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40 🔞 – Curiosidades (parte 2 de 2)

Entretanto, na pista do Dao


Como o Dao e o Fon estiveram fora quase duas semanas, nĂŁo houve corridas de apostas altas. Sem um representante da pista, o Non nĂŁo se atrevia a deixar outros pilotos correr, com medo de que perdessem e de que isso desse má reputação Ă  pista. Quando o Fai reuniu toda a gente em casa, o Non nĂŁo pĂ´de vir, porque estava a resolver uma disputa com um cliente arrogante, que exigia uma corrida com o representante deles dentro de trĂŞs dias,  e, se nĂŁo a houvesse, publicava online que aquela pista sĂł sabia fazer corridas para crianças. Se o Dao viesse a saber que o Non nĂŁo conseguira lidar com um cliente histĂ©rico, era castigado de certeza. O Non lá conseguiu combinar a corrida para trĂŞs dias depois daquela conversa, porque sabia que o Dao e o Fon já tinham voltado.


O Fon decidiu fazer, logo desde a manhã, um dia de testes a todas as motas da pista, para estar preparado para quaisquer condições que aquele tipo lhe impusesse. Queria saber do que é que cada mota era capaz. Desde manhã cedo, o Fon e o Dao correram juntos na pista, em motas diferentes, e, na maior parte das vezes, era o Fon que ganhava. O Dao não lhe dava vantagem, porque sabia que o Husky ia ficar, de certeza, ofendido se ele se deixasse ganhar. Ao parar depois de mais uma corrida, o Dao olhou para as horas e viu que já eram quase três da tarde e ainda não tinham almoçado. O Dao foi ter com o Fon, que tinha tirado o capacete e estava ao pé da mota, de fato.


Os braços do Dao envolveram logo a cintura do rapaz à sua frente e, a inclinar-se, sussurrou-lhe à orelha:


— Estou com fome, pequenino.


O Fon ergueu a cabeça, a olhar nos olhos do Dao, onde viu ternura, e sorriu ao de leve.


— Pi… queres comer a comida, ou a mim? — o Fon perguntou-lho diretamente, e era precisamente isso o que o Dao mais gostava nele.
— E posso comer-te a ti e à comida ao mesmo tempo? — o Dao brincou. O Fon pensou e acenou que sim.
— Vamos ao 7-Eleven? — sugeriu o Fon. O Dao concordou de bom grado.


A loja não ficava longe, e os rapazes chegaram lá depressa na mota do Fon. Quando entraram, chamaram logo a atenção das pessoas lá dentro. Dois rapazes de fato de motociclista a entrar.


O Fon agarrou logo o braço do Dao e arrastou-o para a secção da fruta. O Husky pegou em morangos e em uvas e, já agora, na secção dos lacticínios, tirou duas latas da prateleira e virou-se para o Dao.


— De qual é que queres mais? Chocolate ou clássico? — o Fon erguia as latas, uma de cada vez, com um sorriso na cara.
— Vais fazer um bolo, pequenino? — perguntou o Dao. O Fon acenou que sim.
— Oh… levamos as duas. Nunca se sabe se dá jeito — o Fon não esperou pela resposta e pôs as duas latas no cesto que o Dao trazia no braço.


Pagaram na caixa e voltaram para a pista. Ao estacionar a mota, o Dao ia com o saco das compras em direção à cozinha, mas o Fon puxou-o para o escritório do Dao. Ao entrar e trancar a porta à chave, o Fon abriu devagar o fecho do fato. O Dao virou-se ao ouvir o som e olhou para o seu menino, que, sem dúvida nenhuma, o estava a provocar. O Dao apoiou o rabo na borda da secretária e, a cruzar os braços no peito, ficou a observar o Fon. O Husky percebeu que os seus gestos tinham sido notados e aproximou-se com passos lentos, a continuar a abrir o fecho.


Ao chegar Ă  secretária, o Fon tirou do saco as caixinhas dos morangos e das uvas — e tambĂ©m a lata de natas batidas. O Husky segurava um morango entre os dentes brancos ao aproximar-se do Dao. Passou-lhe a fruta da boca para a boca do seu homem, a correr a mĂŁo pelo peito dele, a abrir-lhe o fecho do fato. 


O Dao aceitou o morango e puxou o Fon para si, a tirar-lhe o fato.


— Tu não querias comer-me a mim e à comida ao mesmo tempo? Agora já podes fazê-lo, papá… — o Fon pegou na lata e espremeu um pouco de natas no dedo, a espalhá-las nos próprios lábios.


O Dao começou logo a lamber as natas dos lábios do rapaz, que já eram por natureza carnudos. O Fon tirou-lhe o fato, e ficou só de boxers azuis. O Dao tirou uma uva da caixa e passou-lha para a boca num beijo. Entretanto, o Fon já saía do fato, e o casal, aos beijos, deslocou-se com a caixa dos morangos e a lata de natas para o sofá.


O Dao sentou-se no sofá, e o Fon trepou-lhe logo para o colo, a enrolar um braço no pescoço dele e a inclinar-se ao de leve para trás, com o outro braço a enfeitar o próprio pescoço e os dois mamilos com natas, e a pousar em cima de cada um um moranguinho. O Dao já era louco pelo Fon sem estas encenações; mas agora… aquilo era uma coisa nova. Nunca pensou que o seu Husky fosse mesmo decidir juntar a comida com o sexo.


O Dao começou logo a lamber as natas do pescoço do Fon com a língua, a descer até ao peito. O Fon gemia com os chupões que o Lobo faminto lhe ia deixando pelo corpo. Quando o peito do Fon ficou limpo das natas, o Dao inclinou-se ligeiramente para a frente, a segurar o seu menino pela cintura com um braço e, com o outro, varreu tudo para o chão de cima da mesa de centro de vidro, ao lado do sofá.


O Fon sentiu as costas a tocar no vidro frio; e, agora, o Dao inclinava-se na sua direção, com um morango na boca. O Fon deu uma dentada na fruta que espreitava da boca do Lobo e puxou-o para si, a beijá-lo com paixão. O Dao nem reparou quando o Fon lhe meteu o seu pedaço na boca. O homem arrancou-se dos lábios dele e puxou-lhe a cueca, a pôr à mostra o membro excitado do rapaz. O Dao sorriu com malícia, pegou na lata de natas e espremeu-a com fartura na cabeça do membro do Fon. Levou logo o membro ao fundo da boca, a espalhar as natas com os lábios por todo o comprimento.


— Ah… Dao… — gemia o rapaz, enquanto a boca quente do seu homem lhe dava prazer.


O Dao enfiou um dedo no rabinho do Fon e começou a movê-lo ao ritmo dos movimentos da cabeça. O Fon gemia cada vez mais alto.


O Dao acrescentou mais dedos e, quando o rabinho do Fon estava pronto, tirou-os e despiu os boxers. O Fon sentou-se na borda da mesa, pegou nas natas e aplicou-as no membro do Dao. O pequenino nĂŁo levou o membro Ă  boca; espalhava as natas com a mĂŁo por todo o comprimento, a lamber os prĂłprios dedos de vez em quando.


— Estás a provocar-me, tampinha? — perguntou o Dao e deitou o Fon de barriga para baixo na mesa, a abrir-lhe bem as pernas.


Enfiou a ponta da lata no rabinho do Fon e espremeu-lhe natas lá dentro. O Fon estremeceu com o frescor cá dentro. O Dao espremeu ainda um bocadinho no seu membro e enfiou-o lá dentro.


— Ah… sim… hoje quero ser o teu bolo… — o Fon gemia ao sentir o membro quente dentro de si.
— Meu docinho… Ah… — o Dao pôs as ancas a mexer e, a cada estocada firme, o rapaz por baixo gemia mais alto.


O Dao deitou-se por cima das costas do Fon e mordeu-lhe a orelhinha, a continuar a deslizar no rabinho apertado. As natas do buraquinho escorriam para a mesa, e o membro do Dao estava todo branco. Os corpos, ao chocar, faziam sons altos e molhados, que os excitavam ainda mais.


— Sim… mais, meu amor… mais… Ah… com mais força… — implorava o Fon, agarrado com as mãos à borda da mesa, enquanto o marido, a gemer de prazer, se enterrava cada vez mais no seu rabinho.


O corpo do Fon estava molhado de suor e colava-se à superfície de vidro. Mas isso não impedia que o membro dele roçasse na mesa. No escritório ouviam-se os gemidos dos dois, a fazer harmonia com as palmadas fortes dos corpos. O Dao ergueu o Fon e virou-o de costas. Pôs-lhe as pernas em cima dos ombros e voltou a entrar-lhe no rabinho pequeno, a apoiar as mãos na mesa, de joelhos.


— Sim, pequenino… sim… Geme ainda mais alto… Ahhh… Tu sabes tão bem… — o Lobo continuava a foder o seu Husky.


Os gemidos do Fon eram cada vez mais altos, e as estocadas cada vez mais rápidas. Os dois afundavam-se um no outro. O Fon agarrou os pulsos do Dao e apertou-os com força, na antecipação do orgasmo. Àquela altura, o Lobo já tinha aprendido bem todos os hábitos da sua esposa querida e já sabia que o clímax estava próximo. O Dao tirou uma mão da mesa e, a agarrar o membro do Fon, moveu-a depressa por todo o comprimento.


— Ahhh…
— Ahhh… siiim…


Os dois gemidos ecoaram ao mesmo tempo, e o Dao começou a abrandar, a acrescentar o seu esperma às natas no rabinho macio, enquanto a água do amor do Fon cobria a mão do marido.


Dois fĂ´legos pesados ouviam-se no escritĂłrio. O Dao decidiu levantar-se, a tirar a mĂŁo da mesa.


Crac…


O Dao ouviu um estalo baixinho e reagiu no mesmo instante. Apanhou depressa o corpo do seu menino ao colo e puxou-o para si. O Fon ficou em choque e, a enrolar os braços no pescoço do marido, apertou-se contra ele. Uns segundos depois, uma teia de rachas percorreu o tampo de vidro da mesa, e ela desabou no chão, com um som alto de tinido, em milhares de estilhaços.


O Fon virou-se logo ao ouvir o som, e o Dao olhou para a pilha de vidros no chĂŁo. Entreolharam-se e desataram a rir alto.


— Pi… parece que vais precisar de uma mesa nova… Esta… já se fodeu até à morte… — o Fon brincou, a olhar para os estilhaços.
— Vamos ao duche, pequenino… Eu… eu peço a alguém para vir limpar isto tudo. Amanhã, procura tu mesmo na internet uma mesa nova… que aguente o peso… — o Dao subiu para o sofá com o Fon ao colo e, a contornar o que restava da mesa, levou o Husky para o duche.


A ligar a água e a deixar o rapaz na casa de banho, o Dao voltou ao escritório e pediu que mandassem alguém limpar. Depois da chamada, foi ter com a esposa para o ajudar a tirar as natas do corpo. Percebia que mais um assalto seria a mais, afinal, o Fon tinha uma corrida importante no dia seguinte.


Depois do duche, os rapazes saíram da casa de banho e vestiram roupa lavada. Os restos da mesa já tinham sido levados; em compensação, o telemóvel do Fon vibrava sem parar. O Fon tirou o telemóvel da mochila e viu que o Prem já lhe tinha ligado quatro vezes. O Husky atendeu a chamada.


📞 — "Olá, Pi'Prem! Aconteceu alguma coisa?" — perguntou o Fon, a pôr em alta voz.
📞 — [Cerejinha, hoje apareceu um cliente novo que desafiou o meu melhor piloto. Marcou a corrida para hoje, às 19h00. Vens?] — havia preocupação na voz do Prem.
📞 — "Ele vai. Prem, há mais alguma coisa que te preocupes?" — o Dao meteu-se na conversa.
📞 — [Bem… isto cheira-me muito a armadilha, Pi. Ele quer, como prémio, a mota em que o Cerejinha for correr. E ele próprio aposta 150 mil] — o Prem disse-o com franqueza.
📞 — "Prem, estamos aí num instante. Ele quer correr com o teu equipamento, certo?" — perguntou o Fon, com receio de ter de levar a sua Kawasaki para a corrida, porque essa era um presente do Dao.
📞 — [Sim. Com o meu. É precisamente isso que é estranho, Cerejinha. Podíamos simplesmente ter feito a mesma aposta em dinheiro]— respondeu o Prem, a afundar-se cada vez mais nos seus pensamentos.
📞 — "Não penses de mais, Prem. Vocês têm lá câmaras, não têm? Manda uma foto desse tipo à minha esposa, pelo Line. Oh…" — o Dao disse-o sem pensar e levou uma cotovelada no estômago da esposa.
📞 — [À tua… esposa? De onde é que eu ia ter o número da tua esposa… espera… Cerejinha… tu és a esposa dele?!] — o Prem não estava a raciocinar lá muito bem, com a preocupação da corrida.
📞 — "Pi'Prem! Falamos na pista, manda-me só a foto" — o Fon disse-o e desligou.
— Daonya! Que raio foi esse? Eu ia contar-lhe pessoalmente, nĂŁo assim… — o pequenino ficou indignado. 


O Dao puxou-o logo para si, a beijá-lo na testa.


— Desculpa, pequenino, disse sem pensar — o Lobo respondeu com um ar culpado.
— Vamos, Pi. Não quero que o Pi'Prem fique preocupado — o Fon arrastou-o para a porta.


Chegou uma mensagem ao telemóvel do Fon, e o pequenino reencaminhou-a logo ao Dao. O Dao decidiu ir à pista do Prem com o Non. O Lobo enviou a foto ao Dark e pediu-lhe que se despachasse com a informação. Como hoje não precisavam da Kawasaki, decidiram ir de carro. Ele ia sentado ao lado do King, que seguia ao volante.


Ao chegarem à pista do Prem, os três entraram pela entrada de serviço, como o Cerejinha costumava fazer. Um Prem nervoso já os esperava.


O próprio Prem não sabia o que é que, naquele momento, o incomodava mais — se a corrida estranha, se o facto de o Fon ter um marido…


— Pi'Prem! Tive tantas saudades! — o Fon declarou-o com um sorriso na cara e olhou para o Dao, que percebeu a pergunta silenciosa e acenou.


O Fon correu e abraçou o Prem. O Prem ergueu os olhos para o homem à sua frente e viu o rapaz de pé atrás dele.


— Parabéns, conseguiste apanhar a inatingível Chuva — o Prem disse-o com um sorriso para o Dao. O Dao sorriu de volta e acenou.


đź“© Tlim.


Chegou a mensagem ao telemóvel do Dao, com a informação do Dark, e ele abriu-a logo. As sobrancelhas franziram-se-lhe numa careta.


— Non! Anda cá — o Dao ordenou. O Non saiu detrás das costas dele.
— Prem… tu sabes da pista «Sky»? — o Dao perguntou-o diretamente. O Prem, a soltar o Fon do abraço, acenou que sim.
— Sei, Pi. Eu e o dono éramos amigos e abrimos esta pista juntos. Mas, mais tarde, ele meteu-se por um mau caminho, começou a fazer negócios de venda de droga na pista. Eu era contra, e brigámos. Comprei-lhe a parte dele e nunca mais o vi. Mas, às vezes, ia espreitando o Instagram dele; afinal, foi meu amigo durante muito tempo. Porquê? — o Prem respondeu com franqueza.
— O tipo cuja foto tu enviaste é, neste momento, o líder das corridas na pista do Mike. Em tempos, foi piloto profissional mas, por causa de uma lesão, teve de deixar as corridas durante dois anos. Acho que tens razão, aqui há gato — o Dao partilhou a informação que tinha recebido do Dark.
— Prem, deixa que o Non e os teus mecânicos de confiança verifiquem o equipamento. Eu não quero arriscar a segurança da minha esposa — o Dao disse-o com honestidade. O Fon corou um bocadinho com aquele desvelo.
— Então, é melhor ser eu mesmo a fazê-lo. Anda, Nong — respondeu o Prem e foi para a garagem, para junto do equipamento.


O Non ia atrás dele, a sentir uma sensação estranha cá dentro quando olhava para as costas largas do Prem. O Prem parecia sentir-lhe o olhar em cima, mas continuou a andar com passo firme.


— O Wai, o Lom e o Rem ficam; os restantes não podem entrar na garagem até ao início da corrida — ordenou o Prem, e os outros saíram, a deixar cinco pessoas na garagem.
— Temos de verificar todas as motas antes da corrida. Podem não ser muitas, mas verifiquem tudo, desde o mais óbvio até àquilo em que nunca pensariam — continuou o Prem. O Non olhava para ele com interesse.


Os rapazes acenaram e distribuĂ­ram logo o equipamento entre si. Depois de se certificar de que todas as motas estavam em ordem, o Prem suspirou.


— Podem ir. Eu fico aqui até ao momento da escolha do equipamento. Pode confiar em mim, Pi — o Non sabia muito bem para que é que o chefe o tinha mandado ali.
— Não deixes entrar ninguém — o Prem olhou para o Non e, com um aceno, saiu da garagem com os seus rapazes.

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