39 🔞 – Curiosidades (parte 1 de 2)
📞— [Alô… Fai? Estás a ouvir-me?] — soou uma voz masculina no telemóvel.
📞— "Porque é que me estás a ligar?" — perguntou o Fai com rispidez, e o interlocutor calou-se ao ouvir o rapaz.
O Hima olhava para o seu menino, que estava meigo havia apenas um instante, e agora nos olhos dele ardia a chama da raiva.
📞— "Eu perguntei porque é que me estás a ligar" — o Fai repetiu-o, ainda mais irritado.
O Hima contornou o seu cachorrinho e, em silêncio, pousou-lhe a cabeça no ombro e abraçou-o com suavidade pela cintura, com o braço são, a acalmá-lo. O Fai sentiu o apoio do seu Gatão e encostou a cabeça à cabeça dele.
📞— [Preciso da tua ajuda, Fai… eu sei que me portei mal convosco, mas eu…]— o homem falou com a voz culpada, mas foi interrompido.
📞— "Ajuda? Precisas da minha ajuda? Deixa-me lá lembrar-te uma coisa: abandonaste-me a mim e à minha mãe há três anos, a deixares-nos com dívidas e com o empréstimo da casa. Alguma vez pensaste na minha mãe? Como é que ela estava? Se precisava de alguma coisa? NÃO! Nem um telefonema, nem uma carta, nem uma mensagem! E, agora, ligas-me porque precisas de ajuda?" — o Fai, ao reconhecer o pai, ficou furioso ao ponto de levantar o tom.
📞— [Podes gritar comigo, insultar-me, fazer tudo o que te apetecer, filho. Mas eu suplico-te: ouve-me]— o homem disse-o com a voz trémula.
📞— "Eu não sou teu filho! O meu pai morreu no dia em que a minha mãe recebeu os papéis do divórcio!" — o Fai estava terrivelmente zangado com ele.
📞— [Só cinco minutos, Fai. Por favor] — o homem insistiu.
📞— "Tens exatamente um minuto. Depois desligo, e nunca mais me consegues ligar!" — o Fai disse-o com firmeza e olhou para o relógio na parede do quarto.
📞— [Obrigado, Fai. Há quase três anos, nasceu-te uma irmãzinha. Chama-se Rak. Há seis meses, adoeceu, e foi-lhe diagnosticada leucemia. Nem eu, nem a mãe dela, nem nenhum parente dela somos compatíveis para a doação. O médico disse que tu, por seres meu filho, tens mais probabilidade de ser compatível. Eu imploro-te…] — o homem implorava; a voz parecia tremer-lhe de lágrimas.
📞— "Acabou o tempo. Preocupas-te tanto com a tua filha. Deves gostar muito dela. Eu não posso ser dador para ela. Adeus" — o Fai disse-o no mesmo tom severo e encerrou a chamada.
O Hima abraçava o Fai com mais força a cada palavra que ele dizia, a sentir no peito o tremor do seu menino.
— Está tudo bem, pequenino… está tudo bem… Não tens de fazer isso, se não quiseres — o Hima esfregava a bochecha na dele, a acalmá-lo.
— Eu não o quero ajudar… mas que culpa tem aquela pequenina de o pai dela ser um miserável? Eu não quero ser como ele, Hia… — o Fai já falava com mais calma, mas a voz tremia-lhe.
Por causa do que tinha acontecido nos últimos dias, ele passara a olhar para a vida de outra maneira. O Fai percebia que não se ia perdoar a si próprio se a menina morresse por causa da sua recusa.
— Smart, informação sobre a doação de medula óssea e as contraindicações — ordenou o Fai.
📡 ‹Chefe, pode tornar-se dador qualquer pessoa entre os 18 e os 45 anos. Neste momento, o senhor não pode ser dador por causa da cirurgia no ombro. O prazo mínimo após a cirurgia é de 90 dias. Passados três meses, precisa de fazer análises, e só depois dos resultados é que se poderá saber se está apto para ser dador.›
— Smart, encontra-me informação sobre a filha dele. Registo e historial médico — pediu o Fai, para saber quanto tempo é que a Rak tinha.
O Fai suspirou. O Hima virou-o de frente para si. O Gatão olhou para aqueles olhos negros e sem fundo e começou a perceber que o seu menino doce estava diferente. O Hima nunca tinha visto o Fai assim. Era tão interessante e emocionante que lhe apetecia olhar ainda mais fundo.
— Uau… estás assim tão… sensual agora, meu menino… — escapou-se da boca do Hima, com uma admiração genuína e um sopro que fez o Fai sentir uma onda de calor por todo o corpo.
— Hia… não estou com disposição para brincadeiras… — o Fai tentou travá-lo, porque sabia muito bem para onde aquele tom o levava.
O Hima sorriu e, a puxar o cachorrinho para si, mordeu-lhe o lóbulo da orelha. O Fai estremeceu, mas um gemido leve escapou-lhe dos lábios, a dizer ao Gatão que podia continuar. O Hima chupou-lhe a orelhinha, até sentir o corpo colado a si tornar-se mais maleável. Com a língua, desceu-lhe pelo pescoço até ao ombro. O Fai sentia o frescor excitante ao longo de todo o rasto molhado da língua do Hima, e o membro começou-lhe a reagir, traiçoeiro. O Hima queria provocar o seu menino, até ele próprio começar a implorar que o fodesse. O Gatão passou do ombro para as clavículas e subiu com a língua pelo pescoço até ao queixo e aos lábios macios.
— Ah… — soou o gemido do Fai quando o Hima lhe lambia os lábios, mas se recusava, teimoso, a entrar-lhe na boca.
O Fai ergueu o braço são e puxou a cabeça do Hima para mais perto, a entrar-lhe na boca quente. A língua quente dele imperava lá dentro, a lamber os dentes, a entrelaçar-se com a língua do seu Gatão, a sentir o sabor único do seu homem. O Fai gemia, e o Hima deixou-o conduzir o beijo. O Fai esqueceu-se por completo da proibição do doutor Dew, a enfiar o braço ferido pelas calças do Hima, a afagar-lhe o membro que sobressaía por baixo da roupa interior.
— Ahhh… Fai… eu quero-te… não sentes o tamanho do meu desejo? — o Hima arrancou-se dos lábios dele e disse-o com a voz cheia de luxúria, a sacudir de propósito o membro sobre o qual estava pousada a mão do seu menino.
O Hima debruçou-se e mordeu o pescoço do Fai, a deixar-lhe ali uma marca vermelha e viva. Em resposta, o Fai apertou-lhe o membro com mais força na mão.
— Ah… menino lindo… — o Hima desabotoava os botões da camisa do Fai, a pôr a descoberto o peito tentador, com os dois mamilos já teso.
— Hia… não… ahhh… — o sentido de responsabilidade voltou ao Fai por um instante, e apagou-se depressa quando uns lábios quentes e húmidos lhe tocaram no mamilo do peito, e ele voltou a gemer.
O Hima sabia o quanto o seu menino ficava excitado com as dentadinhas nos mamilos. Mordeu logo aquele mamilo doce e raspou-o ao de leve com os dentes, a apertar e a torcer o outro com os dedos.
— Uff… Hia… mais… — a consciência do Fai desligou-se, e a ânsia de um sexo louco tomou conta do corpo dele.
O Hima sorriu com a reação da sua esposa e começou a mover-se devagar, com o Fai a gemer, em direção à cama, sem tirar os lábios do peito dele. O Fai estava tão absorto nas carícias de enlouquecer do seu homem que, de repente, deu por si com os pés já encostados à beira da cama. E foi então que se lembrou da tatuagem no corpo.
— Hia… deixa-me… mostrar-te uma coisa… — o Fai disse-o com a voz lânguida. O Hima despegou-se do corpo dele e sentou-se na beira da cama.
O Fai ficou de costas para o Hima e baixou os braços; a camisa caiu-lhe ao chão com um sussurro. Virou-se de meio lado e, a abrir o fecho e o botão das calças, gemia de forma sedutora. O Hima observava-o, a lamber os lábios secos. Por um lado, apetecia-lhe agarrar aquele rapaz atrevido e fodê-lo até ele implorar que parasse. Por outro, estava tão embrenhado naquele striptease que despiu as calças e a cueca, a pôr o membro ereto à mostra diante do Fai. O seu menino sorriu ao ver a mão do Hima a afagar devagar o membro. O Fai baixou as calças com as mãos até ao chão, a curvar-se, e o rabinho exuberante, na cueca branca que lho realçava, capturou logo toda a atenção do Hima.
O cachorrinho saiu devagar das calças e endireitou-se, a arquear as costas e a correr a mão pelo corpo, da canela ao peito. O Hima engoliu em seco, e a mão acelerou-lhe por instinto, e do Gatão escapavam gemidos. O Fai baixou a mão até à borda da cueca e enfiou-a lá dentro. Ao tocar no membro, mordeu ao de leve o lábio e gemeu, a mostrar ao seu homem a luxúria por conter em cada gesto. O Fai puxou a borda da cueca e fê-la escorregar até aos tornozelos, a tirá-la de uma perna e depois da outra. Tudo aquilo era feito de forma assim tão erótica e sedutora que o Hima mal se continha. O Fai voltou-se de frente para ele, e a mão do Hima parou logo no membro, sem despregar os olhos do corpo do seu menino.
O Fai sorriu, matreiro, e aproximou-se devagar do seu homem, a deixá-lo ver com mais nitidez a tatuagem na coxa. Não era bem que o Hima ficasse em choque; só não esperava ver uma tatuagem no corpo do seu menino. Ela dava-lhe um charme especial. O Hima nunca imaginara que uma tatuagem no corpo de alguém pudesse despertar nele a vontade de beijar cada centímetro daquele desenho. O Fai parou mesmo à frente dele, e o Hima inclinou-se para a frente, a cobrir de beijos a tatuagem na coxa do Fai.
O sítio da tatuagem ainda doía um bocadinho, porque era muito recente; mas aqueles toques suaves despertavam no Fai os desejos mais obscuros. O Hima não pareceu perder um milímetro da tatuagem, que se estendia um pouco acima da dobra da perna e acabava na coxa. Ao examinar o desenho, o Gatão começou a perceber por que é que toda a gente lá em casa ignorava as suas ordens.
— Quando é que a fizeste? — perguntou o Hima em voz baixa, a correr os dedos pela tatuagem.
— Há uns dias. Quando o Mix me chamou Tigre. Achei que nos descreve bem — respondeu o Fai com honestidade.
No corpo do Fai havia uma tatuagem de um Tigre enfurecido, pronto para o salto, contido por um Dragão chinês que se lhe enrolava à volta. O desenho do Dragão era muito parecido com aquele que adornava o corpo do Hima.
O Hima ergueu os olhos para o Fai, que o fitava com uns olhinhos culpados, como um cachorrinho traquina. Com um sorriso, o Gatão levou logo o membro do Fai à boca.
— Ah… Hia… meu Dragão… tu és como uma droga… — o Fai gemia enquanto o seu Gatão lhe chupava, cada vez com mais força, a cabeça do membro, a acariciar-lhe o freio com a língua.
A mão do Hima deslizou até ao buraquinho desejado, a acariciá-lo e a fazer uma leve pressão, o que só intensificava os gemidos do rapaz à sua frente.
— Vou castigar-te, menino mau… — o Hima tirou o membro da boca e disse-o com um sorriso.
— Castiga-me… — o Fai gemeu e, a pegar na mão do Hima, lambeu-lhe dois dedos e levou-os de volta ao rabinho.
O Hima enfiou logo os dois dedos no canal do Fai, e o seu menino pousou o pé na cama, a facilitar a entrada.
— Ahhh… siiim… fode-me de uma vez, meu amor! — o Fai gemia, a balançar as ancas sobre os dedos do seu homem.
O Hima sorriu, a tirar os dedos, e deitou-se na cama, a encostar as costas à cabeceira. Ainda trazia a t-shirt branca.
— Se queres, fá-lo tu mesmo! — o Hima disse-o, a apontar para o membro com o olhar.
O Fai trepou logo para cima do colo dele. A soerguer-se, o cachorrinho tirou o lubrificante do armário, untou generosamente o membro do Hima e, a segurá-lo, enfiou-o no seu rabinho apertado, que hoje estava quase sem preparação nenhuma. O Fai relaxou e foi-se empalando devagar no membro do seu homem, sem despregar o olhar dos olhos azuis cheios de desejo dele. O corpo do cachorrinho começou a cobrir-se de gotinhas de suor quando o rabinho firme lhe tocou nas coxas do Hima. O Fai apoiou uma mão na perna dele, atrás de si, e começou a cavalgá-lo. O Hima gemia de prazer, a observar o membro do seu menino a baloiçar de um lado para o outro, como um pêndulo, o que ainda mais excitava o Gatão.
O Fai gemia cada vez mais alto quando o membro do Hima lhe tocava na próstata. As perninhas do cachorrinho tremiam, e ele afundou-se no membro do Gatão, a continuar a balançar as ancas, a tornar a penetração ainda mais funda e sentida. O rabinho apertava o membro do homem por baixo dele, que enlouquecia com o traseiro estreito do seu menino.
— Ahhh… siiim… que bom… — o Fai gemeu quando o Hima lhe agarrou a garganta com uma mão, a erguer-lhe a cabeça pelo queixo.
— Se me prometeres uma coisa… fodo-te como tu quiseres, pequenino — o Hima disse-o com paixão, a mover as ancas por baixo do Fai, sentado em cima dele.
— Ah… mais… sim… por ti, o que tu quiseres, meu amor… siiim… fode-me… — o Fai implorava, a inclinar-se para a frente e a pousar a cabeça no ombro do seu homem.
O Hima sorriu, satisfeito, e as ancas começaram a martelar o rabinho do Fai num ritmo alucinante, a soltar sons indecentes. O Fai gemia, deitado no ombro do Hima; o seu hálito quente no pescoço do homem só o incitava a mover-se mais depressa e com mais força.
— Ah… mais… Hia… mais… não pares… ahh… — o Hima nem pensava em abrandar: aqueles gemidos altos do rapaz indefeso, deitado por cima dele, eram a prova do seu poder ilimitado e indiscutível sobre o tigrezinho querido.
— Menino mau… ahhh… eu venho-me depressa, se não paras de me apertar com tanta força… — o Hima gemia em resposta, com a respiração cada vez mais ofegante.
— Hima… amo-te… ahhh… amo-te tanto… — o Fai mordeu-lhe o pescoço com tanta força que o Hima estremeceu.
O Fai não se conseguia controlar. Era como se a única maneira de dar vazão aos sentimentos que o transbordavam fosse deixar naquele corpo uma marca que mostrasse a toda a gente que aquele Gatão estava ocupado e pertencia só a ele.
— Mais devagar, pequenino, queres comer-me? — o Hima brincou e pôs as ancas a mexer ainda mais depressa, a pegar no membro do rapaz com a mão e a afagá-lo ao ritmo dos movimentos das ancas.
— Siiim… estou quase, Hima… — o Fai gritou e, a erguer-se do ombro, pôs-se ele mesmo a cavalgá-lo, enquanto a mão do seu amado se movia depressa no membro.
O rabinho já lhe latejava, na antecipação do orgasmo, e o Hima sentia-o no membro. Apertou o membro do Fai com mais força e começou a mover as ancas ao encontro do traseiro apetitoso da sua esposa. O Hima continha-se havia já um bocado, para se vir juntamente com o seu cachorrinho.
— Vá lá, meu menino… juntos… — o Hima gemeu e, a relaxar, veio-se com um gemido alto no rabinho macio do seu menino.
— Siiim… Aaaah… — o Fai sentiu o calor dentro do canal; os movimentos no seu membro tornaram-se mais suaves e lentos, e ele veio-se na barriga do Hima.
O corpo inteiro do Fai tremeu com o orgasmo, e ele desabou no ombro do Gatão. O Hima sorria, a saber quão indefesa estava, agora, a sua esposa.
— Fai… vamos tomar um duche os dois juntos? — o Hima perguntou-o com um ar inocente, na esperança de mais um assalto no duche.
— Sim… não… Na verdade, o doutor Dew não nos deixou fazer isto… E se te acontecer alguma coisa? — a excitação do orgasmo começava a esmorecer, e o cérebro do Fai voltava a funcionar.
— O que me vai acontecer é espermotoxicose, se eu não comer a minha esposa pelo menos uma vez por dia… — o Hima brincou, e o Fai olhou para ele com um ar sério.
— Oh… Está bem, está bem… vai tu primeiro ao duche. E não te esqueças daquilo que me prometeste — o Hima lembrou-o ao seu menino, e ele, com um aceno, levantou-se de cima dele, a caminho do duche…