61 🔞 – Não vou fazer de novo (parte 1 de 2)
Na manhã seguinte, Mix acordou cedo para ir à loja buscar os artigos prometidos à criança. Hoje ninguém podia visitar a Rak, por causa da quimioterapia antes do transplante de amanhã. Só o doutor Dew ia vê-la, e mesmo assim com fato especial.
Quando o homem voltou da loja, Hima e Fai chamaram Mix para falar sobre a dĂvida de Pakorn.
— Tens a certeza de que estás disposto a pagar tanto por um homem que conheces há apenas vinte e quatro horas? — Hima perguntou — embora o cachorrinho já lhe tivesse contado tudo.
— Sim, chefe. O senhor deve entender-me melhor do que ninguém… — Mix respondeu diretamente, a olhar para o Fai sorridente.
Hima percebeu que Mix se referia Ă vez em que ele aceitara comprar Fai.
— O Fai preparou um pequeno presente para ti. O Pakorn deve agora 1,2 milhões. Tens a certeza de que queres pagar por ele? — Hima perguntou. O rapaz acenou.
— Bem… podes transferir o dinheiro para a conta de beneficĂŞncia da clĂnica quando lá fores. Prometeste ao teu filho que levarias entretenimento, certo? É aĂ que pedes ao doutor Dew o nĂşmero da conta. — Hima sorriu. Mix corou ligeiramente.
— Ah, e leva o Lon — tem de terminar o exame hoje. — Fai lembrou. Mix acenou.
— Hoje nĂŁo vamos a lado algum, por isso podem vestir-se como quiserem e nĂŁo precisam de se apressar a voltar para casa. Assim que o dinheiro entrar na conta da clĂnica, envio-te a papelada a encerrar a dĂvida do Tipakorn. — Fai continuou, a sorrir com malĂcia.
Mix saiu do escritĂłrio do chefe com a sensação de que lhe estavam a esconder algo… Depois de trocar de roupa, foi Ă clĂnica com Lon. Hoje os rapazes nĂŁo iam de fato, mas de roupa simples: t-shirt, calças de treino, tĂ©nis. No caminho, Lon perguntou ao amigo um pouco sobre o doutor Dew: que tipo de pessoa era, como começara a trabalhar com Hima, se era casado… em suma, decidiu fazer um reconhecimento da situação.
— Espera, espera, espera… não me digas que gostas do doutor? — Mix parou abruptamente diante do semáforo e voltou-se para o amigo.
— Está bem — não digo… — Lon sorriu com um canto da boca, a lembrar-se dos gemidos do médico de ontem.
— Tira essa ideia da cabeça! Ele é definitivamente heterossexual! — Mix avisou o amigo.
— Quem me dera que todos os heterossexuais gemessem assim… — Lon murmurou. Mix ouviu.
— Gemer? Porra, Lon, quando é que fizeram isso?! Forçaste-o? — Mix ficou de imediato preocupado.
— Porquê logo eu? Ele é que me beijou primeiro… por isso… ainda está por ver quem forçou quem… — o homem sorriu, a lembrar-se daquele beijo.
Bip! Biiip!
O carro atrás começou a buzinar, porque o sinal estava verde e o Mix, em choque, ainda não arrancara.
— Conduz, não causes engarrafamento. A tua mulher e o teu filho esperam-te lá! Bem, quanto à mulher não sei, mas o teu filho espera de certeza pelos livros para colorir que o Papá prometeu. — Filon provocou o amigo.
Mix não respondeu, mas corou. Nunca imaginara que alguém lhe chamaria pai, mas ao lembrar-se do olhar caloroso de Sakda ontem, percebeu como era agradável.
Depois de chegarem Ă clĂnica, os rapazes foram Ă procura de Dew: Lon para continuar o exame, Mix para obter o nĂşmero da conta. Encontraram-no no quarto do homem que Dew operara durante a noite.
— Doutor Dew, pode dar-me o nĂşmero da conta de beneficĂŞncia da clĂnica? — Mix perguntou ao homem de costas.
— Pergunta à Natasha, na receção, ela dá-te os dados. — o homem respondeu sem se virar. Mix saiu do quarto, a deixar Lon.
Filon observou Dew, que verificava com calma a reação do doente aos estĂmulos. Dew pegou no tablet e, com o estilete, começou a registar dados, a virar-se para Lon e a caminhar para a porta sem erguer os olhos.
Bum…
O médico colidiu com Lon, que dera deliberadamente um passo para o lado. Lon apanhou o tablet em queda com uma mão e o cotovelo de Dew com a outra. Dew viu as sapatilhas no chão, e o olhar foi subindo lentamente pelo corpo do dono até às mãos bonitas, cujas veias lhe eram tão familiares…
— Doutor Dew… VĂŞ lá por onde andas. Se nĂŁo fosse eu, o tablet tinha caĂdo e partido… — o homem disse com um leve sorriso, a estender o tablet ao mĂ©dico.
— Po… porque estás aqui? — Dew gaguejou, a sentir o cérebro a recusar-se a trabalhar perto deste homem.
— Há um… exame com um mĂ©dico muito atraente que nĂŁo terminámos ontem. Vim para continuar… — Lon disse em voz baixa, a saber perfeitamente como as palavras soavam ambĂguas, enquanto acariciava o cotovelo do homem que segurava.
— O quê? — Dew interveio. As faces coraram e o coração acelerou.
— Eu disse… não terminámos ontem... continuamos? — Lon resumiu a pergunta, a olhar diretamente nos olhos do médico.
— Aqui mesmo? — Dew nem se apercebeu que já imaginava na cabeça o sexo no pequenĂssimo sofá daquele quarto.
— Podemos, mas tem tudo o que é preciso? — o homem continuou a provocar Dew, a saber bem o quanto ele gostava da voz.
Dew corou, a lamber os lábios secos, e Lon reparou. O homem não resistiu ao gesto sedutor e passou o dedo pelo lábio inferior húmido, a pressionar a palma na face do médico, que fechou os olhos de imediato, e era evidente como reprimiu um gemido.
— Estás tão tenso, doutor… queres que te ajude a relaxar? — Filon persistiu, a dizer quase em sussurro.
Ajudo-te a relaxar — passou pela mente de Dew, que abriu os olhos, pôs o tablet no carrinho de medicamentos do quarto e puxou rapidamente o homem para fora, a empurrá-lo para o quarto ao lado.
Dew sabia que aqueles eram quartos VIP, sem câmaras. Por isso, assim que a porta se fechou, o mĂ©dico encostou o homem Ă parede e deu-lhe um beijo cheio de paixĂŁo selvagem. Lon retribuiu, as lĂnguas a travar uma luta por qual boca ficariam, e Dew ganhou. Filon sonhara com um beijo assim desde ontem. E embora tivesse tido muitos parceiros antes, ninguĂ©m o beijara como aquele mĂ©dico…
Filon tirava a bata ao médico, o estetoscópio caiu no chão, mas tanto fazia. As mãos de Dew subiram por baixo da t-shirt até ao peito do guarda-costas, e assim que os dedos encontraram os músculos salientes, o médico gemeu. Ontem mesmo mal se contivera para não tocar o peito de Lon. Peito masculino musculado era o segundo fetiche de Dew, depois da voz.
— Ugh… Pi'Dew… — Filon deixou escapar quando os dedos do médico começaram a rodar suavemente os mamilos endurecidos e os beijos passaram para o pescoço.
Lon era do tipo de homem com mamilos sensĂveis. Por isso tentava usar roupa justa, para o tecido nĂŁo o excitar em movimento.
Dew tirou-lhe a t-shirt, e agora aquele peito grande e bonito estava Ă sua mercĂŞ. Os rapazes foram para o sofá, o mĂ©dico empurrou Lon e ele sentou-se, o homem acomodou-se no colo. A lĂngua hĂşmida e quente do mĂ©dico desavergonhado desceu, e assim que tocou o mamilo desejado, Filon quase gritou de prazer.
— Ah! Dew! — os gemidos altos da voz grave e rouca enlouqueciam o médico, enquanto Dew sugava com avidez os dois mamilos alternadamente. — M-m-m-m… são assim tão grandes… assim tão duros… e assim tão deliciosos… — entre uma chupada e outra, o médico maravilhava-se com voz trémula de excitação.
— Pi'Dew… ah… mais forte… — Lon implorou. O homem não resistiu àquele tom sedutor.
— Tu… oh… Asmodeu… quero-te… — a afastar-se do peito, com voz doce como se persuadisse, o médico meteu a mão nas calças de Filon.
Os homens despiram-se mutuamente, a mover-se no sofá de couro. Minutos depois, um Dew nu estava deitado com a cabeça no braço do sofá, com o corpo a ser beijado por Filon.
— Doutor… gemes tão docemente e cheiras tão bem… — Lon seduzia o médico com voz lânguida, a deixar chupões no corpo.
Filon saboreou o corpo por baixo. Foi descendo os lábios pelo abdómen de Dew até ao membro bonito. Um movimento, e o gemido prolongado e alto do médico já deliciava os ouvidos de Asmodeu, que recebeu quase completamente o instrumento da paixão a contorcer-se. Lon raramente mimava os parceiros com sexo oral, só os de quem gostava de verdade. Ele próprio não sabia ao certo por que sentia vontade de o fazer agora.
Os gemidos da voz aveludada e o mugido grave ecoavam pelo quarto como uma canção. Filon libertou o membro do cativeiro hĂşmido e desceu a lĂngua: pelos testĂculos relaxados e macios. O homem levantou as pernas do mĂ©dico e, a pressionar com as mĂŁos por baixo dos joelhos, abriu o acesso ao pequeno orifĂcio rosado.
— Estás tão bonito… Pi'Dew… — Lon gemeu a olhar nos olhos de Dew, e o coração do médico saltou uma batida, as faces já rosadas coraram ainda mais.
Filon aninhou-se na entrada desejada, a acariciá-la com a lĂngua,de vez em quando a sugá-la com um estalo alto, enquanto o homem por baixo gemia e se contorcia de prazer. A lĂngua insistente penetrou no canal quente o máximo que pĂ´de, e a saliva corria pelo rabo do mĂ©dico…
Merda… como resistir quando geme tĂŁo sedutoramente? Mas provocá-lo Ă© tĂŁo bom… — Lon pensou, a subir do orifĂcio desejado pelos testĂculos atĂ© ao membro.
A tirar uma mĂŁo da perna, o homem passou um dedo pelo orifĂcio a pulsar. Filon tomou a cabeça do membro na boca exatamente quando o dedo descarado deslizou pela totalidade do rabo hĂşmido e apertado. Agora era o prĂłprio Dew que segurava as pernas.
— Ah… Lon… M-m-m-m… — Dew gemeu um pouco mais alto, a sentir ondas de excitação a invadi-lo.
Minutos depois, três dedos moviam-se já no rabo, e a boca quente de Asmodeu recebia o membro por completo. Dew não aguentava mais aquela tortura, queria ser fodido de uma vez, mas o diabo descarado claramente não tencionava fazê-lo.
— Ah… chega… chega de tortura… uff… — o homem implorou, com lágrimas a brilharem nos cantos dos olhos.
Filon ergueu a cabeça e retirou os dedos do rabo, a sorrir docemente com os lábios vermelhos e inchados das carĂcias orais. Dew ficou ali deitado por um tempo: a segurar as pernas por baixo dos joelhos com as mĂŁos, o membro a contorcer-se e a escorrer de excitação, o rabo a contrair-se.
De repente…
Dew levantou-se bruscamente, a empurrar o peito de Lon, que ficou deitado na outra metade do sofá.
— Disse que já chega! — a subir por cima, o médico repreendeu com firmeza, e inseriu ele mesmo o membro do Asmodeu descarado.
— Ugh. que Papá severo… m-m-m-m… e assim tão quente… e apertado… ah… — Filon murmurava enquanto o membro mergulhava no canal apertado de Dew.
— Ah… assim tão grande… uff… — Dew gemia, a descer gradualmente sobre um membro de tamanho respeitável, que era ainda mais grosso do que os que o médico costumava receber.
As mãos maliciosas esmagavam os mamilos inchados, a excitar ainda mais o seu dono, tornando os gemidos de Filon mais altos e mais sensuais. As nádegas do médico tocaram as pernas de Lon, e naquele momento Dew deitou a cabeça para trás com um gemido alto, a agarrar o peito delicioso com as mãos.
— Maldito Asmodeu… Oh… agora és meu… — o médico gemia, a baixar a cabeça a olhar para aqueles olhos belos cheios de luxúria.
— Isso decidimos depois, quem é de quem… mas por enquanto… mexe esse rabo bonito, doutor Dew… — a dar uma palmada leve na nádega firme, o guarda-costas levantou as ancas, a entrar ainda mais fundo.
— Ah… Filon… M-m-m-m… — Dew gemeu em resposta, a mover suavemente as ancas para a frente e para trás sem se erguer do membro — enquanto continuava a apertar o peito com uma mão e apenas o mamilo com a outra.
— Ah! Doutor… ha… Ă©s incrĂvel… — Filon gemia, a sentir a força com que o membro se esfregava nas paredes do canal estreito, enquanto os dedos apertavam os mamilos com força mas suavidade, o que enlouquecia o guarda-costas de excitação.
— Oh… Disse-te ontem para não gemeres tão docemente… ah… merda… vou gozar tão depressa… — Dew protestou — porque aquela voz e o peito firme com mamilos grandes excitavam-no mais do que qualquer outro.
— Então vai lá… Pi'Dew… ah… goza… Pi'Dew… Sim! — Filon contorcia-se por baixo, a sentir que ele próprio já lutava para se conter com o rabo apertado e a estimulação do peito.
Dew enlouquecia com a forma como a voz grave e lânguida lhe chamava «Pi'Dew». Remexeu-se ainda mais depressa, os gritos a ficar mais longos e mais altos, tal como o homem por baixo. Os dois enlouqueciam com os gemidos um do outro, com os corpos, com os olhares.
— Aaaaah! — os dois gemidos fundiram-se num sĂł quando ambos foram simultaneamente dominados por uma avalanche de orgasmo incrĂvel.
Dew fez mais alguns movimentos suaves com as ancas enquanto o esperma gotejava do membro para o abdĂłmen liso e contraĂdo. Filon olhou para o homem Ă frente — e a Ăşnica coisa em que pensava era:
Merda… é como se tivesses sido feito para mim…
O médico caiu sobre o corpo húmido do homem, a respirar pesado, e sussurrou:
— Agora tens de assumir a responsabilidade por me ter seduzido, Asmodeu…
— Eu é que te seduzi? Foste tu que me beijaste ontem, Pi'Dew… E hoje também. Eu vim apenas terminar o exame… — o homem sorriu, a dar um beijo na face de Dew.
— Considera que, como bónus do exame, ainda arranjaste marido. É o teu membro que está agora dentro de mim… Asmodeu… — o médico virou a cabeça para o guarda-costas, a lamber os lábios ligeiramente secos.
— Na verdade, o teu chefe prometeu-me uma esposa, mas se fores tu, aceito… — Filon mordeu a lĂngua provocadora, a puxar o homem mais para si.
Então o Fai contratou-o de propósito… para mim? Sádico… Oh… adeus vida de solteiro… O casamenteiro Fai decidiu arranjar par a toda a gente do marido? — Dew pensou enquanto descia os lábios pelo pescoço forte até aqueles mamilos tentadores, a deixar marcas de mordidas no peito.
— Estás a comer-me, doutor? Ah…. Ou a marcar território? — Filon gemia, a ficar excitado de novo.
— M-m-m-m… Para, Pi'Dew… Estás a trabalhar… ah… temos de terminar… uff… o exame… — Lon lutava para se controlar enquanto os mamilos eram de novo sugados e mordiscados com avidez.
— É isso que estou a fazer… a examinar o teu corpo… M-m-m-m… Repara, o mamilo esquerdo Ă© mais sensĂvel do que o direito. SĂŁo assim tĂŁo deliciosos. Estou pronto para os sugar o tempo todo. E a ti tambĂ©m agrada… — o mĂ©dico provocava Filon, a continuar a sugar e a puxar os dois mamilos grandes com os dentes a cada frase, atĂ© um gemido doce.
O membro do guarda-costas ainda estava no rabo de Dew, que se movia ligeiramente.
— Vais gozar assim? Se eu apenas os sugar? — o médico perguntou. Lon acenou com um gemido doce.
— Bom rapaz… faz por isso — dá essa alegria ao Papá… — como a um jovem adolescente, Dew implorava ao homem que gemia por baixo.
Dew quase nĂŁo movia o rabo, queria saber: o Asmodeu gozaria mesmo sĂł com as carĂcias da boca?
Se conseguires mesmo gozar… caso contigo… bem, quando aprovarem a lei no paĂs sobre casamentos do mesmo sexo» — Dew pensou, a sugar com força o mamilo e a passar a lĂngua em movimentos circulares, enquanto esfregava o outro com os dedos.
Filon, por sua vez, perdera a paciência, o cérebro desligara-se e agora estava inteiramente à mercê da boca deliciosamente quente do médico. Lon gemia tão docemente, a contorcer-se por baixo do corpo do médico, a puxá-lo pela cintura com tanta força que amanhã ficavam marcas dos dedos. Dew alternava entre os mamilos, a apertar o peito grande na mão, o que fazia os mamilos erguerem-se ainda mais, e o médico sugava-os com avidez, com estalinhos sensuais.
— Ah… Pi'Dew… Mais… — o homem implorou, a perceber que estava prestes a gozar outra vez.
O médico começou a morder os mamilos inchados com os dentes, o que fez o homem por baixo gemer ainda mais alto.
— Sim! Ha… ha… ugh… tu… Uau. Inacreditável, Pi… — o guarda-costas a gozar ficava sem ar enquanto o corpo estremecia.
Uau… gozaste mesmo… Homem perfeito…— Dew sentia o jorro de esperma por dentro e o membro a pulsar.
O médico afastou-se do peito do homem, a inclinar-se ligeiramente para a frente, a beijá-lo nos lábios com delicadeza, como se desse uma recompensa a uma criança obediente.
— Muito bem, o meu rapaz doce… Assumo a responsabilidade por isso… O teu peito é meu… O teu membro é meu… Agora és todo meu… — Dew sussurrava ao homem que estava pronto a concordar com tudo.
— Oh… Doutor, preciso de um médico… ha… Tenho uma overdose de felicidade… — Filon disse, a normalizar a respiração. Dew sorriu.
— Consegues levantar-te? A casa de banho fica atrás daquela porta… — o médico acenou na direção da porta. Lon tentou sentar-se com o homem nos braços.
— Também posso levar-te… — a pegar em Dew por baixo do rabo, Filon levantou-se, e as pernas do médico sedutor cruzaram-se nas costas dele, os braços a envolverem o pescoço.
Filon carregou Dew, tomaram duche juntos e saĂram para se vestir. Enquanto se lavavam, as mĂŁos de Dew acariciavam o peito do tentador Asmodeu — mas ele tentava manter a calma, a perceber que o mĂ©dico estava a trabalhar e que já ali estavam há quase duas horas…
— Doutor Dew, agora podemos continuar o que começámos ontem? — Filon sorriu com malĂcia, a puxar o homem para si. Dew deu-lhe uma palmada no rabo, a perceber agora que no quarto ao lado aquele DemĂłnio tentador estava mesmo a falar do exame.
— Tu! Asmodeu! Estás a provocar-me, não estás? — o médico protestou, a olhar para os olhos bonitos e brilhantes.
— Para ti serei o que quiseres… desde que gemas assim tão docemente por baixo de mim como há quinze minutos… — o guarda-costas deu um beijo na testa de Dew, a ajeitar a bata e a enfiar a camisa nas calças do médico.
Filon notara no espelho da casa de banho as marcas vermelhas no pescoço e no peito, mas não se importava nada. Embora soubesse que quando o Mix as visse, de certeza o provocaria. O par saiu do quarto, a parar por um momento no anterior para buscar o tablet.
Dew verificou os resultados do que já constava no registo médico de Filon, pegou-lhe na mão e levou-o para o seu consultório. Não lhe importaram os olhares do pessoal, ouvia o homem a ser admirado tanto por raparigas como por rapazes. O médico mostrava com toda a aparência que aquele rapaz bonito era dele, e ninguém se arriscaria a mexer com Dew. Todos se lembravam do incidente em que quase estrangulara com o estetoscópio um enfermeiro que decidira beijar a namorada de Dew. A verdade é que ela ficara com esse enfermeiro, descobriu-se que já andavam metidos havia semanas. E embora fosse há dez anos, os rumores sobre a crueldade de Dew passavam dos mais velhos para os mais novos.
Agora, para os dois homens, só havia uma questão… quanto tinham em comum além do sexo? Porque uma relação não é só sexo, é trabalho… trabalho duro em que têm de participar os dois. Por isso, a primeira coisa que Lon pensou… foi convidar Dew para jantar depois do trabalho, para conversar sobre o que havia agora entre eles…