41 – Um piloto, duas apostas (parte 1 de 3)
Enquanto Prem e os rapazes verificavam as motas, Dao mostrava ao Husky informações sobre Fast, o piloto contra quem a sua esposa teria de correr hoje. Abriu os vídeos das corridas dele de há dois anos, que Dark lhe tinha enviado. Fon reviu-os várias vezes, avaliando o adversário.
— Ele é bom, Pi. Tem muita experiência e uma técnica de condução excelente. Não sei se consigo vencê-lo. — disse o pequeno com sinceridade, com um tom de tristeza e preocupação na voz.
— Não te preocupes, bebé. Se perderes, compro uma mota ao Prem para substituir a que ele lhe vai entregar. Mas se ganhares, compro uma mota nova para ti. Aquela que tu quiseres. — Dao decidiu animar a esposa, abraçando-o por trás e beijando-o na têmpora.
— Não me provoques, Papá... sabes bem que não me chegou. — disse Fon baixinho, para que os rapazes de Prem ali perto não ouvissem.
— Então... depois da corrida... como-te mais umas quantas vezes... meu Husky insaciável... — sussurrou Dao com voz lânguida, mordendo-lhe suavemente a orelha.
Fon arrepiou-se de imediato e começou a excitar-se, sabendo perfeitamente que as «umas quantas vezes» de Dao significavam, no mínimo, três rondas. Apertou com mais força o seu pequeno rabo contra o corpo do marido, com um sorriso no rosto.
Prem saiu da garagem e, ao ver aquele casal adorável, sorriu.
— Eh... ainda falta meia hora para a corrida, Cerejinha. Queres as tuas «nuvens de morango»? Já estão no frigorífico. — disse Prem com um sorriso.
— Eu... comi doces antes de vir para cá. Posso comê-las depois da corrida? — respondeu Fon, segurando a mão de Dao pousada na sua barriga.
— Ohho! O que é que fizeste ao meu amigo, Pi'Dao? O Fon a recusar a sobremesa preferida... isto é novidade. — Prem estava a meter-se com Fon quando o seu olhar caiu sobre a mão do Husky, onde brilhava um anel.
Prem aproximou-se para confirmar que não estava a ver mal.
— Não pode ser... Fon... isto é assim tão sério? Estás grávido? — De choque, Prem até o tratou pelo nome, coisa que nunca fazia na pista.
— De que estás a falar, Pi? — Fon não percebeu do que Prem falava até o ver a olhar para a sua mão.
— Ooh... sim, o Papá pediu-me em casamento em Roma. — Fon levantou a mão, mostrando a Prem o anel no dedo.
— Em Roma? Quando é que foste parar a Roma? — Prem não estava a entender, porque não via Fon há cerca de um mês.
— Depois conto-te, Pi'Prem. Voltámos de Moscovo para Banguecoque há apenas dois dias. — respondeu o Husky, surpreendendo Prem ainda mais.
Dao limitava-se a sorrir, satisfeito, sem largar a esposa do abraço.
— Bebé, está na hora de te preparares. Anda, ajudo-te a vestir o fato. — Dao tirou as mãos da cintura de Fon e, pegando-lhe na mão, arrastou-o para o balneário.
Prem ficou apenas a olhar, atónito, enquanto o casal se afastava.
— Chefe, há uma briga na garagem! — gritou Wai, ofegante, correndo até Prem.
Prem apressou-se de imediato para a garagem. Ao entrar, viu Non sentado nas costas de um homem que tinha quase o dobro do seu tamanho.
— Quem te deixou entrar aqui? Fala! — Com uma voz grave e severa, Non exigia uma resposta, torcendo os braços do homem atrás das costas com mais força.
💓 💓 💓
Prem olhou para Non e o coração bateu-lhe mais depressa. Por alguma razão, aquele rapaz parecia-lhe tão sexy quando era bruto. Tinha o lábio rebentado, a pele dos nós dos dedos esfolada e a respiração entrecortada.
— O que aconteceu, Nong Non? — Prem aproximou-se, erguendo-lhe a cabeça pelo queixo para verificar se tinha mais ferimentos.
— Tentou esgueirar-se para a garagem, mentindo que tinhas sido tu a mandá-lo verificar a mota. Só que este idiota não contava que já tivéssemos verificado tudo. — Non olhou para Prem e, nas últimas palavras, empurrou com força o homem debaixo de si.
— Vamos levantá-lo, Nong. — sugeriu Prem, e Non saiu logo de cima do homem, puxando-o para si com esforço e pondo-o de pé sem ajuda de ninguém.
Prem olhou para o homem.
— Não é dos meus. — respondeu Prem, e Non olhou para ele.
— Pi'Prem... tira-me o cinto. — disse Non, e Prem corou com aquelas palavras.
— Pa... para quê? — Prem já não raciocinava bem.
— Para lhe atar as mãos, para que havia de ser? Ou têm algemas por aqui? — Non olhou para Prem e viu-lhe as bochechas coradas.
Prem abanou a cabeça e aproximou-se de Non.
— Eh! Não venhas pela frente, não queres que ele te magoe, pois não? Vem por trás. — avisou Non, e Prem, engolindo em seco, passou para as suas costas.
As mãos de Prem envolveram a cintura de Non, deslizando pelos lados do cinto à procura da fivela. As mãos suavam-lhe e a respiração acelerava enquanto tentava, atrapalhado, desapertar o cinto das calças de ganga. Prem apoiou o queixo no ombro de Non para ficar mais estável. Non sentia a respiração quente dele no pescoço e um arrepio percorreu-lhe o corpo inteiro, fazendo-o apertar ainda mais as mãos do intruso. Por fim, Prem conseguiu abrir a fivela, puxou o cinto das calças e estendeu-o a Non.
Non agarrou o cinto e atou rapidamente as mãos do intruso.
— Porque te esgueiraste para aqui? — perguntou Non, contornando o homem e encarando-o de frente.
O homem manteve-se em silêncio. Prem pôs-se ao lado de Non e viu que o rosto do homem estava bem mais maltratado do que o dele.
— Se não me disseres, chamo o jovem chefe para te arrancar a informação. — ameaçou Non, mas o homem limitou-se a sorrir.
— Pi'Prem... chama o Khun Fon... — Com um sorriso maroto, Non virou-se para Prem.
— Para que precisas de me chamar, Non? — soou a voz de Fon, que entrava na garagem com Dao.
—— Chefe... jovem chefe... Apanhei este homem a tentar mentir, dizendo que o Pi'Prem o tinha mandado verificar as máquinas. — Non inclinou a cabeça perante os rapazes.
— Tentaste fazer mal às minhas meninas?! — Fon acendeu-se num instante: afinal, tinha sido ele próprio a melhorar e a remontar as motas de Prem.
Dao não teve tempo de o agarrar pelo braço. Fon lançou-se de imediato sobre o homem. O Husky desferiu-lhe um pontapé por trás do joelho e o homem enorme voltou a cair, ajoelhado no chão. Agora era Dao quem assistia ao espetáculo com um sorriso rasgado.
Fon agarrou o queixo do homem e estendeu a mão a Prem.
— Cerejinha... é mesmo preciso? Tens uma corrida daqui a quinze minutos. Vais sujar o fato. — perguntou Prem, pois sabia que o Husky lhe estava a pedir uma chave.
— Papá... passa-me a chave de 32. — Com um sorriso, Fon virou-se para Dao, que pegou logo na chave do tamanho certo em cima da mesa.
— Tenho pouco tempo, grandalhão. Por isso, é melhor começares a falar. — Fon olhou para o homem enquanto Dao lhe colocava a chave na mão.
— Non... grava um vídeo para o dono dele... — disse Dao, e Non sacou logo do telemóvel e ligou a câmara.
— Se ele é estúpido ao ponto de mandar o seu cãozinho fiel sozinho fazer o trabalho sujo, então tem de estar preparado para que o seu animal de estimação volte todo partido... ou não volte de todo. — disse Fon com um sorriso.
Crac!
O rosto do homem virou-se bruscamente para o lado e ele gemeu de dor. Na mandíbula abriu-se um golpe a sangrar, feito pela chave.
Crac!
Outro golpe chegou do lado oposto, atirando o homem ao chão, com Fon de pé sobre ele.
— Estás pronto para me dizer um nome? — perguntou Fon com um sorriso, mas o homem cuspiu-lhe sangue para o fato.
— Filho da puta! Cabrão! Sujaste-me o fato! — gritou Fon e, agarrando-o pelo colarinho, começou a desferir-lhe soco atrás de soco na cara.
— Para, bebé. Para. — disse Dao, percebendo que o homem no chão já estava inconsciente, mas Fon parecia não o ouvir.
— Esposa! Chega! — gritou Dao, e Fon congelou com o punho erguido no ar.
Non parou a gravação.
— Prem, traz uma toalha e água. É preciso limpar o fato do meu menino. — pediu Dao, e Prem ligou a Wai para que trouxesse depressa uma toalha e umas garrafas de água.
— Eu vou para a pista; o Wai disse que o tipo já chegou para a corrida com o Cerejinha. Rapazes, despachem-se com o fato. Vou mandar limpar isto tudo à pressa... e, enquanto lavam o sangue, temos de ganhar tempo. Não podemos levantar suspeitas. — disse Prem, e Non assentiu, compreensivo.
— Pi, para onde levo o corpo? — perguntou Non, consciente de que os rapazes viriam à garagem buscar as motas para a corrida.
— Por aquela porta sais para o armazém das peças. Ao entrares, do lado direito, a segunda porta dá para a cave. Por agora, fica de olho nele lá. Quando a corrida começar, vou ter contigo. — Prem apontou para a porta e saiu da garagem, ao mesmo tempo que Wai entrava a correr com a água e a toalha.
Wai ficou de boca aberta com o cenário: Non a arrastar o corpo inanimado do homem para a porta do armazém, e Dao a segurar a mão de Fon, que ainda empunhava a chave ensanguentada, com o fato salpicado de sangue.
— Wai, mexe-te. Dá cá isso. Arranja já gente para pôr isto em ordem em dez minutos. — ordenou Dao, e Wai apressou-se a entregar-lhe a toalha e a água.
Dao pôs-se a esfregar rapidamente o sangue do fato.
Ainda bem que era vermelho e as manchas não se notavam muito. Mas o cheiro a sangue fresco ainda se sentia. Wai chamou alguns rapazes aos gritos, enquanto Non desaparecia atrás da porta.
— Se não fosse a corrida agora, fodia-te aqui mesmo, com esse fato vestido... estavas tão sexy, meu bebé... — sussurrou Dao a Fon, pegando-lhe na mão e pousando-a sobre a sua braguilha saliente.
— Anda, querido. Temos de ganhar tempo para limparem a garagem. — Fon pegou na mão de Dao e saiu da garagem, dirigindo-se a Prem.
— Aí vem o Cerejinha. — disse Prem ao ouvir passos atrás de si.
— Desculpa, Pi. Eu... atrasei-me um bocadinho... com o meu marido. — Fon decidiu usar aquilo como desculpa.
— Então... Pi... quais são as condições? — Fon olhou para o recém-chegado: era mesmo Fast, o piloto dos vídeos que Dao lhe tinha mostrado.
— Quero uma corrida de três voltas. Nas vossas máquinas. Como prémio, quero a mota em que o Cerejinha vai correr. — disse Fast, observando Dao com interesse.
Fon reparou que o tipo olhava descaradamente para o seu marido e sorriu docemente a Fast.
— E o que é que eu ganho de interessante se vencer, Fast? — perguntou Fon, passando o braço pela cintura de Dao.
O rapaz ficou um pouco desconcertado por Fon o tratar pelo nome, já que não se tinha apresentado a ninguém ali.
— Dinheiro não me interessa. Acho que... quero como prémio... respostas a três perguntas que me interessam. — Fon olhava para Fast com um sorriso, enquanto Dao o abraçava pela cintura, por trás, a mostrar a quem ele pertencia.
— Respostas? Hah... está bem. Cento e cinquenta mil e três respostas. Satisfeito? — Fast estava confiante: sabia que aquele baixinho pouco poderia fazer contra um piloto profissional.
— Só respostas sinceras, Pi. — acrescentou o pequeno, e Fast assentiu.
Wai aproximou-se de Prem e segredou-lhe que a garagem estava limpa. Ao ver Wai, o Husky percebeu que já podiam escolher as máquinas.
— Então... em que queres correr? — perguntou Fon; virou-se, pegou na mão de Dao e encaminhou-se para a garagem.
Prem, Fast e Wai seguiram-nos. Entraram todos na garagem, e Fast pôs-se a examinar as máquinas.
— Presumo que também escolhes aquela em que eu vou, já que a queres como prémio? — perguntou Fon, e Fast olhou de relance para Dao, que contemplava a mota em que ele e Fon tinham competido um contra o outro.
— Quero aquela como prémio. — disse Fast, apontando precisamente para a mota que Dao estava a olhar.
Embora, à primeira vista, o olhar de Fast tivesse caído sobre a última mota comprada por Prem, por alguma razão escolheu outra.
— Então, para a corrida ser justa, vais correr numa mota igual à minha. — propôs Fon, e Fast assentiu.
Prem pediu a Wai que acompanhasse Fast ao balneário para se poder equipar. Afinal, ele tinha trazido o próprio fato e só precisava de um sítio para o vestir. Quanto a Prem, desceu à cave ter com Non, na esperança de que o tipo lá em baixo falasse.
Fon e Fast alinharam na linha de partida, e Dao saiu para se despedir da esposa. Beijou apaixonadamente Fon, já sentado na mota, e ajudou-o a pôr o capacete. O público assobiava e gritava por eles.
— Sê apenas tu mesmo, meu bebé. Não penses no resultado. Amo-te. — disse Dao, voltando para trás da vedação.
Os rapazes ligaram os motores e, no poste lá em cima, acenderam-se as luzes vermelhas... Assim que surgiu o verde, as duas motas arrancaram. Fon, como sempre, só via a pista à sua frente e mais nada. Era disso que Dao gostava na sua esposa: quando o Husky estava ao comando de uma mota, tudo à volta deixava de existir. Na primeira volta, Fast liderava com uma pequena vantagem de um quarto de mota. Fon já não corria na pista de Prem há muito tempo e, por isso, não tinha pressa em assumir a liderança.
Na segunda volta, Fast começou a colar-se cada vez mais à mota de Fon, tentando obrigá-lo a forçar a velocidade. Só que ele não sabia que Fon, muito simplesmente, nem dava por ele. Na terceira volta, Fast tentou encostar Fon à berma do asfalto numa curva, mas o pequeno saiu dela com mestria, quase deitando a mota de lado. Fast não esperava tamanha técnica do fedelho: não acreditava que ele tivesse força para segurar a mota naquela inclinação e ainda a endireitar depois. Dao via todos aqueles truques sujos de Fast e já fervia de raiva e de medo de que o seu pequeno Husky se magoasse.
Fon cortou a meta em primeiro, embora a diferença fosse de apenas alguns segundos. Dao dirigiu-se logo a ele. O público aplaudia-o, gritando a sua alcunha, enquanto o pequeno Fon, com o seu jeito encantador, passava a perninha por cima do assento da mota. Só aquele movimento já acalmava o Lobo, mas, quando viu o sorriso satisfeito da sua esposa, Dao abraçou-o, sorridente.
— Bebé, que mota te compro para andares? Para ti, o que quiseres. — perguntou Dao, e o Husky, sorrindo, beijou-o nos lábios, deslizando para dentro a sua pequena língua.
— Eu... quero é montar-te a ti... acho que isso não te vai custar um único baht. — sussurrou-lhe Fon ao ouvido, e Dao beijou o pequeno de volta de imediato, sem prestar atenção nenhuma a um Fast contrariado.
— O dinheiro podes entregá-lo ao Wai. Ah, é verdade. As minhas três perguntas. — Fon descolou-se dos lábios do marido e dirigiu-se a Fast.
— Pergunta. O acordo é para cumprir. — respondeu Fast, de braços cruzados junto à mota.
— Primeira: tu és um piloto profissional. Mesmo que tenhas tido uma lesão, tenho a certeza de que motas não te faltam. Então para que precisas de uma mota da garagem do Pi'Prem? — Fon fez a pergunta, e Fast não esperava que aquele miúdo soubesse tanto sobre ele.
— Foi uma ordem do meu chefe. — respondeu Fast, sem entrar em pormenores.
— Certo. Segunda pergunta: a mota que te mandaram escolher para mim era outra, verdade? — Fon olhava para ele com um sorriso, e o rapaz engoliu em seco.
— Sim. — disse Fast, seco.
O Husky sorriu de novo e decidiu fazer a terceira pergunta.
— Foste tu que mandaste aquele homem sabotar a mota em que eu devia correr? — o pequeno lançou a última pergunta, e Fast ficou calado.
— Está bem. Se não consegues responder a essa, responde a outra: escolheste esta mota para mim porque viste como o meu marido olhava para ela, certo? — Fon quis confirmar o que tinha visto na garagem.
— Sim. — respondeu Fast com sinceridade.
— Bem... obrigado pelas respostas. — agradeceu Fon com um sorriso e virou-se para Wai.
— Pi, traz a minha última menina para a partida. — pediu Fon, e Wai, assentindo, apressou-se para a garagem.
Fast olhou para Fon e Dao sem perceber nada.
— Papá, queres dar uma volta comigo, não queres? Eu vou nesta mesma mota e tu naquela que o Wai foi buscar. — Fon pousou carinhosamente a mão do anel no peito de Dao, e Fast reparou no anel.
— Para a minha esposa adorada, qualquer capricho. — Dao inclinou-se logo e beijou Fon na bochecha.
— Ah, podes ficar a ver a corrida, Pi'Fast. Acho que... vai ser interessante. — Fon nem se deu ao trabalho de pôr o capacete; limitou-se a subir para a mota.
Wai levou a mota até à linha de partida e Dao montou-a sem fato nem capacete. Fast parecia nervoso.
— Uma volta, querido. — piscou o olho Fon, e Dao percebeu as intenções do seu pequeno.
— Nem sequer vestes o fato? — perguntou Fast a Dao, que abanou a cabeça.
— Para quê? O Cerejinha também já ganhou uma corrida de t-shirt e calças de ganga. — disse Dao, montando a mota com elegância.
— Wai! Daqui a um minuto, liga as luzes. — ordenou Fon, e Wai assentiu, dirigindo-se ao posto de controlo.
— Bebé, a minha mota é mais potente, mas não esperes que te facilite a vida. — disse Dao, ligando o motor.
— Sabes bem o que te acontece se facilitares. — respondeu Fon com um sorriso, ao ver acenderem-se as luzes vermelhas.
As luzes passaram a verde e os dois arrancaram, sem querer ceder um ao outro, e Fast estava nervoso, porque sabia que a mota de Dao não estava em condições.