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49 🔞 – Diferentes «jogos» (parte 2 de 3)

Var destrancou a porta e voltou para junto de Kai com um termómetro sem contacto.


37,3 — ótimo, já não são 39... — pensou ele, e nesse momento entrou no quarto a enfermeira com um tablet.


— Aqui tem, doutor Var... — disse ela em voz alta, e ele mandou-a logo calar com um chiu, levando o dedo aos lábios.
— Aqui estão os resultados das análises. — disse ela, quase num sussurro, estendendo-lhe o tablet.
— Obrigado, podes ir. — Var abriu logo o tablet, estudando os resultados, enquanto a rapariga saía do quarto com um ar intrigado.


Var trancou a porta, aproximou-se de Kai, que dormia, e, pegando no estetoscópio, auscultou-lhe os pulmões.


— Uhh... — encolheu-se o jovem com a frescura no peito.
— Não te queixes, pequeno Kai. Preciso de te auscultar os pulmões. — disse Var em voz baixa e meiga.


Já se preparava para afastar a mão do peito do seu Solzinho, quando sobre ela pousou uma mão escaldante.


— Pi'Var... — uma voz rouca e triste chamou o doutor, retendo-lhe a mão com força.


Var sentou-se ao lado do jovem, na cama, afagando-lhe com ternura o cabelo com a outra mão.


— E agora, que hei de eu fazer contigo? — perguntou o doutor em voz alta, embora não esperasse uma resposta com nexo.


Kai não lhe largava a mão; agora segurava-a com as duas. Levou-a ao rosto e apertou a mão do doutor contra a sua bochecha, com um sorriso fraco. Kai mexeu levemente a cara, esfregando-a contra a mão em movimentos suaves.


De repente...


Kai virou a cabeça e, apanhando o doutor de surpresa, beijou-lhe a palma da mão. Os lábios escaldantes do jovem tocaram a mão quente de Var, e o doutor sentiu o coração saltar-lhe do peito, enquanto o corpo inteiro se lhe cobria de arrepios.


— Queres dar comigo num enfarte? — perguntou o doutor com a voz a tremer, enquanto os lábios do jovem lhe vagueavam pela palma da mão.


Var deitou-se com cuidado ao lado do rapaz na cama, sem retirar a mão. Kai sentiu o calor do corpo e chegou-se mais, passando-lhe uma perna por cima e abraçando-o com um braço, enquanto o outro apertava a mão do doutor contra os seus lábios.


— Solzinho... para. — chamou-o Var com ternura, e o jovem entreabriu os olhos, erguendo a cabeça na direção da fonte do som.
— Pi'Var... — Kai puxou-o ainda mais para si pela bata, ao ouvir a voz e ao distinguir, desfocada, uma silhueta familiar.


Naquele momento, Kai não tinha noção do que fazia; estava apenas feliz por ter ao seu lado, assim lhe parecia, o seu doutor. Soergueu-se, apoiado no cotovelo, e tocou com ternura, com os lábios quentes e secos, os lábios macios de Var.


Var não esperava aquilo do rapaz mas, mal os lábios se tocaram, no mesmo segundo o seu cérebro desligou-se, e o doutor correspondeu ao beijo do jovem. Sugava os lábios escaldantes de Kai, percorrendo-os com a língua.


— Ah... — um gemido baixinho escapou dos lábios do jovem.


Var desprendeu-se dos seus lábios, porque aquele gemido o enlouquecia, e sabia que, se não parasse agora, mais tarde já não seria capaz.


— Não pares, Pi... não vás... — implorou Kai, quando o ar fresco lhe tocou os lábios, e as suas mãos agarraram-se com mais força à bata de Var.
— Tens noção do que estás a pedir, e a quem, pequenino? — perguntou Var, a respirar com dificuldade.
— Beija-me... beija-me outra vez... Pi'Var... por favor... — implorava Kai, convencido de que estava a sonhar.


O doutor debruçou-se sobre o corpo dele na cama. Var passou-lhe a mão pelo cabelo, descendo pela bochecha rosada e, erguendo-lhe o queixo com cuidado, beijou o rapaz com paixão, invadindo a sua boquinha escaldante. Kai gemia baixinho, sentindo a excitação, puxando o doutor ainda mais para si pela bata.


Var remexia-lhe o cabelo, lambendo por dentro a boquinha de Kai. O doutor deixou-se levar de tal maneira que nem reparou que as suas mãos já desabotoavam o pijama do jovem, percorrendo-lhe com os dedos o peito escaldante.


— Ah... Pi'Var... — gemia Kai com voz excitada, quando os lábios do homem lhe deslizaram pelo pescoço, cobrindo-o de beijos, descendo em direção ao peito.


Kai apertava com as mãos a cabeça de Var contra si, saboreando a ternura do doutor. Var tinha consciência de que não devia deixar chupões no corpo do jovem doente, porque seria doloroso para uma pele sensibilizada pela febre.


— Tu dás comigo em louco, Nong Kai... — dizia Var com voz lânguida, descendo em beijos até aos mamilos escaldantes do jovem.


— Pi'Var... Oh... Siiim... — gemia Kai com voz rouca, contorcendo-se na cama pequena sob o corpo forte do doutor.


Var mordiscava e sugava ao de leve os mamilos rijos e empinados, enquanto a sua mão desatava os atilhos das calças do pijama de Kai. Contra a orla das calças já se encostava o membro excitado do pequeno Solzinho. O doutor sentia-o através do pijama e, enfiando a mão nas calças, descobriu, para sua própria surpresa, que Kai não tinha roupa interior. Os seus dedinhos afagavam com ternura a cabeça do membro do rapaz, que continuava a gemer com as carícias do doutor

.

Var desprendeu-se do seu peito e sentou-se sobre as suas coxas, baixando um pouco as próprias calças e libertando, ao mesmo tempo, o membro do seu Solzinho do pijaminha.


Não tenho a certeza de que estejas consciente do que estás a fazer, pequenino... — pensou Var, e decidiu reservar a primeira vez deles para uma decisão tomada pelo jovem de forma consciente.


— Pequenino... vamos fazê-lo juntos. — encontrou Var a saída, chegando-se mais à frente.


Var envolveu os dois membros com a mão e começou a movê-la devagar, apertando-os com firmeza. Os dois membros esfregavam-se um no outro e na mão do doutor, provocando no jovem Kai um prazer estonteante.


— Oh... Pi'Var... M-m-m-m... — gemia o jovem, movendo as ancas ao ritmo dos movimentos da mão do homem.
— Não te mexas, meu Solzinho. Eu faço tudo. Siiim... — dizia Var, respirando com dificuldade e esforçando-se por gemer o mais baixo possível.


Das cabeças dos membros escorria o líquido que permitia à mão do homem reduzir o atrito, facilitando o deslizar. A mão do doutor acelerava, segurando com firmeza os dois membros, quando sobre ela pousou a mão do seu Solzinho, escaldante da febre.


— Ah... estou quase... Mmm... — gemia o rapaz, lambendo de forma sedutora os lábios ressequidos.
— Sim, meu pequenino... eu também... — Var olhava para o jovem, e aquela visão erótica aproximava-o do clímax...


Kai, de pijama desabotoado, com as calcinhas descidas, a pele macia do corpo coberta de manchinhas rosadas dos beijos demorados, as bochechas vermelhas, os labiozinhos ressequidos que o rapaz, por instinto, lambia com a linguinha. Os seus gemidos sensuais excitavam cada vez mais o homem sentado sobre o seu corpo.


— Mais depressa... Ahh... Pi'Var... — quando o pequeno Solzinho dizia o seu nome com aquela voz, Var adorava-o.
— Sim... meu Nong Kai... M-m-m-m... — Var acelerou, obediente, os movimentos da mão.
— Meu doce menino... Siiim... — o líquido turvo salpicou a barriga do jovem, que estremeceu.
— A-a-a-ah... Uh... uh... uh... — com um gemido alto, respirando com dificuldade, uns segundos depois Kai juntou ao esperma do homem, na sua barriga, o seu próprio.


Var deslizava a mão devagar pelos dois membros, como se quisesse espremer deles tudo, até à última gota. O doutor estava muito contente por Fon ter escolhido o antigo quarto de Hima, que tinha duche. Saiu de cima de Kai e dirigiu-se à casa de banho.


Var pegou numa toalha, limpou-se, vestiu as calças e enxaguou a toalha no lavatório. O homem encheu uma bacia de água e voltou ao quarto do seu Solzinho, que já dormia, esgotado pela febre e pelo orgasmo. Var limpava com cuidado os vestígios da recente maroteira. Depois de tirar o esperma da sua barriguinha bonita, Var mudou a água e a toalha, para limpar o corpo de Kai. Terminado tudo, o doutor ajeitou-lhe as calcinhas e abotoou-lhe a camisa, tapando-o com o cobertor.


Var mediu a temperatura, o termómetro marcava 37,3 — e deitou-se ao lado de Kai na cama. O homem abraçava o seu rapaz, passando-lhe o braço por baixo do pescoço, e Kai voltou a enterrar o rosto no peito do doutor. Var sorriu, abraçando o jovem de quem tanto gostava, fechou os olhos e adormeceu.


🍃   🍃 🍃


Mais tarde


Kai começou a mexer-se, abrindo as pálpebras pesadas, e a primeira coisa que viu foi o nome na bata médica: «Rakphonlamuang Chakramon».


O jovem ergueu a cabeça e percebeu que estava a abraçar o doutor Var com os braços e com as pernas e, ainda por cima, que a sua cabeça estava pousada no braço do homem. Corou de imediato, sem perceber onde estava, nem porque dormia o doutor com ele.


— Uf... dorme mais um bocadinho, pequenino... — disse o doutor com voz ensonada, encostando os lábios à testa do rapaz.
— A febre ainda se mantém. Descansa, Nong Kai. — Var voltou a deitá-lo sobre o seu braço, abraçando-o com mais força.
— E posso... ir à casa de banho? — perguntou o jovem baixinho, retirando o braço da cintura do doutor.
— Consegues ir sozinho? Ou levo-te lá? — quis saber Var, abrindo os olhos, e sorriu ao ver as bochechinhas rosadas do rapaz.
— Eu... vou sozinho... — respondeu Kai, inseguro, e o doutor retirou as mãos do seu corpo.


Kai levantou-se da cama, sentindo todas as delícias da febre: dor de cabeça, cansaço, calafrios, o corpo moído. Dirigiu-se à casa de banho e, mal enfiou as mãos nas calças, tocando no membro para urinar, acenderam-se-lhe na cabeça as imagens da maroteira noturna.


Feitas as necessidades, Kai desabotoou logo uns botões da camisa e virou-se para o espelho — mas no seu corpo não havia uma única marca que pudesse confirmar que aquilo tinha sido real, e não um sonho.


Sonhei com aquilo? Foi de certeza um sonho... — pensava Kai.


— Eh! Tu não podes tomar duche! — disse, desagradado, o doutor que acabava de entrar, ao ver Kai a desabotoar a camisa.


Aproximou-se do jovem, colocou-se atrás dele e começou a abotoar-lhe os botões do pijaminha, olhando pelo espelho para a carinha corada do seu Solzinho. O peito do homem encostou-se às costas de Kai, e o jovem guarda-costas sentia o corpo a reagir àquele homem com um formigueiro no fundo do ventre.


— Estás de repouso absoluto! Enquanto a febre não baixar, nada de duches! A julgar pelas análises, tens uma constipação forte. Por agora não te vou perguntar porque estiveste sentado à chuva, nem durante quanto tempo — mas, assim que estiveres melhor, castigo-te, meu menino desobediente! — ralhava Var, olhando Kai nos olhos através do espelho e, abotoado o último botãozinho, pegou-lhe na mão e levou-o para a cama.


Kai nem sabia o que responder porque, enquanto olhava para o doutor no espelho, os acontecimentos da noite iam-se acendendo, cada vez mais nítidos, na sua memória.


Beija-me... beija-me outra vez... Pi'Var... por favor... — vieram à memória do jovem as suas próprias palavras e o beijo apaixonado do doutor.


Var deitou na cama o rapaz, suspeitosamente obediente e calado, tapando-o com o cobertor.


— Vou dizer à enfermeira que te traga o pequeno-almoço e os medicamentos. — disse Var com calma, encaminhando-se para a porta.
— Vais-te embora? — perguntou Kai com a voz a tremer, sentando-se na cama, assustado com a possibilidade de o doutor voltar a abandoná-lo por vários dias.


Var estacou ao ouvir o tom de Kai e virou-se. O jovem parecia um gatinho assustado.


— Ontem tive de pôr o trabalho de lado, porque trouxeram ao hospital um certo rapaz teimoso, que se agarrava à minha bata e implorava que eu não fosse embora. Agora... só preciso de escrever o relatório. — Var não conseguiu resistir, ao ver Kai tão nervoso.


O doutor voltou até à cama, passou-lhe a mão pelo cabelo com ternura e disse com suavidade:


— Então que é isso, pequenino? Oh... Não vou a lado nenhum, contente?


Var pegou no telemóvel e fez uma chamada:


— Bank, traz ao quarto 528 dois pequenos-almoços, os medicamentos que eu receitei e os formulários dos relatórios, da sala dos médicos... Sim... Obrigado, Bank.


Kai olhava para ele sem perceber; era verdade que não queria que Var se fosse embora, mas, ainda assim... porque é que ele não foi? Os seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta.


🚪 Toc, toc


Depois da batida, a porta abriu-se e por ela entraram Hima e Fai, com um cesto de fruta.


— Doutor, viemos visitar o doente. Como está ele? — disse Fai a sorrir, ao vê-los sentados lado a lado.
— Hoje fazemos mais umas análises e espero que não seja uma pneumonia viral. Para já, posso dizer que, pelos sintomas, ele tem uma virose respiratória em forma grave. O Kai vai ficar cá uns dias. — respondeu Var com seriedade.
— Obrigado por tomar conta dele, doutor Var. Se precisar de alguma coisa, não hesite. — disse Hima, abraçando Fai pela cintura.
— O que eu preciso... é que o seu guarda-costas, Khun Fai, não se deixe chegar a um estado destes. — disse Var, desviando o olhar de Fai para Kai.


🚪 Clique


A porta abriu-se e entrou no quarto um enfermeiro com um tabuleiro, onde vinham dois pequenos-almoços, comprimidos, uma garrafa de água e os documentos.


— Doutor Var, está tudo como pediu. Mas... o doutor não devia estar em casa até segunda-feira? — estranhou Bank.
— Obrigado. Deixa aí. Se for preciso alguma coisa, nestes dois dias encontram-me aqui. — disse Var; Kai olhou para ele, surpreendido, e o doutor reparou.
— Que é esse olhar? Quem é que passou a noite inteira agarrado à minha bata, a pedir que eu não fosse embora? — troçou Var à frente de todos, e o jovem corou num instante.
— Pi'Var! — indignou-se Kai com a voz rouca, sentindo a cara a arder.
— Que foi? Ou queres que eu diga O QUE mais tu gemias, enquanto deliravas? — perguntou o doutor com malícia e um sorriso matreiro.


Hima e Fai deram uma risadinha e saíram do quarto em silêncio. Bank deixou o tabuleiro onde o doutor tinha pedido e saiu também porta fora.


— Vamos comer, tens de tomar os medicamentos. Eu não como desde ontem à noite. — propôs Var com toda a calma, como se um instante antes não tivesse estado a ameaçar o rapaz.
— Dou... Pi'Var... O que é que eu disse? — insistiu Kai baixinho porque, a julgar pelo «sonho», ele e o doutor tinham feito aquilo que Kai costuma fazer sozinho... masturbar-se.
— Primeiro come e toma os medicamentos. Para conversas, temos dois dias inteiros pela frente. — insistiu Var, aproximando a mesinha da cama de Kai e pousando nela o tabuleiro com a comida.
— Então? Comes sozinho, ou tenho de te dar de comer à boca, como a um menino pequeno? — continuou Var, vendo que o seu Solzinho pensava de mais.


Kai abanou a cabeça e, agarrando na colher, começou a comer a papa. O doutor sorriu e estendeu-lhe um copinho com o comprimido que devia ser tomado à refeição.


— Toma. Este é para tomar durante a refeição.


O jovem estendeu a mão para pegar no copinho, roçando ao de leve a mão fresca do doutor. Kai ergueu os olhos num instante e encontrou o olhar caloroso de Var. O seu olhar voltava a ser terno, e não como aquele, no dia do carro. O jovem nem deu conta da lágrima que lhe escorreu pela bochecha.


— Eh, Nong Kai... que se passa? Dói-te alguma coisa? — perguntou Var, aflito, limpando com a outra mão a lágrima que corria pela bochecha do rapaz.


Com aquele toque atencioso, Kai sentiu o coração bater mais depressa. Limitou-se a abanar a cabeça, sem dizer palavra. Var afastou a mesinha e puxou o rapaz para os seus braços.


— Anda cá, tontinho. Estou aqui, não vou a lado nenhum. Não chores, Solzinho. — falava Var com Kai num tom apaziguador, afagando-lhe o cabelo e as costas.


🚪 Clique


— Doutor Var, porque é que ainda está... aqui? — a voz de Kate passou de desagradada a chocada quando entrou no quarto sem bater e viu Var a abraçar o miúdo.
— Kate, não te ensinaram a bater à porta antes de entrar?! — Sem largar o jovem do abraço, Var ergueu os olhos para ela.
— O que é que... E porquê?... Quem é este miúdo para ti? — conseguiu ela, por fim, juntar as palavras numa frase.
— Ao que vieste, Kate? — Var não queria responder às perguntas dela, por isso decidiu responder com outra.
— Que tal largares primeiro esse fedelho? — disse ela, com ciúme.
— Este fedelho é o meu namorado; porque haveria eu de o largar? Se não tens nada de grave e ninguém está a morrer, sai do quarto e considera que estou em casa até segunda-feira. O relatório, entrego-o como deve ser, até às dez da manhã. — o doutor não se conteve, escorraçando a mulher importuna e beijando com ternura a têmpora do rapaz.
— Alinha comigo, pequenino. — sussurrou Var, de forma a que só Kai o pudesse ouvir.
— O teu quê? — insistiu ela, olhando com espanto para Var a abraçar o rapaz.
— Raios, minha senhora, vá mas é verificar os ouvidos: acabaram de lhe dizer que eu sou namorado dele. 

Ou percebe mal o tailandês? Posso repetir-lhe as palavras do Pi'Var em inglês ou em chinês. — disse Kai, inesperadamente alto, enroscando os braços na cintura do homem.


Var sorriu, satisfeito, ao ouvir as palavras do seu Solzinho e, virando-se, beijou-o na bochechinha. Kate, em choque, nem se conseguia mexer.


Impossível... — pensava a mulher.


🍃   🍃 🍃


De volta a Dao e a Fon


Os rapazes entraram no carro e Mix levou-os para casa. No caminho do hospital, Fon adormeceu abraçado a Dao, e ele não o q uis acordar. O Lobo levou o seu menino ao colo de volta para a cama e, vestindo as calças do pijama, voltou a deitar-se. Às oito da manhã tocou o despertador de Dao, e ele desprendeu-se com cuidado do abraço do seu doce Husky, para não o acordar, seguindo para o duche.


Os rapazes entraram no carro e Mix levou-os para casa. No caminho do hospital, Fon adormeceu abraçado a Dao, e ele não o quis acordar. O Lobo levou o seu menino ao colo de volta para a cama e, vestindo as calças do pijama, voltou a deitar-se. Às oito da manhã tocou o despertador de Dao, e ele desprendeu-se com cuidado do abraço do seu doce Husky, para não o acordar, seguindo para o duche.

Já vestido depois do duche, Dao voltou junto da cama da sua esposa, beijou-o com ternura na bochechinha e saiu do quarto. Na sala de jantar, esperavam-no Hima e Fai.


— E porque é que o Fon não está contigo? Não o deixaste dormir a noite inteira, foi? — quis saber Fai, a sorrir.
— Por acaso... o teu amigo passou metade da noite no hospital, com o teu guarda-costas. — respondeu Dao, carrancudo, embora soubesse que aquele ciúme, agora, não tinha fundamento.
— O quê? Com quem? Porquê? — insistiu logo o Cachorrinho, pousando os talheres.
— Acordei a meio da noite e o Fon não estava no quarto. Quando desci, o Gui disse-me que o Fon e o Mix tinham levado o Kai ao hospital, porque ele perdeu os sentidos com febre alta. Mudei de roupa e o Gui levou-me ao hospital. Entregámos o teu guarda-costas nas mãos do doutor Var e viemos para casa. Não sei quanto é que ele dormiu esta noite, por isso decidi não o acordar cedo. — contou Dao, e Fai olhou para Hima.
— Hia, podemos passar pelo hospital a visitar o Kai antes do trabalho? — perguntou Fai, sorridente, e Hima assentiu.


Despachado o pequeno-almoço, Fai e Hima partirampara o hospital. Dao não tinha pressa com a comida: hoje ia primeiro ao escritório e só depois à pista.


— Leo, diz ao Gui, quando ele acordar, que leve o Fon ao escritório. — disse Dao ao rapaz de serviço na casa, ao sair.


Ball levou Dao ao escritório; enquanto Hima estava de baixa, era Dao quem tratava dos documentos e das reuniões. Para hoje estava marcada uma reunião ao meio-dia com um representante da cadeia de hotéis onde Hima planeava, há já muito tempo, abrir um casino. Tudo o que Dao sabia era que à reunião devia comparecer um representante da empresa «Lux».


Dao tinha três horas até à reunião, por isso decidiu rever os documentos dos negócios que Fai tinha conduzido.


🍃   🍃 🍃


Mansão Kittichat


Fon acordou passava das dez; correndo a mão pela cama, não encontrou lá o marido. Pegando no telemóvel da mesinha, o Husky percebeu que Dao não o tinha querido acordar e fora trabalhar. Desde que voltaram de Moscovo, trabalhavam sempre juntos.


Fon foi ao duche e vestiu-se: uma camisa branca de decote fundo, sem botões, estampada com carpas azul-escuras, calças de ganga azuis e sapatilhas brancas.


O Husky desceu à sala de jantar e petiscou umas torradas. Olhou para o relógio: eram 11h10.


📞— "Querido, o que queres para o almoço? Eu passo pelo caminho e compro."
📞— [Bebé, tenho uma reunião ao meio-dia no escritório do Hima. Se conseguires chegar antes das 11h45, compra-me pad thai de camarão no Mall.] — disse Dao.
📞— "Então vou na Bebé; assim, de certeza que chego a tempo de alimentar o meu marido adorado." — atirou Fon, galanteador, a sorrir.
📞— [Oh... tu lá sabes como me fazer amar-te ainda mais... Espero por ti no escritório, bebé.] — respondeu Dao, e terminou a chamada.


O Husky ligou ao restaurante e encomendou o pad thai de Dao para levar. Fon, a sorrir, subiu ao quarto, tirou o casaco do roupeiro e desceu depressa à garagem, vestindo-o pelo caminho. Para andar na Bebé, o marido tinha-lhe comprado um casaco de cabedal vermelho.


— Chefe, o Khun Dao disse-me para o levar ao escritório. — disse Gui, hesitante, ao ver Fon de casaco vestido.
— Acabei de falar com ele, vou de mota. Hoje podes ficar em casa, Gui. — interrompeu-o Fon com um sorriso, montando a mota, ligando a Bebé e pondo o capacete.


Fon saiu da garagem, rumo ao Mall, para comprar o almoço do marido. O caminho, na Kawasaki, levou-lhe só quinze minutos. Fon estacionou a mota e dirigiu-se ao restaurante cujo pad thai era o preferido de Dao.


Um rapaz bonito, de casaco vermelho vivo e capacete na mão, atraía a atenção das pessoas. Uns tiravam fotografias, outros limitavam-se a observá-lo com interesse, outros sorriam. Fon chegou depressa ao restaurante, levantou a encomenda e voltou para o estacionamento. À saída, surgiu-lhe de repente pela frente um tipo alto, que lhe deu um murro no estômago.


Fon não esperava o golpe e caiu no asfalto. Ergueu a cabeça e viu o tipo a caminhar em direção à sua Bebé. Fon levantou-se, vencendo a dor, e avançou para a mota. O tipo virou-se de frente para Fon, e o Husky reconheceu-o: era Fast. Fast sorriu com desdém, tirando uma chave do bolso...


Bzzzzz...


O ranger do metal chegou aos ouvidos de Fon e ele gelou, percebendo que aquele cretino tinha riscado a sua Bebé.


— Eh! — gritou Fon, correndo para a Bebé.


Fast bateu-lhe outra vez, agora na cara. Fon perdeu o equilíbrio e sentiu o sabor do sangue na boca.


— Quanto é que te custou esta mota, fedelho? Deves chupar mesmo bem, para o teu maridinho ta ter oferecido. E assim... continuas a gostar tanto da tua mota? — troçava Fast, deixando na Kawasaki mais um risco profundo.


Fon pôs-se de pé, avançando para o tipo, mas Fast correu para o carro que o esperava e desapareceu. Fon aproximou-se da Bebé e, ao ver nela os dois riscos, desatou a chorar... Tinha um enorme apego à Kawasaki, porque fora a primeira prenda do seu amado. E a questão nem sequer era o preço — era a mota em si.


Fon passou a mão pelos riscos e o ecrã do smartwatch acendeu-se, mostrando as horas: 11h40. O Husky lembrou-se de que tinha de estar no escritório dentro de cinco minutos. O jovem limpou as lágrimas, pôs o capacete e montou a mota, percebendo que chorar, agora, não servia de nada — e não queria deixar o marido com fome.


Fon chegou ao escritório e subiu de elevador até ao andar certo. Ia abatido e zangado, sem prestar atenção aos olhares estranhos das pessoas no edifício.


Ding

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