26 🔞 – Smart (parte 1 de 2)
O Hima ergueu o olhar, e o coração começou a bater-lhe mais depressa, e um tropel de arrepios galopou-lhe pelo corpo, ao ver o olhar lascivo do Fai, que parecia pronto a atirar-se a ele ali mesmo…
O Fai viu que o Hima estava a olhar para ele e sorriu docemente ao homem de fato, sentado à grande secretária com uma caneta na mão.
— Fai, precisas de alguma coisa? — perguntou o Hima, a olhar para os ombros nus do cachorrinho.
— Sim — respondeu o Fai, curto e seco, e inclinou-se para a frente.
Os seus lábios tocaram com ternura os lábios do homem à sua frente, e o Hima aceitou aquele beijo, a entreabrir a boca. A linguinha quente do Fai deslizou para dentro da boca do Hima, a explorar-lhe cada cantinho. O Hima chupava a linguinha do seu cachorrinho, e o Fai começou a soltar gemidos. O Hima chupava-o ora com ternura, ora com paixão; às vezes, o Fai sentia uma pequena dor, que só trazia ao jovem ainda mais excitação. O Hima arrancou-se dos lábios do Fai e, a levantar-se da secretária, aproximou-se dele.
— Estás a brincar com o fogo, rapazinho — disse o Hima, e puxou o Fai para si pela cintura, com as nádegas apoiadas na borda da secretária.
— Estás enganado… sou eu que te estou a propor brincares tu com o fogo… — o Fai, a lamber os lábios, começou a desatar-lhe o nó da gravata.
O Hima olhou para o Fai de t-shirt preta: ele até nem gostava da cor preta, mas, no corpo daquele cachorrinho querido, a t-shirt preta justa ficava tremendamente erótica.
— Tu bem sabes que eu não gosto da cor preta… — disse o Hima à orelhinha do Fai, que já lhe tinha tirado a gravata.
O Hima correu as mãos pela cintura do Fai, subiu-as até ao peito do seu menino e, com um puxão brusco, rasgou-lhe a t-shirt…
— Ah… Khun… — gritou o Fai, apanhado de surpresa.
O Hima debruçou-se e mordeu o mamilo do Fai, posto a nu pela t-shirt rasgada.
— Estás a provocar-me, menino mau?! — perguntou o Hima num tom lascivo, e passou a lĂngua pelo peito todo dele, enquanto o Fai lhe remexia no cabelo da nuca, a apertá-lo contra si.
— Hia… Porque é que tu és tão fofo, como um gatinho? — perguntou o Fai, com a respiração entrecortada pelos toques carinhosos do homem à sua frente, a desabotoar-lhe os botões da camisa e a despi-la do corpo do Hima.
O Hima ficou espantado com a comparação do seu cachorrinho, porque nunca tinha pensado que alguém pudesse ver nele… um Gatinho…
— Um gatinho? — o Hima ergueu a cabeça e olhou nos olhos do Fai com um sorriso.
— Sim. Igualzinho: fofo. Estou sempre com vontade de te tocar e de te apertar. Gosto de te provocar, a chamar-te «Khun». És tão teimoso e voluntarioso… Mas basta fazer-te umas festinhas, e começas logo a ronronar — o Fai disse o que pensava.
— Pois este Gatinho vai é comer-te agora mesmo, rapazinho lascivo — gemeu o Hima, quando as mãos do Fai lhe deslizaram para as calças, a abrir a braguilha e o cinto.
O Fai sorriu-lhe e pĂ´s-se de joelhos, a puxar para baixo as calças e os boxers do seu GatĂŁo, a pĂ´r a descoberto o membro já excitado. O cachorrinho começou a afagar-lhe a ereção com a mĂŁo, enquanto a linguinha lhe brincava com as duas bolinhas, a ouvir o Hima gemer. O Fai sorria-lhe ao de leve, a passar a lĂngua pelo escroto, sempre a olhá-lo nos olhos. Aquele olhar e aquele sorriso enfeitiçavam o Hima. Ele nem imaginava que alguĂ©m pudesse ser tĂŁo sensual numa situação daquelas. Sim, os parceiros de antes tambĂ©m faziam aquilo, a tentar ganhar a hipĂłtese de uma segunda noite. Mas aquele rapaz punha-o louco sĂł de olhar para ele, ali de baixo para cima. O Fai subiu com beijos dos testĂculos atĂ© Ă cabeça do membro e contornou-a com a lĂngua, a demorar-se por uns segundos na fendinha do pĂ©nis.
— Ah… Fai… — gemeu o Hima, a remexer com a mão no cabelo do rapaz.
O Fai olhava nos olhos do Hima, e a sua boquinha recebia o membro daquele Gatão cada vez mais fundo, movimento após movimento. Quanto mais fundo ele lhe entrava na garganta, mais lágrimas apareciam nos cantos dos olhos do Fai. O Hima limpava-lhas com ternura, a olhar para aquela carinha corada, para os olhos marejados e para a t-shirt rasgada. Aquele rapaz fazia dele um louco. A fera voltou a acordar dentro dele e, a agarrar o cachorrinho pelo cabelo, começou a mover as ancas, até o narizinho do Fai lhe tocar na barriga.
— Mmm… Mmm… — gemia o Fai, de boca ocupada com o membro, e começou a desapertar as próprias calças, a enfiar nelas a mão, para se ajudar a si mesmo.
— Siiim… meu menino… — gemia o Hima, a mover as ancas cada vez com mais força, completamente esquecido de que estavam no escritório e de que ali não havia isolamento acústico nenhum.
O Hima percebeu que, se não parasse já, ia acabar dentro daquela boquinha querida. Mas parar é que ele não conseguia, porque o seu cachorrinho devasso afagava o próprio membro com uma mão e, com a outra, apertava o Hima contra si pelo rabinho, sem dar ao Gatão hipótese de tirar o membro por completo da sua boca.
— Ah… Ah… tu és tão quente… — rouquejou o Hima; as suas investidas tornaram-se brutas e rápidas, e o seu menino continuava a gemer.
Pelas bochechas rosadas do Fai corriam lágrimas, do queixo pingava-lhe saliva, mas ele continuava a apertar o Hima contra si, como que a implorar-lhe que não parasse. O Fai tirou a mão do traseiro do Hima e limpou a saliva do queixo com o dedinho.
Depois, a mão voltou ao rabinho do Hima — só que, desta vez, o dedinho molhado deslizou para dentro do buraquinho dele.
— Fai… Ah… — o Hima estremeceu, a apertar a cabeça do Fai ainda mais contra a barriga, enquanto um arrepio lhe percorria o corpo.
Aquela invasão repentina do seu rabinho amplificou uma excitação que já era enorme. O Fai tentou sorrir com o membro na boca — e pôs o dedinho a mexer dentro do Hima.
— Mmm… Mmm… — gemia o rapaz, enquanto a sua boca atacava sem dó o membro do seu homem, e o dedo fino do cachorrinho se movia dentro do rabinho apertado do Gatão.
O Hima nunca na vida tinha estado tĂŁo excitado como naquele momento. O cĂ©rebro deixou de lhe funcionar, e o corpo estava por inteiro em poder daquele rapaz sedutor. A euforia tomou conta dele. Ao Hima parecia-lhe que aqueles olhos lascivos lhe queimavam a alma e o coração. O Hima estava pronto a arder naquela chama e a renascer dela vezes sem conta, como a FĂ©nix, sĂł para ver aqueles olhos e aquele sorriso. Era como se já nĂŁo fosse ele: tudo o que conseguia fazer era gemer de prazer, porque aquele dedinho dentro do seu traseiro o aproximava do clĂmax a cada movimento.
— Fai… sim… mais… estou quase… — gemia o Hima, e o Fai pôs o dedinho a mexer ainda mais depressa, sem parar de soltar gemidos.
O Fai não tencionava fodê-lo hoje; só queria provocar aquele rabinho apetitoso. Embora percebesse perfeitamente que, àquele Gatão lascivo, só a boquinha não ia chegar. O sexo da véspera tinha sido, para o Fai, uma coisa nova e desconhecida — e por isso o cachorrinho queria experimentar mais.
— Aaaah… — gemeu o Hima, a apertar a cara do Fai com força contra a barriga, a tirar-lhe a possibilidade de respirar.
O seu membro pulsava na garganta do jovem, a derramar-lhe lá dentro o lĂquido branco, enquanto o dono do membro tremia com o orgasmo. Os olhos do Fai voltaram a encher-se de lágrimas, o esperma irritava-lhe a garganta e a cara ficou-lhe vermelha; o Hima tirou devagar o membro da boquinha do jovem, que logo respirou fundo e tossicou.
— Desculpa, meu menino — o Hima limpou-lhe as lágrimas das bochechas e, ao reparar numa gotinha de esperma ao canto da boca do seu cachorrinho, apanhou-a com o mesmo dedo.
O Fai sorriu-lhe, quando o Hima lhe estendeu a mão para o ajudar a levantar-se. O Fai pousou a mão na palma do Gatão — mas não esperava que, com um único puxão, fosse parar aos braços daquele homem. O Hima girou com o Fai e, agora, era o cachorrinho querido que estava com o rabinho apoiado na borda da secretária. O Hima saiu de dentro das próprias calças e beijou o Fai com paixão, a puxar-lhe para baixo as calças com as cuecas, a deixar-lhe no corpo apenas a t-shirt rasgada — mas não rasgada até ao fim. O Hima varreu com o braço tudo o que estava na secretária para o chão, ergueu o Fai pelo rabinho e sentou-o no tampo. O Fai abriu bem as perninhas, apoiou as mãos na secretária, entre as pernas, e olhava para o seu Gatão com um sorriso lascivo. O membro do Fai, aos esticões, espreitava-lhe entre os pulsos.
O Hima engoliu em seco.
Raios… porque é que tudo o que tu fazes me põe louco… — pensou o Hima, e beijou-lhe os lábios com avidez.
O Fai respondeu ao beijo; as lĂnguas entrelaçavam-se, a soltar sons indecentes.
— Ah… Hima… — gemeu o Fai, quando o GatĂŁo o deitou na secretária e trepou para cima dele, a morder-lhe e a beijar-lhe o pescoço, as clavĂculas e o peito.
— Fai… tu vais ficar quietinho, não vais, menino lindo? — perguntou o Hima quase num sussurro, a continuar a chupar-lhe os mamilos, um de cada vez.
— Uh… Hia… eu… ah… eu não posso prometer… — respondeu o Fai com honestidade, a esforçar-se por gemer mais baixo.
— Eu aqui não tenho lubrificante, pequenino… — o Hima continuava a deixar chupões pelo corpo do Fai.
— Mas na minha mochila há… — disse o cachorrinho com a voz rouca, e o Hima ergueu uma sobrancelha, espantado, a afastar a cara da barriga dele.
O GatĂŁo estava em choque: a mochila do Fai trazia lubrificante.
— Estás a falar a sério, Fai? — o Hima decidiu perguntar outra vez, para o caso de o rapaz estar a brincar.
Mas o Fai acenou que sim.
O Hima levantou-se de cima dele, foi até ao sofá, abriu a mochila e ficou parvo: lá dentro estava mesmo um tubinho de gel lubrificante. O Fai soergueu-se nos cotovelos e sorriu, ao ver a expressão da cara do Hima. Quando o Hima se virou para a secretária, o seu menino pousou os calcanhares na borda do tampo e abriu as pernas, a provocá-lo de propósito.
Merda… para onde é que foi o meu menino recatado, e de onde é que saiu este diabinho devasso? — pensou o Gatão e, a espalhar o gel pelos dedos, encaminhou-se para o Fai.
Aquele rapaz deitado na secretária, de pernas bem abertas, soltava geminhos baixinhos com os movimentos da própria mão no seu membro. O Hima mexia os dedos molhados no gel, a aproximar-se do traseiro tentador.
— Ah… Hia… siiim — gritou o Fai, quando sentiu a frescura no seu buraquinho e percebeu que o dedo do Hima já tinha irrompido lá para dentro.
Por causa do sexo da véspera, o rabinho do Fai engoliu com facilidade um dedinho do Hima. O Gatão pôs-se a movê-lo lá dentro, a observar o Fai a contorcer-se na secretária com um gemido abafado. Era uma visão tão sensual que parecia que, quanto mais fundo ele enterrava o dedo no rabinho do rapaz, mais o próprio Hima se excitava. O Gatão foi acrescentando dedos, até serem quatro. O Fai movia as ancas ao ritmo dos movimentos da mão do Hima, a esforçar-se por receber os dedos dele mais fundo, e os gemidos do jovem ecoavam pelo gabinete.
— Raios… aahhh… Hima… uff… eu quero o teu membro… — os gemidos do Fai intercalavam-se com súplicas.
O Hima sorriu ao ouvir a voz apaixonada com que o Fai lhe implorava, e, de repente, tirou os dedos de dentro dele. Espalhou o gel pelo seu membro e correu-o pelo buraquinho aberto, a empurrar devagar a cabeça para dentro. O Fai olhava para o homem — que, naquele momento, estava loucamente sensual, e sorria-lhe.
— Ahhh… Ahhh… siiim… ahhh… — a voz do Fai subia de tom a cada respiração.
— Chiu, meu menino. Ahh… estás a gemer alto de mais… — o Hima debruçou-se sobre ele e tapou-lhe a boca com a mão, enquanto lhe mordia o pescoço. — Como eu gosto de estar dentro de ti… O teu rabinho é tão apertado… — o Hima movia-se dentro do Fai devagar, a ouvir-lhe os gemidos, até o membro entrar a todo o comprimento.
Com o ritmo cada vez mais acelerado das investidas do Hima, os calcanhares do Fai começaram a escorregar da secretária, e o Gatão pô-los em cima dos próprios ombros, sem interromper os movimentos, e tirou a mão da boca dele. Os dois esforçavam-se por gemer mais baixo — mas não lhes estava a sair lá muito bem. O Hima rasgou de vez a t-shirt no corpo do Fai, e o rapaz soltou um grito, com a excitação a crescer ao som do tecido a rasgar-se. O Fai enlaçou-lhe o pescoço com os braços, e o Hima ergueu-o da secretária, com o membro dentro do seu rabinho. As perninhas do cachorrinho escorregaram dos ombros do Hima para os braços dele, que agora lhe seguravam o rabinho. O Gatão desceu as nádegas do seu cachorrinho pelo membro abaixo, até à própria base — e o Fai mordeu-lhe o pescoço.
— Ah… tão fundo… Sim… — quase gritava o Fai, sem parar de morder o ombro e o pescoço do Hima.
Aquelas dentadas acendiam o Hima e ele, com o traseiro ligeiramente apoiado na borda da secretária, começou a erguer e a baixar o rabinho apertado do Fai no seu membro.
— Ah… fode-me, Hia… sim… mais… ahh… — gritava o Fai, a continuar a morder o homem que o segurava ao colo.
Com aqueles gritos, o Hima descia-o no seu membro cada vez com mais força. Os dois corpos estavam encharcados em suor. O Fai arrancou os lábios do pescoço dele e irrompeu pela boca do Hima com um beijo apaixonado. Chupava-lhe a lĂngua, mordiscava os lábios do seu GatĂŁo, enquanto o membro lhe invadia o traseiro cada vez mais depressa. O Hima gemia de prazer, a ouvir os gritos e os gemidos do seu cachorrinho, que o aproximavam de mais um orgasmo.
— Ah… Siiim… Eu quero vir-me contigo… — gemeu o Hima, enquanto o Fai lhe lambia o pescoço salgado.
— Vá: à conta de três… — respondeu-lhe o Fai com uma voz tal, que o Hima começou a derreter-se num arrepio doce e húmido.
O Hima já tinha ouvido falar de uma coisa assim, mas nunca lhe passara pela cabeça experimentá-la — porque nunca tinha havido uma pessoa que ele quisesse possuir com uma obsessĂŁo tal, ao ponto de lhe controlar o orgasmo. Na verdade, o Hima já nĂŁo percebia quem possuĂa quem. Se ele ao Fai, se o Fai a ele. Aquele rapaz era tĂŁo ardente, selvagem e sensual, e, ao mesmo tempo, tĂŁo recatado, querido, bondoso e indefeso. Aquele contraste punha o Hima louco.
— Um… — o Fai começou a contagem, sem parar de gemer, enquanto o Hima acelerava o ritmo.
— Ahhh… — Dois… — o gemido do Hima coincidiu com a contagem do seu menino, e o Gatão sentiu que estava mesmo, mesmo quase.
— TrĂŞs… Aaaah… — o Fai pronunciou o Ăşltimo nĂşmero, e o lĂquido branco salpicou a barriga do Hima.
— Siiiim… Ah… Ah… — o Hima ouviu o «três», e a água do amor começou a encher o rabinho do seu cachorrinho, enquanto ele se movia lá dentro devagar.
Por causa da posição em que o Fai estava, o esperma começou a pingar-lhe do rabinho para o chĂŁo e a escorrer pelo membro do Hima. As perninhas do rapaz tremiam, e o GatĂŁo sentia-o. O Hima bem gostaria de foder aquele corpo sedutor atĂ© ele perder os sentidos; mas, depois do orgasmo, os pensamentos clarearam-lhe um pouco, e ele percebeu que o sĂtio nĂŁo era mesmo nada indicado para isso.
O Gatão foi logo direto à casa de banho do seu gabinete, sem sair de dentro do Fai, para não sujar ainda mais o chão. Já na casa de banho, o Hima pousou o seu menino no chão do duche e abriu a água, para tomarem banho os dois. Ajudou o cachorrinho a lavar-se, porque o Fai estava exausto. Com uma toalha enrolada na cintura dele e outra na sua, o Hima levou o rapaz ao colo para o gabinete e sentou-o no sofá.
O Gatão dirigiu-se a um pequeno armário e, ao abri-lo, percebeu que ali só tinha uma camisa de reserva.
O Hima virou-se para o Fai, que nĂŁo tirava os olhos das suas costas molhadas.
— O que foi, Hia? — quis saber o rapaz, ao reparar que o Hima tinha ficado especado.
— Eu aqui só tenho uma camisa lavada. E a tua t-shirt… — o Hima nem teve tempo de continuar: o Fai interrompeu-o com um sorriso.
— Está tudo bem, Hia. Tu podes vestir a que está no armário, e eu visto a que eu te tirei… — respondeu o Fai com um sorriso, e caminhou devagar atĂ© Ă secretária, ao pĂ© da qual a camisa do Hima estava caĂda no chĂŁo.
O Fai adorava o cheiro do corpo daquele homem. Se pudesse escolher entre uma camisa nova e a camisa do Hima, escolhia sem dúvida a segunda. O tremor nas pernas já quase tinha passado, mas ficava um pequeno desconforto no rabinho. O cachorrinho apanhou a camisa e tirou a toalha, a desnudar diante do Hima as nádegas redondas. O Hima não conseguia despregar os olhos daquele rapaz, que, com um movimento leve e erótico, vestiu a camisa, a virar-se de frente para ele e a abotoar os botões. A toalha que tinha ficado na secretária foi apanhada pelo Fai, e o rapaz encaminhou-se para o Hima.
Ao chegar-se ao seu GatĂŁo, o Fai puxou-lhe a toalha da cintura, coisa que o Hima nĂŁo esperava de todo.
— Eu vou pendurá-las na casa de banho e secar o cabelo com o secador; tu, entretanto, podes ir-te vestindo, gatinho obediente… — disse o Fai com um sorriso querido e, a beijar o Hima nos lábios com ternura, o jovem foi para a casa de banho.
O Hima teve tempo de se vestir, apanhar a roupa do chão e pousá-la no sofá. Sorriu ao de leve quando voltou para a secretária e viu o esperma no chão: o Hima, sem pensar duas vezes, limpou-o com a t-shirt preta do Fai — que a seguir atirou para o lixo. Começou a apanhar os documentos do chão quando, da casa de banho, saiu o Fai, com uma camisa branca que lhe ficava enorme e lhe acabava a meio da coxa.
O Fai decidiu ajudar primeiro com os documentos e vestir-se sĂł depois, porque estava a gostar daquele olhar esfomeado com que o Hima olhava agora para ele.
O Fai acocorou-se, a examinar os papéis e a separá-los pelos nomes dos estabelecimentos. O cachorrinho estava de costas para a porta, com a camisa a cair-lhe pelas costas quase até ao chão. O Hima ia-lhe explicando que documentos iam para que pilha e, já agora, contava-lhe coisas deste e daquele estabelecimento. O Fai embrenhou-se de tal maneira nas histórias e nas explicações do Hima que se esqueceu por completo de que estava só de camisa.
Truz-truz-truz.
Bateram à porta, e entrou o Kris — cuja atenção foi logo capturada pelo Fai, vestido só com uma camisa de seda, através da qual se via nitidamente que ele não trazia nada por baixo. O Kris endoidecia de ciúmes, e o coração rasgava-se-lhe de dor.
— O que é que queres, Kris? — perguntou o Hima, ao ver o Kris a olhar para o Fai.
Ao ouvir a voz do Hima, o Kris tentou recompor-se e, com uns passos em frente, parou ao pé deles.
— Aquilo que o Nong Fai pediu foi entregue no laboratório. Instalamos tudo lá? E o Don quer saber se é precisa ajuda com a montagem — respondeu o Kris numa voz quase normal, a esforçar-se por não olhar para o Fai.
— Não é Nong Fai... é Khun Fai. E com que parte do corpo é que o Don estava a ouvir, quando eu disse que tinha de ficar tudo no meu gabinete? — corrigiu-o o Hima com severidade.
— Peço desculpa, chefe — o Kris inclinou a cabeça, a ferver por dentro.
— Já chegou? A sério que veio tudo o que eu pedi? Uau, Hia, tu és o maior! — o Fai deu um pulo e atirou-se ao pescoço do Hima, de folhas na mão, sem fazer ideia de que o seu rabinho querido e redondo, com as marcas vermelhas, e as suas pernas compridas e esguias estavam agora à vista do Kris.
O Kris baixou o olhar sem querer, e os ciúmes, a inveja e o embaraço apoderaram-se dele ao mesmo tempo. O Hima viu o Kris corar e, ao correr as mãos pelos flancos do Fai, percebeu que a camisa já não tapava as nádegas do seu cachorrinho querido.
— Meu menino, acho que primeiro é melhor ires-te vestir… — sussurrou o Hima com firmeza, a baixar os braços do seu cachorrinho, para a camisa lhe voltar a tapar o rabinho.
O Fai corou, quando percebeu que o Kris devia ter visto o seu traseiro nu. O Hima reparou nas bochechas rosadas do seu menino, correu-lhes a mão por cima e virou-o de costas para si, a abraçá-lo pela cintura de maneira que as mãos do Gatão tapassem as vergonhas do Fai.
— Kris, manda cá vir uns quantos operários… Hmm… Daqui a uns dez minutos… É preciso fazer uma pequena mudança, para instalar o equipamento de trabalho da minha esposa — ordenou o Hima no tom do costume, e o Kris, com um aceno, saiu do gabinete.
O Kris bem podia ter ligado a avisar de que estava tudo entregue; mas preferia sempre mais uma oportunidade de ver o Hima, por quem estava apaixonado havia já três anos.
— Como tu me irritas, fedelho! Antes nunca tivesses existido! — praguejava o Kris, a caminho do laboratório, de volta para junto do Don.
O Fai, entretanto, vestiu-se num instante e ajudou a pôr os documentos em ordem. Estava tão empolgado que não conseguia ficar quieto. Há tanto tempo que o cachorrinho sonhava criar uma IA, mas nunca tinha tido nem o tempo nem o dinheiro para isso.
O gabinete do Hima era suficientemente grande para que, com uma pequena mudança de parte da mobĂlia, o equipamento do Fai lá coubesse. Pouco depois, apareceram os operários. O Hima mandou encostar o sofá e a mesinha de centro Ă parede do lado da casa de banho; pĂ´r em frente Ă janela desimpedida a secretária com o computador e o portátil do Fai; e instalar os bastidores dos servidores e o sistema de arrefecimento perto da secretária, mas de maneira a nĂŁo estorvarem a passagem. Quando a arrumação ficou pronta, o Fai agradeceu aos rapazes e disse que montava e ligava tudo ele prĂłprio. O Fai levou quase trĂŞs horas com a montagem, a instalação do software e a ligação dos servidores. O Hima, nesse tempo, despachou os documentos e ficou a ver o seu cachorrinho querido Ă s voltas com os brinquedos novos.
O Fai ligou o PC, despejou para lá todos os dados do tablet do Don e, por precaução, pôs uma palavra-passe no acesso ao sistema e nas pastas importantes. Terminada a montagem, o Fai virou-se para o Hima, todo satisfeito.
— Já acabaste, meu menino? — quis saber o Hima, e o Fai acenou que sim.
— Tenho fome — resmungou o Fai, e olhou para o relógio no monitor, que marcava quase nove da noite.
— Ah-ah-ah… ficas sempre com esta fome toda depois do sexo, é, pequenino? — brincou o Hima e, a abraçar o seu cachorrinho pela cintura, saiu com ele do gabinete — à porta do qual esperava o Kris.
— Kris, vamos para casa. Liga à tia Nari e diz-lhe que aqueça o jantar para a nossa chegada. Há aqui alguém que hoje gastou energia de mais — ordenou o Hima; e a última frase disse-a num tom meigo, a beijar a bochechinha do Fai.
Já no carro, o embalo venceu o Fai, e o rapaz adormeceu no ombro do Hima, que olhava com um sorriso para o seu cachorrinho querido e lhe fazia festas na cabeça. O Kris ia espreitando pelo espelho retrovisor, e o coração do rapaz apertava-se com os gestos ternos do chefe e com aquele olhar desvelado.
— Fai… acorda, já chegámos a casa — o Hima acariciava a bochecha do jovem e falava sem levantar a voz.
O Fai abriu os olhos, ergueu a cabeça do ombro do Hima e, a bocejar, abriu a porta e saiu do carro, a espreguiçar-se. O Kris abriu a porta ao Hima, e ele saiu do outro lado. O Gatão abraçou o seu cachorrinho pela cintura, e os dois foram para dentro de casa. Seguiram diretos para a cozinha, no relógio eram 21h45, e a tia Nari já tinha posto a mesa, à espera dos seus chefes. Com o cheirinho delicioso da comida, a barriga do cachorrinho roncou, traiçoeira, e o Hima sorriu.