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29 🔞 – Leilão (parte 1 de 2)

O Dao e o Fon subiram para o seu quarto; já no elevador, o Fon começou a adormecer. O Dao pegou-lhe ao colo como a uma princesinha, e o pequenino enlaçou-lhe o pescoço com os braços, de cabeça encostada ao ombro dele.


— Ei… estás cansado, pequenino? — perguntou o Dao baixinho, e o Husky acenou que sim no ombro dele. — Aguenta, estamos quase no quarto. Está lá uma caminha macia e um edredão grande à tua espera — continuou o Dao num tom carinhoso.


Quando chegaram ao quarto, o Kat, que os esperava, abriu-lhes a porta, e o Dao entrou com o menino adormecido ao colo. Sentou-se na cama, com o Husky nos braços, e começou a despi-lo com cuidado, para não o acordar. Quanto mais peças o Dao lhe tirava, mais o seu autocontrolo se encolhia.


— Raios, pequenino. Acho que sou dependente de ti. És como uma droga — e, sem ela, eu entro numa ressaca selvagem… — o Dao disse-o baixinho; mas o Fon ouviu.
— Pi… abraça-me… por favor… — quase gemeu o Fon, e o Dao apertou com mais força o pequenino no seu colo.


A cabeça do Fon, pousada no ombro do Dao, ergueu-se ao de leve, e o pequenino lambeu-lhe o pescoço, provocador.


— Fon… para com isso, senão eu não respondo por mim… — disse o Dao com a voz rouca, porque aquela linguinha quente no pescoço chegava para ele começar a perder o controlo.


O Fon mordeu-lhe logo o pescoço, a deixar-lhe lá uma marca vermelha.


— Ah… pequeno traquinas… — o Dao baixou o braço em que segurava a cabeça do Fon, e ela escorregou-lhe do ombro para a curva do cotovelo.


O Dao cobriu no mesmo instante aqueles lábios pequeninos com os seus, a dar-lhe um beijo apaixonado. 

O Fon enfiou a mão no cabelo do Dao, a apertá-lo ainda mais contra si. O pequenino abriu a boquinha, e a língua quente do Dao mergulhou lá dentro com destreza, à procura da linguinha pequena.


— Ahhh… — gemeu o Fon, quando o Dao se afastou um bocadinho dos seus lábios, para o pequenino poder respirar.


O próprio Dao nem percebeu em que momento lhe desabotoaram a camisa, porque, um instante depois do gemido do seu Husky, a boquinha pequena colou-se-lhe a um mamilo, enquanto a mão brincava com o outro.


— Uhh… pequenino… siiim — gemeu o Dao, a vaguear com as mãos pelo corpo do Husky, sem parar de o despir.


O Fon desprendeu-se do peito dele e pôs-se de pé, para tirar tudo. Tinha tantas saudades do sexo com aquele homem que não queria esperar nem mais um bocadinho. Despiu num instante as calças e as cuecas, e o Husky ficou completamente nu diante do Dao. O Dao olhou para o corpo em miniatura à sua frente, e os restos do autocontrolo evaporaram-se quando olhou para os olhos do Fon, cheios de um desejo desenfreado.


Meu Deus… Há quanto tempo eu não via este olhar? — pensou o Dao, e puxou depressa o pequenino para si, a fazê-lo ficar de pé entre as suas pernas.


As suas mãos apertavam o rabinho redondo, e os lábios chupavam sem freio o pescoço do rapaz. Ele respirava o cheiro do corpo dele, e dissolvia-se nele.


— Ah… Sim… Dao… — gemia o Fon, com os joelhos a fraquejarem a cada gesto do Dao.


O Fon não queria arrastar mais aquilo: pegou na mão do Dao, levou-a à sua boca e lambeu-lhe o dedo até à base. Depois baixou-a e devolveu-a ao seu rabinho pequeno, a pousar um pezinho na beira da cama. O Dao percebeu logo o que o seu pequenino queria e enfiou um dedo comprido no rabinho querido, a chupar-lhe os mamilos.


— Ah… Meu Deus… tive tantas saudades… — gemeu o Fon, e nos olhos dele brilharam lágrimas.


Pelos vistos, os cocktails bebidos tinham-lhe soltado a linguinha, e agora o Husky dizia o que sentia. O Dao começou a mexer o dedo dentro do Fon, a deliciar-se com os gemidos dele. Pouco depois acrescentou mais um dedo, e a seguir outro, a ouvir o seu menino querido gemer cada vez mais alto.


— Dao… por favor… eu não quero dedos… — quase gritava o Fon, quando o Dao já lhe deslizava no rabinho com três dedos, sem esforço nenhum.


O Dao desprendeu-se do peito dele e tirou os dedos. Despiu as calças com os boxers, já molhados do pré-ejaculado. Tirou o lubrificante do armário da mesa de cabeceira. Enquanto o fazia, o pequenino já tinha mudado de posição: o Fon estava de gatas na cama, de perninhas bem abertas, e o canal do amor contraía-se-lhe a cada instante, na espera lânguida.


O Dao espalhou o gel pelo seu membro e pelo buraquinho do Fon, cheio de pressa de estar lá dentro. Só teve tempo de encaixar a cabeça, quando ouviu o gemido do seu pequenino, aquele gemido que o punha louco. O rabinho apertado fechava-se à volta do seu membro, e o Dao ficou imóvel, sem querer magoar o Fon. O Fon percebeu-o, e ele próprio se enterrou no membro dele, quase até à base.


— Fode-me… Imploro-te, Dao… não te contenhas… — e, não sabia porquê, ao Dao pareceu-lhe que aquele pedido não era apaixonado, mas triste.


O Dao saiu do rabinho dele, embora estivesse doido por fodê-lo. Virou o Fon de cara para si — e viu as lágrimas.


— Ei… Pequenino… porque é que estás a chorar? Eu magoei-te? Fon… — o Dao ergueu-lhe a carinha pelo queixo, com ternura, e beijou-lhe os olhos marejados.
— Tu já não me queres? Porque é que paraste? — o Fon quase desatou a soluçar ao dizê-lo.
— Pequenino… olha para isto: parece-te que eu não te quero? — perguntou o Dao, a indicar com o olhar o seu membro teso como um pau, aos esticões de desejo.


O Fon abanou a cabeça.


— E isto… parece-te que eu não te quero? — perguntou o Dao, a deitar o Husky de costas na cama, e começou a cobrir-lhe o corpo de chupões, a começar no pescoço e a acabar nas pernas.


O Fon gemia, até a excitação voltar a levar a melhor sobre ele e o cérebro se desligar finalmente.


— Pequenino… eu amo-te… és o primeiro e o único a quem eu digo isto. E és o único com quem eu vou fazer isto — mal acabou de falar, o Dao tomou logo na boca o membro do Fon e começou a chupar. Só agora o Dao percebia o quanto tinha ferido o seu amado com aquelas palavras — e com dez dias de silêncio.
— Ah… Dao… Ah… — gemia o Fon, a sentir a boca quente do Dao a receber o seu membro.


O Dao enfiou no rabinho do Husky os seus três dedos compridos e começou a movê-los, a aproximar o seu menino do orgasmo. A cabeça e os dedos dele estavam sincronizados na perfeição, a dar ao rapaz, que se contorcia na cama, um prazer de outro mundo.


— Dao… eu… eu estou quase… — quase gritou o Fon e, após mais uns movimentos dos dedos e da cabeça do Dao, o pequenino veio-se. — Ah… siiim… — gritava o Fon durante o orgasmo.


O Dao nem pensou em tirar da boca o membro do seu amado. Engoliu o esperma todo e lambeu-lhe o membro com ternura, a todo o comprimento.


— Eu só te quero a ti; quero-te loucamente, Fon… quero-te com tanta força que, esta noite, é pouco provável que durmas — dito isto, o Dao voltou a espalhar o gel pelo membro e enfiou-o no rabinho do Fon até ao fundo.


— Ahhh… mais… — gritou o Fon, e o Dao pôs logo as ancas a mexer, a debruçar-se para beijar o seu menino tontinho.


O Dao há tanto tempo que queria fodê-lo; mas, depois do rapto, decidira primeiro dar-lhe tempo para se recompor. Agora, o Dao pensava que aqueles dias também podiam ter mexido com o Fon. O que mais o feria no mundo eram as lágrimas do Husky, não as queria ver naquela carinha querida.


O Dao movia as ancas cada vez mais depressa e com mais força; os seus gemidos espalhavam-se pelo quarto, e o Fon gritava o nome dele a cada estocada.


— Ah… siiim… estou quase, meu amor… — disse o Dao com a voz rouca, e acelerou o ritmo.
— Uh… siiim… eu também estou quase… — gritava o Fon, com a voz já rouca de tanto gritar.


O Dao sentiu o rabinho do seu pequenino apertar-lhe o membro e percebeu que o Husky estava mesmo a vir-se. Debruçou-se e irrompeu pela boquinha dele com a língua, a mover as ancas ainda mais depressa.


— Aaaahhh… — o corpinho debaixo do Dao estremeceu todo, quando o pequenino se veio.


Aquele rapaz punha-o de tal maneira louco que o beijo doce e a sensação do jorro quente entre os corpos suados levaram o Dao ao orgasmo.


— Meu pequenino… ah… — gemeu o Dao, a desprender-se dos lábios rubros dele, a soltar a água do amor no rabinho do Fon.


O Fon respirava com dificuldade, a observar a expressão da cara do Dao. Agora, sim, acreditava naquilo que o seu homem lhe tinha dito. Aqueles olhos estavam cheios de ternura e de amor, de mistura com luxúria. As mãos do Dao remexiam-lhe no cabelo com meiguice, e o membro, dentro dele, nem pensava em encolher.


O Dao saiu do rabinho do Fon e levou-o até à janela enorme, de parede inteira, sem ligar ao esperma que escorria pelas perninhas do jovem. Enquanto afastava os cortinados, beijava com ternura o pescoço do seu Husky. O corpo do Dao apertava-se contra o corpo pequeno do Fon, a abraçá-lo pela cintura.


— Fon… a vista é linda, não achas? — perguntou o Dao com carinho, de cabeça pousada no ombro dele, atrás das suas costas.
— Sim… a vista é um espetáculo — o Fon olhava pela janela, e as luzes da cidade à noite enfeitiçavam-no.
— Daqui a três dias há o leilão, e eu quero que venhas comigo. Podes escolher lá tudo o que te agradar, que eu compro. E, entretanto… eu quero é comer a minha esposa desta vista magnífica — mal acabou de falar, o Dao apertou o pequenino contra a janela e, a erguer-lhe uma perninha, voltou a entrar no rabinho pequeno.
— Aaaah… siiim… mais… — gemia o Fon, quando o Dao recomeçou a mover-se dentro dele.


O Fon olhava para as luzes de Roma e gemia sem freio, até que o viraram de costas para a janela, erguido pelas nádegas. O Dao perdia a cabeça quando aquele pequenino lhe enlaçava a cintura com as perninhas esguias, a deixá-lo entrar muito fundo. O Fon estava praticamente suspenso no ar. As costas apertavam-se contra o vidro, e o seu homem entrava de novo nele, a dar-lhe prazer. Foi com o Dao que o Husky percebeu o sentido da expressão «o orgasmo é uma pequena morte». Porque só o Dao era capaz de o foder até ver estrelinhas. E, a cada orgasmo, o Fon parecia morrer de felicidade.


— Siiim… mais… Dao… eu… eu… amo-te, Dao… — o Fon disse-o finalmente em voz alta, e os olhos do Dao marejaram.


O Dao, obediente, acelerou o ritmo, a beijar o seu Husky com um beijo selvagem naquela boquinha pequena que acabara de lhe declarar amor. Nos olhos do Dao viam-se lágrimas de felicidade; estava infinitamente feliz; feliz até tremer, até perder o juízo. Se o seu pequenino quiser alguma coisa, ele vira o mundo do avesso, mas arranja-lha. Por três palavras daqueles lábios sedutores, ele está pronto para tudo.


O Fon continuava a gemer bem alto, enquanto o membro do Dao se movia dentro dele com força, a estimular-lhe o ponto sensível lá no fundo, e o corpinho do Husky estremecia a cada estocada.


— Meu amor… estou quase… Ahhh… — gemeu o Dao, a martelar o rabinho pequeno ainda mais depressa e com mais força.
— Ahhh… ah… Ah… Dao… Siiiim… — gritava o pequenino, a vir-se na barriga do seu homem — que, com o rabinho a contrair-se e a devorar-lhe o membro, se veio também.


O líquido branco escorria do canal do Fon, porque o Dao se tinha vindo dentro dele pela segunda vez.


— Meu pequenino… uf… meu menino devasso… Estás cansado? — perguntou o Dao baixinho, a caminho da casa de banho com o Fon ao colo. O Fon acenou ao de leve.


Já na casa de banho, o Dao deitou o Husky na banheira e abriu a água morna.


— Deixa-te só estar deitado. Eu lavo-te… Mas não posso prometer que, enquanto o faço, não te volte a comer… — o Dao meteu-se na banheira atrás do Fon, para o seu menino querido ficar deitado de costas no seu peito.


O Fon acenou; mas estava mesmo cansado do voo, das lágrimas e dos cocktails bebidos. A água morna, que lhe ia cobrindo o corpo aos poucos, o peito quente do seu homem amado e os braços que o abraçavam sossegavam e relaxavam o jovem. A banheira ainda nem tinha acabado de encher, e já o querido Husky ressonava baixinho nos braços do Dao.


— Ficaste mesmo de rastos, hã, meu querido? — sussurrou o Dao ao Fon, que lhe dormia no peito; fechou a água e pôs-se a lavar com cuidado o corpo do seu amado.


O Dao olhava para ele e percebia que, sem aquele rapaz, não conseguia viver. Agora, o pequenino Fon era a sua vida inteira. Qualquer capricho, qualquer sinal, por mais pequenino que fosse — e ele concordava com tudo e fazia tudo, sem uma pergunta. O Dao é dependente dele; dependente ao ponto de as horas que a sua esposa passa nas aulas, na universidade, serem para ele uma eternidade que se transforma em tortura. Agora, espera com paciência que o Fon acabe a universidade, para que todo o tempo do Husky pertença só a ele.


O Dao lavou o corpo do Fon, lavou-lhe por dentro o canal do amor e levou-o para a cama. Ainda bem que só tinham sujado a colcha de cima, e não foi preciso mudar os lençóis. O Dao deitou o Fon na cama e tirou da mala dele o pijama e as cuecas. Vestiu o seu menino com um desvelo terno e, depois de o acomodar como deve ser na almofada, tapou-o com o edredão. O Dao tomou um duche rápido, vestiu o pijama, deitou-se na cama abraçado ao Fon, e adormeceu quase no mesmo instante.


🍃 🍃 🍃


De volta ao Hima e ao Fai


O Hima e o Fai, no carro, esforçaram-se por não passar dos beijos, porque o Fai, ainda assim, não estava pronto para fazer sexo à frente do Ray. E o Hima também não queria que alguém visse o seu cachorrinho querido despido.


Por volta das dez da noite, chegados ao hotel, subiram depressa para o quarto. Mal a porta se fechou, o Fai atirou-se ao seu Gatão com um beijo guloso. O cachorrinho apertou-o contra a porta, a despi-lo febrilmente, enquanto os seus dentinhos mordiam os lábios e a língua do Hima, como se ele estivesse mesmo pronto a comê-lo.


— Uhh… Fai… — o Hima queria dizer mais qualquer coisa, mas privaram-no dessa possibilidade, quando a língua do Fai lhe irrompeu pela boca.


O Hima enfiou a mão no cabelo do Fai, a apertar-lhe a cabeça contra si, para aquela linguinha atrevida lhe poder entrar ainda mais fundo na boca. Com a outra mão, o Gatão apertava com força o traseiro redondo dele.


— Fai… es… espera… — o Hima tentava dizer que seria mais cómodo na casa de banho ou no quarto do que ali, à porta de entrada; mas a mão do Fai tapou-lhe a boca.
— Cala-te, Hima… ou queres que eu seja bruto contigo? — rosnou o Fai, de desejo incontrolável, e cravou logo os dentes no pescoço do Gatão, sem tirar a mão da boca dele.


Já não era a primeira vez, naquele dia, que o Gatão se espantava com o Fai. Aquelas palavras foram ditas numa voz tão imperiosa que lhe apetecia obedecer. Com as ameaças do seu cachorrinho e com as dentadas apaixonadas, era como se uma corrente elétrica lhe atravessasse o corpo. A dor e a excitação misturavam-se, a arrancar gemidos ao Hima.


O Fai já tinha praticamente despido o Hima, em quem restavam só os boxers. Os seus lábios: desciam pelo corpo forte do homem à sua frente. O cachorrinho tinha ficado tão excitado depois da carreira de tiro — e, ainda por cima, no carro, o cheiro do Hima pusera-o louco durante os beijos. O Fai ardia do desejo de possuir aquele corpo. Ao pôr-se de joelhos, o cachorrinho puxou para baixo os boxers do Hima gemente, e ali ficou, em toda a glória, o membro excitado.


O Fai tomou-o logo na boca, até meio do comprimento; o Gatão estremeceu com a surpresa e gemeu ainda mais alto. Ao fim de uns movimentos de cabeça, o membro do Hima mergulhou por inteiro na garganta do Fai — que sabia exatamente como dar prazer ao seu Gatinho querido. O cachorrinho chupava com tanta entrega, a apertar as nádegas do Hima com as mãos.


— Ah… Fai… Mmm… O que é que tu estás a fazer? — gemia o Hima, a mover as ancas para entrar ainda mais fundo naquela boquinha querida.


O Fai já começava a sentir um desconforto no maxilar, mas parar ou abrandar é que não tencionava. Pelo contrário: o cachorrinho acelerou, ao sentir o membro estremecer-lhe dentro da boquinha, a anunciar o clímax próximo, enquanto o dono dele gemia bem alto.


— Ahhh… Querido… Eu… Ufff… — o Hima agarrou a cabeça do Fai e apertou-o contra si.


O narizinho do seu menino querido encostava-se à barriga do Gatão, enquanto o Hima estremecia com o orgasmo. Depois de se vir, o Hima afrouxou o aperto e baixou a mão. O Fai afastou-se da barriga dele, a sentir a água do amor a descer-lhe pela garganta. Ergueu os olhos e viu o corpo do Hima coberto de gotinhas de suor, o que o tornava ainda mais atraente.


O Hima ergueu o seu menino dos joelhos, a passar-lhe o polegar pelos lábios ligeiramente inchados e vermelhos. Pegou-lhe na mão e conseguiu, finalmente, levá-lo para o quarto, para longe da porta de entrada.


— Tu hoje estás tão selvagem, Fai… como uma chama indomável… — sussurrou o Hima, depois de fechar a porta do quarto, ainda de mão dada com o jovem.
— Merda… Hia… Tu estás a provocar-me de propósito? — o Fai ainda não se tinha vindo, o membro já lhe estava desconfortável dentro das calças, e aquele Gatão à sua frente falava numa voz tão sedutora que o cachorrinho mal se controlava.
— E tu sabes… o quão sensual estiveste hoje na carreira de tiro, meu menino? — continuou o Hima, a chegar-se ao Fai e a pousar-lhe a mão na braguilha.
— Hia… tu hoje estás a brincar com o fogo… — rosnou o Fai por entre os dentes cerrados, quando a mão do seu Gatinho lhe apertou o membro dentro das calças.
— E eu quero brincar contigo… — respondeu o Hima, e puxou o Fai para si, a deixar-lhe chupões no pescoço, a despi-lo.
— Hima… deixa-me… Ahhh… Eu quero o teu rabinho apetitoso… docinho… — gemia o Fai, a implorar. — Por favor… Hia… Ahhh… por favor… — continuava o Fai a suplicar, enquanto a mão do Hima libertava da roupa o membro quente e húmido do cachorrinho e o envolvia.
— Pede mais… eu gosto tanto de te ouvir implorar… — sussurrou o Hima ao ouvido do Fai, e correu a língua por trás da orelhinha, a descer até à clavícula.


A paciência do Fai estalou e, partida em cem cacos, soltou a fera — e a fera não tencionava implorar a ninguém. A arrancar os boxers e a sair de dentro das calças, o Fai colou-se aos lábios do Hima, a mordê-los. Deu uns passos em frente, e as pernas do Hima bateram na beira da cama.


— Eu avisei-te… — com estas palavras, o Fai empurrou o corpo do Hima para a cama e sentou-se em cima dele.
— Fai… uhh… mais devagarinho… querido… — gemia o Hima, enquanto o Fai lhe mordia o peito e os mamilos, a acender de novo o seu Gatão.


O Fai esticou-se para a mesinha de cabeceira e, ao abri-la, não encontrou lá lubrificante; teve de gatinhar para o outro lado da cama, para ver a outra mesinha. Quando dela tirou, finalmente, os preservativos e o lubrificante, o Fai voltou para o Hima, que, de cabeça virada, observava o seu cachorrinho.


Os olhares encontraram-se, e o Gatão viu nos olhos dele uma luxúria animal — uma que não tinha visto nem quando o Fai estava sob o estimulante do Gas.


Aqueles olhos fitavam-no com uma fome tal, como se ele fosse a única pessoa no mundo capaz de a saciar. E era mesmo assim. Só àquele homem ele desejava com tanta força, só com ele queria fazer sexo, só a ele queria entregar o corpo e a alma, só ele conseguia saciar a paixão indomável que aquele mesmo Gatão despertava nele.


O Hima olhava para aqueles olhos toldados de luxúria e afundava-se… afundava-se a cada segundo, mais e mais; um arrepio correu-lhe o corpo, quando o lubrificante frio lhe tocou o buraquinho, e, uns segundos depois, lá dentro estava o dedinho do seu cachorrinho.


— Oh… Fai… ahhh… por cada assalto no meu traseiro… Ahhh… eu fodo-te duas vezes, hoje… — avisou o Hima, quando o dedo do Fai começou a mover-se dentro dele, a alargar-lhe o canal.
— Ah… ótimo… se te sobrarem forças… — o tom do seu cachorrinho querido era tão imperioso que, se o ouvisse sem lhe estar a ver os olhos, o Hima não acreditaria que era o seu menino obediente a falar.


O Fai continha-se a custo para não virar já o Hima de barriga para baixo e lhe enfiar o membro. Precisou de um tempo para alargar o canal do Hima, a aumentar os dedos até três. O Hima gemia sob o seu ímpeto, a amarrotar os lençóis com as mãos.


— Ahhh… siiim… — o gemido do Gatão subiu de tom, quando os dedos do Fai foram dar ao ponto sensível dentro do seu traseiro.
— É aqui… sim? — perguntou o Fai com um sorriso, a carregar de propósito, com mais força, no ponto certo.


O Hima estremecia com a estimulação; os dedos das mãos apertavam os lençóis com tanta força que embranqueciam, e os seus gemidos eram cada vez mais altos. O cérebro não lhe funcionava, e o corpo pedia mais.


— Siiim… mais… ahh… mais… — agora, quem implorava era o Hima.


O Fai tirou os dedos do rabinho dele e, com o preservativo posto, untou-o com o gel. Bem gostaria de o foder sem proteção; mas, ao pensar que depois o Hima teria de ir à casa de banho, para se livrar do esperma lá dentro, não quis dar trabalho ao seu Gatinho.


O Fai ergueu uma perna do Hima e pousou-a no seu ombro, a cobrir-lhe o tornozelo de beijos, a deixar nele marcas de um vermelho vivo.


— Ah… Fai… mais devagar… querido… — o Hima sentiu desconforto, quando a cabeça do membro do seu cachorrinho lhe entrou no rabinho toda de uma vez.
— Tu pões-me louco… Hia… Eu nunca desejei ninguém como te desejo a ti… — disse o Fai com a voz rouca, a continuar a introduzir devagar o seu membro no canal macio.


O Fai tentava travar-se no impulso de entrar logo a todo o comprimento, porque não queria magoar o homem que amava.


— Tu acordas em mim uma fera… que eu não consigo controlar… — continuava o Fai, a sorrir.


O Hima olhava para a cara do seu menino — e, naquele momento, ele excitava-o diabolicamente. Aquele sorriso e aquele olhar, que só ele podia ver. Eram só para ele. O Hima tinha a certeza de que ninguém, antes, tinha visto um Fai assim.


— Eu amo essa fera, Fai… porque essa fera é só minha… — o Gatão lá conseguiu dominar-se para o dizer.


O Fai, ao ouvir aquela declaração de amor quase direta, debruçou-se sobre o seu Gatinho terno e beijou-o com paixão. Quem havia de dizer que aquele homem, de aura assustadora, estaria agora assim tão terno e meigo, como um gatinho bebé.


— Mmmm… — o Hima gemeu mais alto, porque, com a inclinação, o membro do Fai lhe entrou por inteiro no rabinho.


O Fai deixou o Hima invadir-lhe a boca, a entregar-lhe os lábios e a língua para ele os devorar, em compensação pela dor da entrada brusca. O cachorrinho não se mexia, para o canal do seu Gatão se adaptar ao membro lá dentro, enquanto o Hima lhe mordia e chupava os lábios e a língua.


— Eu amo-te… Hia… — a desprender-se dos lábios dele, disse-o o Fai, e começou a mover as ancas.


O coração e a alma do Hima exultaram com aquelas palavras. Ele não conseguia descrever por palavras o que sentia naquele momento. Felicidade, alegria, deslumbramento, a consciência de que os sentimentos eram correspondidos. Os dois sentiam exatamente o mesmo: queriam estar sempre ao pé um do outro, entender as emoções e os sentimentos um do outro, saber como tinha corrido o dia do outro; estavam prontos a tornar-se melhores um pelo outro, queriam cuidar um do outro. Se isto não é amor,  então o que é?


Os gemidos dos dois ecoavam pelo quarto, ao som das pancadas rápidas dos dois corpos molhados um contra o outro. O Fai olhava para o Gatão a contorcer-se, e fodia-o ainda com mais fúria, a acertar de vez em quando no ponto sensível.


O Hima estava profundamente espantado com o seu cachorrinho naquela noite. Ele parecia mais um cão dos infernos, pronto a despedaçá-lo. Aquele olhar escuro, carregado de luxúria, punha-o num estado de transe, a fazê-lo gemer cada vez mais alto e a pedir mais, e mais.


O Fai esforçava-se por se conter, para não se vir antes do seu amado, mas ele levava um assalto de vantagem. Voltou a colar os lábios à perna dele, ainda pousada no seu ombro, e deixou lá um chupão.


— Tu és tão doce, Hia… uhh… Apesar de, neste momento, estares salgado… Mas és meu… Ahhh… meu… — gemia o Fai com a voz rouca, a foder o seu Gatão cada vez mais depressa e com mais força.
— Ah… Eu… estou quase… meu menino… — gemia o Hima em resposta, e as paredes do seu canal apertaram com mais força o membro do Fai, a fazê-lo perder o controlo.
— Não me apertes com tanta força, Hia… — rosnou o Fai; e o Hima fez precisamente o contrário.
— Estás a provocar-me, não estás? — continuou o Fai, e bateu-lhe com a palma da mão na coxa, a deixar lá uma marca vermelha.
— Ahhh… Fai… siiiim… — com a palmada inesperada, e com a dor a transformar-se numa onda de excitação, o canal do Hima apertou-se ainda mais, e o seu membro estremeceu, a jorrar o líquido branco na barriga.


O Fai adorava contemplar a expressão do seu gatinho durante o orgasmo: era tão encantadora, honesta, sedutora, emotiva. Nada que ver com a que ele mostrava às outras pessoas, com a máscara de indiferença bem esticada e a aura intimidante. O Fai nunca teve medo dele: desde o primeiro olhar que, para ele, aqueles olhos azuis dissipavam toda a escuridão que o Hima erguia à sua volta.


— Merda… Hima… Aaaaah… — o Fai veio-se logo a seguir, com a fricção intensa naquele rabinho apertado e pulsante.


O Fai largou a perna do Hima e desabou em cima dele; a respirar com dificuldade, saiu de dentro do rabinho dele. O Hima fazia festas no cabelo húmido de suor do seu cachorrinho querido.


— Meu menino… estás cansado? — quis saber o Hima, porque percebia perfeitamente que o voo tinha sido longo e que o Fai estava de certeza exausto.
— Para mais um assalto ainda me chega de sobra… — murmurou o Fai, deitado no ombro do Gatão, a sorrir.


O seu olhar prendeu-se no relógio da mesa de cabeceira. Marcava 00h14. O Fai sorriu, porque o «hoje» já tinha acabado, e chegara o «amanhã».


— Ah… da última vez que estiveste deitado assim em cima de mim, a sorrir, o Dao entrou-nos pelo quarto adentro… — o Hima foi visitado por uma sensação de déjà-vu.
— O que é que tu me fizeste, Hia? Eu quero-te a cada segundo… — perguntava o Fai, a soerguer-se nos cotovelos e a olhar para os olhos sem fundo do Gatão.
— Dizem… que a felicidade não se compra… mas eu consegui comprá-la… e acho que o dinheiro que dei foi pouco de mais por um menino sem preço como tu — disse o Hima com franqueza, a correr a mão pela bochechinha vermelha do Fai. — E tu sabias, Fai, que a tua dívida deixou de existir no momento em que eu apanhei o teu corpo em queda, no relvado da tua casa? — o Hima olhava o Fai nos olhos e sorria.
— Mesmo que eu tenha de pagar a dívida a trabalhar, eu aceito, Hia. Eu aceito tudo, desde que me deixes estar ao teu lado — o Fai disse-o num tom sério; mas, nos seus olhos, ainda havia luxúria.


O Hima abraçou o Fai e continuou:


— A vida comigo não vai ser fácil — pelo contrário: vai ser muito difícil. Vais ter de lutar com isso todos os dias.
— E eu vou lutar, porque preciso muito de ti! Eu quero estar contigo. A cada instante. Sempre! — o Fai falava com uma segurança tal, como se aquilo fosse a coisa mais evidente do mundo. Como se tivesse a certeza das suas palavras a um milhão por cento.


O Hima sorriu e beijou-lhe o pescoço, a subir devagar com a língua até ao queixo dele.


— Hia… A culpa é toda tua… — gemeu o Fai, ao sentir a excitação a desabar de novo sobre o seu corpo como uma avalancha.

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