada de modelo confiante, e pelos sons entusiasmados do público, o Fon ganhou.
— Não pode ser… — Orfeu ficou em choque, a olhar para o baixinho.
— Não olhes para a estatura… o que ele faz… — Fai deu uma palmadinha no ombro do Dark, a sorrir, a descalçar-se.
Fon chegou à borda do tapete vermelho, e o marido apanhou-o de imediato, a beijá-lo apaixonadamente.
— Ao Fon faltam vinte e cinco centĂmetros para ser o modelo perfeito! — Lien sorriu, a aceitar a derrota.
— Vamos para dentro, e esses… parece que vão para algum quarto… — Hima riu, a sugerir que voltassem.
O grupo voltou à sala — e Hima sentou Fai no colo. O homem sussurrou-lhe:
— Não afastes os sapatos… Quero ver-te só com eles… sem roupa…
— E a esposa do Dao está cheia de surpresas! Quem diria que era assim tão capaz… — Jah sorriu, a acariciar as costas do Tadao.
— Para onde vais? — Nan perguntou, a agarrar o braço de Lien que se levantava.
— Dançar. Ou queres que fique sentado a noite toda? — Raed fez uma cara de indignação a brincar.
— Excitas-me a dançar, Coelhinho… foderei contigo o quanto quiseres e como quiseres… — Nan sussurrou, a puxar o homem bonito para si. Nos olhos embriagados de Lien acenderam-se luzes.
— Então, rapazes , dançamos? — Lien sorriu, a convidar os amigos.
Fai, Lien, Tadao e Elijah foram para a pista. O Dark, que esvaziara o copo de vinho, levantou-se e foi tambĂ©m. O Leo e o Gui seguiram-no, a perceber que era melhor irritar o Orfeu do que o Fai. Tadao era como um poste Ă volta do marido, e passados dez minutos o provocador foi arrastado para a sala VIP. Mais dez minutos, e Nan acenou com o dedo ao Lien, e ele, como um gatinho gracioso, foi devagar atĂ© ao marido. Um sussurro suave no ouvido, e Lien, a pegar na mĂŁo do marido, já saĂa do clube.
Parado não muito longe da posição de segurança, Gui sussurrou ao Leo que ia fumar um cigarro, e ao receber o acordo, foi para a porta de entrada. Fai voltou para junto do Hima, a sentar-se no colo e a aproveitar simplesmente a proximidade.
Então… Romeu e Julieta… vamos jogar? Já que não conseguem largar-me da forma boa, será pela forma má…
— Orfeu foi ter com a Candy a pedir a chave do quarto.
— Desculpe, Khun, só o quarto cinco está livre, mas o chefe não o dá a ninguém. — Candy admitiu. Orfeu foi ter com o irmão.
— Hima! O que se passa com o quarto cinco? Por que não posso ficar com ele? — Dark voltou à mesa a reclamar.
— Já arranjaste alguĂ©m para te entreter? Querido, deixa-o ficar… — Fai sorriu, a reclinar-se no ombro do marido e a passar a lĂngua pelo pescoço dele.
— Ah, deves saber… aquela sala tem um ambiente especial… não te queixes depois… — Hima sorriu, e acenou à Candy.
Quando a rapariga se aproximou, ele disse-lhe para entregar o cartĂŁo do quarto cinco. E o Dark, satisfeito consigo mesmo, saiu com a recepcionista.
— Achas mesmo que é especial? — Fai perguntou, a acariciar o braço do marido que o abraçava.
— Pois. — o homem concordou, a entrelaçar os dedos do cachorrinho nos seus, e continuou: — Foi lá que me apaixonei por ti…
— Oh… Hia… Se calhar não devias ter dado o quarto ao Dark… — o jovem gemeu a pousar as mãos sobre o membro em ascensão.
Fai olhou Ă volta, e viu o Anton a sair acompanhado de uma morena alta.
— Só ficámos nós, amor. E estou pronto para te foder nesta mesa… — o cachorrinho disse, a mover as ancas de modo que o membro crescente se esfregasse na palma do marido.
— Há um quarto de hotel à espera na rua ao lado… — Hima mordeu a orelha da esposa, a apertar a mão no fecho das calças.
Fai levantou-se e levou o marido para fora do clube, onde na porta encontraram o Gui, que sem ver o amante e o Orfeu, quis perguntar. Ao receber a resposta de que o Dark arranjara alguĂ©m para se entreter e estavam no quarto cinco, os rapazes saĂram a correr do clube. Hima mandou ir ao hotel, o quarto que o Dao preparara especialmente para esta noite.
Cinco minutos de carro, e os rapazes subiram para a cobertura requintada. Assim que as portas do elevador se abriram no andar certo, Fai lançou-se com beijos ao marido. Hima tomou-o por baixo das nádegas sedutoras e caminhou para o quarto sem interromper o beijo. A encostar o traseiro da mulher à fechadura magnética, a porta abriu-se, porque Fai pusera o cartão no bolso traseiro das calças.
— Merda… Como tinha saudades de sexo contigo. — tanto vulgaridade na voz de Hima, só ouvida da última vez em Roma…
— Duche? — Hima conseguiu perguntar antes que uma lĂngua atrevida entrasse na boca.
A sentir a vibração dos gemidos do noivo nos lábios, Hima decidiu ir diretamente para a cama. No cobertor havia um coração feito de pĂ©talas de rosas brancas, sobre o qual os dois corpos quase caĂram, fazendo as pĂ©talas leves espalharem-se pelo quarto. Hima estava tĂŁo faminto de sexo que começou a perder o controlo, quase a rasgar a roupa ao Fai. Quanto mais fortes os movimentos, mais altos os gemidos do rapazinho por baixo. Em menos de trĂŞs minutos os dois estavam nus na cama.
Hima percebia que hoje podia deixar o Fai fazer tudo, porque amanhã a mentira de quase duas semanas seria revelada e o rabo definitivamente arderia em chamas… Por isso decidiu preparar-se hoje.
— Por que enlouqueço contigo, Hia? — Fai perguntou, a olhar para os dois oceanos azuis sobre o loiro.
— M-m-m-m… porque é contagioso e transmite-se por via sexual… também enlouqueço perto de ti, meu menino bom… — o homem gemia, enquanto o corpo era beliscado e mordido.
Hima deitou a esposa de costas, e sentou-se por cima, a tirar gel da mesinha de cabeceira. Os dois membros tocavam-se, e isso excitava ambos. A espremer o gel nos dedos, ele inseriu dois dedos em si próprio com um gemido lânguido, e a pele ficou de imediato coberta de arrepios de excitação e ligeiro desconforto. Fai tomou os dois membros na mão, a acelerar a cada gemido do marido.
No corpo de Hima já apareciam gotas de suor, e ele retirou os dedos e inclinou-se para o rapazinho bonito, a beijá-lo com paixão. Ao mesmo tempo, a segurar o membro do cachorrinho na própria mão, ergueu-se a afastar-se dos lábios tentadores.
— Amo-te… até à estrela mais distante da Via Láctea e de volta… — a olhar nos olhos do amado, o Gatão dizia com toda a sinceridade, enquanto o rabo ia engolindo o membro de Fai.
— Ah… Amado… Amo-te e quero passar o resto da vida contigo… — a puxar o marido para si, o cachorrinho não conseguia exprimir o sentimento de felicidade e euforia sem limites ao ouvir as palavras.
Estas três palavras, que Hima lhe dissera já não era a primeira vez, traziam-lhe a cada vez mais prazer e felicidade. Tudo o que Fai conseguia fazer agora era despejar tudo no homem a quem pertencia o coração… A puxar Hima contra si, ergueu as ancas — e ao entrar até ao fundo mordeu-lhe o ombro.
— Siiiim… — o loiro gemeu, a sentir a excitação selvagem espalhada pelo corpo pela mordida.
— Como sabes bem, Mamã… ah… — a afastar-se do ombro do marido, Fai sorriu.
A agarrar a cintura do amado, enfiava-o ora com força ora devagar, a levar o homem a gritar. Fai decidiu que se fartara da posição, e ao deitar Hima de costas viu as pétalas brancas na cama.
— Romântico… sim… muito… Mas essas pĂ©talas nĂŁo vĂŁo salvar o teu rabo… — um sorriso manhoso brincou nos lábios. Quando Hima o viu, uma manada de arrepios percorreu o corpo, porque aquele olhar dizia que o Tigre saĂra a passear.
— O meu Tigre… Sou todo teu… — Hima disse inocentemente, a morder o lábio inferior quase em sussurro, e Fai puxou-o pela perna, a apoiá-la no ombro e a virar o amado de lado.
— Merda… Hia… depois não te queixas, como em Roma… — o Tigre gemeu, a entrar de novo no canal macio com um único movimento brusco, sob o gemido alto do marido.
Aquele homem de olhos azuis despertava nele instintos animais, e o rapazinho já não conseguia controlar-se nem ser gentil. Tudo o que queria era foder com força, durante muito tempo e com paixão o corpo lindo do amado, que com tanta facilidade hoje se entregara às garras da fera.
Quanto mais depressa Fai se movia, mais altos os gritos de Hima. Ele contorcia-se na cama, a amassar a roupa da cama com as mãos, a sentir a cabeça explodir com o orgasmo que se aproximava a cada investida. A pausa de duas semanas no sexo, o álcool e a sobre-excitação desempenharam o papel, a levar os dois corpos húmidos na cama a um orgasmo conjunto numa hora.
Talvez a culpa fosse da atmosfera, ou dos homens esfomeados um pelo outro, mas para ambos o orgasmo foi como um vulcão a explodir com euforia, felicidade e um prazer além de tudo.
Fai simplesmente desabou sobre o marido, os dois tremiam, a respiração pesada, e os corações dos apaixonados batiam contra o peito como se quisessem tocar-se.
— Uau… isto foi… ha… uau… — a normalizar a respiração, Hima beijava o amado que simplesmente ficava deitado sobre ele.
— Pois… super uau! — Fai concordou, e ele próprio não conseguia sequer levantar a cabeça do ombro do marido.
— Estás cansado, meu menino? — ele perguntou com suavidade, ao sentir a respiração do cachorrinho igualar-se. Mas não houve resposta.
A virar ligeiramente a cabeça, Hima viu que o noivo dormia. A sorrir, nĂŁo o quis acordar, porque o dia fora intenso. Aliás, os Ăşltimos dois dias: o rapto do Nan, o assassĂnio do San, o Sakda desaparecido e a chegada da Tirak a casa. De uma forma ou de outra, o homem percebia que o rapazinho estava emocionalmente esgotado, e que era melhor dormir, porque amanhĂŁ haveria mais um abalo na vida dele… E como o Fai reagiria a isso… continuava a ser um mistĂ©rio para Hima. Tudo em que conseguia pensar agora era se o Papá concordaria em casar-se com ele…
Com cuidado, a sair de baixo do noivo adormecido, Hima foi ao duche, e nĂŁo se esqueceu de limpar o Fai.
Enquanto o fazia, atirou o cobertor para o chĂŁo, a deitar o amado na almofada debaixo do edredom, e deitou-se ao lado.
— Amo-te mais do que a vida, meu menino… Amanhã… aceito tudo o que for… Só diz «sim»… — a deslizar o dedo pelo nariz, pelos lábios e pela face, Hima sussurrava ao amado as declarações de amor ternas, até adormecer.