top of page

16 🔞 – O elefante branco da selva (parte 1 de 2)

Na verdade, o Dao teria gostado de ir com o Husky até à cozinha e de não o perder de vista, mas o ex a pairar no horizonte era, naquele momento, mais importante. E também não tinha deixado o Fon abraçar o Prem,porque ninguém devia tocar no seu tampinha.


O Dao e o Prem conversavam junto à saída para a pista, à espera do Dream. Vinte minutos antes do início da corrida, o Dream chegou. Tal como o Dao previra, veio na sua Aprilia Tuono V4 1100 Factory, que comprara dois meses antes. O Dream tinha muito orgulho na sua mota, porque a comprara sozinho, sem a ajuda dos pais e sem crédito.


O Dream, mal viu o Prem, foi logo ter com ele.


— Olá outra vez, Prem — cumprimentou o Dream, a olhar em volta, à procura do Cerejinha.
— Não me digas que o Cerejinha se assustou? — brincou o Dream, sem ligar nenhuma ao homem ao lado do Prem.
— O pequenino não tarda aí, Nong Dream. Desde a universidade que não come nada, e com fome eu não o deixei ir para a pista — disse o Dao num tom uniforme, sem se virar para o interlocutor.
— E tu quem és? — o Dream olhou para o homem ao lado do Prem.
— Acho que devias ir ao médico, já que tens problemas de memória. Falámos ao telefone há umas horas: fui eu que aceitei esta corrida — disse o Dao, olhando para o Dream com desprezo. O Prem sorria.
— Enquanto o MEU pequenino come, discutimos as condições da corrida? O que é que tu queres? — continuou o Dao, sem esperar pela resposta do Dream, com toda a ênfase na palavra «meu».
— Teu? Ah-ah-ah, o Cerejinha não namora com ninguém. Nunca. Só sexo sem compromissos. Enfim… Vamos lá discutir — riu-se o Dream, porque, antes da primeira corrida com o Fon, tinha andado muito tempo a observá-lo.
— A primeira coisa que querias era uma corrida sem o equipamento do Prem, certo? — continuou o Dao com ar imperturbável.
— Sim. Tem de ser uma mota do Fon. As condições da aposta são estas: se eu ganhar, o Cerejinha namora comigo até eu decidir acabar com a relação — disse o Dream com malícia, precisamente no momento em que, de trás das costas largas do Dao, apareceu o Fon.
— O que é que tu disseste?! — indignou-se o Fon bem alto, e já se ia atirar ao Dream, mas o Dao puxou-o para si pela cintura, a travá-lo.


O Husky ergueu os olhos e olhou para o Dao, que lhe apertou a cintura um bocadinho mais, a dar-lhe a entender que estava tudo bem. O Fon sorriu-lhe, e os seus braços enroscaram-se na cintura do Dao,com o que o Dream quase ferveu de ciúmes.


— Ohhó, fato novo? Ficas ainda melhor nesse do que no anterior — o Dream disse os seus pensamentos em voz alta, a avaliá-lo com um olhar carregado de luxúria.


O Dao respirou fundo, a segurar as emoções, para não o matar ali mesmo.


— Pequenino, nós combinámos que esta conversa era eu a conduzi-la, não foi? — perguntou-lhe o Dao num tom carinhoso, e o Fon acenou.
— Muito bem. O que é que deve servir de prova de que a mota é do Cerejinha? — continuou o Dao, enquanto o Fon esperava, ligeiramente nervoso — porque a mota em que tinha vindo não era dele.
— Os documentos da máquina têm de estar em nome dele — respondeu logo o Dream, a calcular que, em tão pouco tempo, o Fon não podia ter comprado uma mota. O Dao sorriu.
— Ótimo. As minhas condições são estas: se o Cerejinha ganhar, tu nunca mais o incomodas… e a tua mota… entregá-la ao meu pequenino — disse o Dao a sorrir, de olhos no Husky, ao reparar que ele estava nervoso.
— A minha mota? Tu endoideceste? — indignou-se o Dream, porque tinha poupado muito tempo para a comprar.
— O que é que se passa? Achas que a tua mota vale mais do que o meu namorado? — perguntou o Dao num tom severo, e o Fon olhou para ele, sem ele próprio perceber porque é que aquelas palavras o fizeram corar daquela maneira — e o coração dele falhou uma batida.
— Se for esse o caso, então perdemos o nosso tempo ao vir aqui… — o Dao virou-se, sem tirar a mão da cintura do Husky, e preparava-se para marchar para a saída. O Prem e os espectadores, que se iam juntando, seguiam a conversa cheios de curiosidade.
— Está bem! Aceito — gritou o Dream, e o Dao sorriu de leve, virando-se para ele.
— Ah, e mais uma coisa: de mim, levas um soco. Ah, sim — e a minha condição mais importante: não podes mudar de ideias depois de veres a mota dele — o Dao continha a raiva, a falar com calma.
— Negócio fechado — sorriu o Dream, a pressentir a vitória.


A multidĂŁo sussurrou ao ouvir o acordo do Dream. Percebiam que ia ser uma corrida interessante. Afinal, o prĂ©mio principal era o prĂłprio Cerejinha, que, pela primeira vez, tinha entrado na pista sem capacete. 


Nem o próprio Fon percebia porque o tinha feito. Mas tinha cá dentro a sensação de que aquele homem, que viera com ele até ali, não o deixaria ficar mal.


— Pequenino, está na hora de te preparares para a corrida. NĂŁo trouxeste o capacete — vai buscá-lo. 


Entretanto, eu levo a mota para a linha de partida — o Dao despenteou-lhe o cabelo com ternura, com um sorriso amoroso, e o Fon acenou, tirando os braços da cintura dele para voltar ao balneário, buscar o capacete.


O Dream avançou até à linha de partida e, desligado o motor, ficou sentado na sua Aprilia preta e vermelha. O Dao entrou na pista com a Kawasaki Ninja. Os olhos do Dream arregalaram-se quando viu a mota em que o Dao chegava à linha de partida.


— Ei! Essa não pode ser a mota do Cerejinha! Estás a fazer batota! — gritava o Dream; mas o Dao desmontou da mota devagar, com elegância, e encaminhou-se para o Dream.
— Batota nenhuma. Aqui estão os documentos — o Dao tirou do bolso interior os documentos de propriedade, onde constava o nome do Fon, e espetou o dedo no nome do dono da máquina.
— Pi'Dao! — gritou o Fon o nome do Dao, em choque, quando ouviu as palavras dele.


O Husky aproximou-se e tirou-lhe os documentos das mãos; ficou tão espantado como o Dream quando viu o seu nome nos papéis. A data era a do dia em que a mota tinha chegado à Tailândia.


— Tu enlouqueceste, Pi?! Sabes quanto é que ela custa? — gritava o Fon, sem perceber como é que alguém podia gastar um dinheiro daqueles com um rapaz desconhecido.
— Claro que sei — fui eu que a encomendei, juntamente com esse fato — o Dao abraçou-o pela cintura.
— Porque é que não me disseste antes? — continuava o Fon indignado.
— É a minha prenda para ti, pequenino. Queria fazer-te uma surpresa — o Dao sorriu e, debruçando-se, beijou nos lábios o Husky em choque, apertando-o contra si.


O público assobiou e gritou ao ver aquela cena. Já o Fon nem se conseguia mexer, do choque, e do coração a bater-lhe disparado no peito. O Dao beijou o seu Husky com ternura e, afastando-se, passou-lhe a mão pela bochecha vermelha. O Dream, naquele momento, fervia pura e simplesmente, de raiva, e da sua própria imprudência.


— Está na tua hora, pequenino. Eu acredito em ti! — o Dao soltou o abraço e, tirando o capacete das mãos do Fon, ajudou-o a pô-lo.


Quando o capacete lhe escondeu a cara, o Husky sorria com um sorriso rasgado que ninguém viu. O Fon recompôs-se, sentando-se na mota.


O Dao voltou para as bancadas com um ar satisfeito. O Prem aproximou-se dele.


— A sério? Ofereceste-lhe mesmo essa mota? — o Prem estava espantado, porque sabia perfeitamente quanto custava aquela beleza e como era difícil arranjá-la.
— Sim. Encomendei-a de propósito para ele — respondeu o Dao com toda a calma, a observar o seu pequenino a preparar-se para a partida.
— Tu sabes que o Fon não se compra, nem se obriga a fazer seja o que for? — perguntou o Prem, só para prevenir.
— Sei. Eu sei que esse rinocerontezinho nunca levou ninguém a sério — sorria o Dao, sem despregar os olhos do Husky.


Soou o sinal de início da corrida e, mal se acendeu a luz verde, as duas motas dispararam da linha de partida. Era a corrida normal, de três voltas. Já no fim da primeira volta, o Fon ia à frente por mais de um comprimento de mota. Estava tão absorvido pela corrida e tão excitado com a velocidade que as hormonas da felicidade, no sangue dele, estavam em plena festa.


Quando a mota do Husky entrou na última volta, o Dao desceu das bancadas e encaminhou-se para a meta. O Fon estacionou a mota ao lado do Dao, tirou o capacete e, como sempre, desmontou naquele seu jeito sedutor. O Dao aproximou-se dele e sorriu, ao ver a paixão nos olhos daquele miúdo. O homem tirou um lenço do bolso e, erguendo a cabeça do seu Husky pelo queixo, limpou-lhe com gestos de carinho o suor que lhe escorria pelas têmporas. O Fon olhava para a cara do homem à sua frente e estava calado, porque, com aquele toque terno, os joelhos voltaram a tremer-lhe. Nesse momento, o Dream chegou à meta.


— Tens calor? Toma, água — interessou-se o Dao, estendendo-lhe uma garrafa de água, porque o ar estava abafado, e o Fon vinha de fato e capacete.
— Parabéns, pequenino. Agora tens duas motas — sorriu o Dao, e guardou o lenço no bolso das calças.


O Dao abriu a garrafa para o Fon, e o pequenino ainda conseguiu dar uns golos antes de ouvir o Dream a protestar.


— Esta corrida foi uma vigarice! Tu sabias que a minha mota não conseguia ganhar a uma Kawasaki! — indignava-se o Dream.
— E não foste tu o primeiro a inventar isso, Dream? Tu sabias que o Cerejinha só tinha uma scooter, mas vieste para cá nessa mota, já a contar de caso pensado com a vitória. E foste tu que recusaste correr com o equipamento do Prem, ou não foste? — disse o Dao com severidade, dando um passo em frente, para que o Cerejinha ficasse atrás dele.
— Se pensavas que era assim tão fácil conseguires um rapaz como o Cerejinha, enganaste-te. Ele não se compra, nem se obriga a fazer o que quer que seja. Tu já recebeste como prémio, no passado, duas semanas de relação com ele. E, se ele gostasse de ti, teria ficado contigo nessa altura. Hoje, resolveste provocá-lo por chantagem para uma corrida — uma corrida à partida perdida para ele. Pelo teu plano maquiavélico, propus tirar-te a mota. Pela tua estupidez e pela tua recusa em aceitar a realidade — que ele não está interessado em ti —, nunca mais voltas a procurá-lo. E, por te teres atrevido a avaliar o meu menino precioso abaixo da tua mota idiota, levas de mim um soco — o Dao disse tudo isto com severidade, a segurar a mão do Husky, que estava atrás dele com a carinha corada por aquelas palavras.


— As chaves e os documentos da tua mota… — estendeu o Dao a mão.


O Dream ficou imĂłvel. O Dao sorriu e largou a mĂŁo com que segurava o Fon.


Plaf!


O Dao desferiu um murro na cara do Dream. O golpe foi tão forte que o adversário perdeu os sentidos. O Fon estremeceu quando o corpo do Dream caiu no chão. O Dao deu um passo em frente, acocorou-se e apanhou do chão as chaves da mota do Dream.


— Prem, os documentos tiras-lhos quando ele acordar — disse o Dao num tom calmo. O Prem acenou, assustado.
— Toma, pequenino: faz com ela o que quiseres — o Dao atirou as chaves ao Husky, e o Fon, ao apanhá-las, olhou para o Dao.


Aquele homem forte e dominador, agora de pé à sua frente, cuja aura metia medo a todos os que ali estavam, era, naquele momento, aos olhos do Fon, loucamente sensual.


— Pi'Prem, deixa a mota ficar contigo, para já — o Cerejinha pôs as chaves na mão do Prem e agarrou a mão do Dao.


O Dao virou-se e baixou o olhar para a mão que lhe segurava o pulso. Ergueu os olhos devagar e ainda abriu a boca para fazer a pergunta, mas o seu Husky pôs-se em bicos de pés e beijou-o com paixão, debaixo dos gritos e dos assobios cada vez mais fortes da multidão nas bancadas. O Dao respondeu ao beijo e puxou o pequenino para si pela cintura, a segurá-lo pela nuca.


— Hm… meninos, não querem aproveitar o quarto de hóspedes? — propôs o Prem, a perceber como aquilo ia acabar.


E, no entanto, o Prem nunca tinha visto o Fon portar-se assim com ninguém. Mesmo quando um rapaz nas bancadas lhe agradava muito, ele nunca deixava que lhe tocassem em público. Agora, era precisamente o Cerejinha quem não só agarrava a mão de um rapaz, como ainda o beijava à frente dos clientes todos.


— Vamos para minha casa, é aqui perto — sussurrou o Fon ao Dao, e arrastou-o para a mota.


O Fon sentou-se ao comando, e o Dao instalou-se atrás, a abraçar o pequenino com força pela cintura. O Husky sorriu quando os dedos de uma das mãos desceram, a tocarem-lhe ao de leve no membro através do fato. O Fon ligou o motor e rumou ao seu apartamento, que tinha comprado para o sexo. Chegaram lá em dez minutos. O Dao desmontou da mota e ficou a deliciar-se com o seu pequenino a passar a perna por cima do assento de maneira tão sensual, com o fato a sublinhar na perfeição o rabinho redondo que tanto o chamava.


O Fon agarrou a mão do Dao e arrastou-o para o elevador. O Dao sorriu com doçura e deixou aquele miúdo mandar nele. Mal os dois entraram no elevador, o Fon voltou a beijá-lo. O Dao ergueu o pequenino pelo rabinho apetitoso e sentou-o no corrimão do elevador, a continuar a chupar-lhe a língua pequena, até ouvir o gemido doce do jovem.


TLIM.


As portas do elevador abriram-se, e o Dao saiu dele com o seu Husky ao colo, que lhe beijava o pescoço. Uma sensação de déjà-vu visitou os dois.


— A segunda porta à esquerda, no corredor — disse logo o Fon, a antecipar-se à pergunta do Dao.
— O código é 0309 — continuou o Husky, despegando-se outra vez do pescoço do Dao, porque sentiu o homem parar.


O Dao introduziu o código e a porta abriu-se. Entrou no apartamento e debruçou-se para beijar o jovem nos seus braços. O Fon respondeu ao beijo, e as línguas dos dois entrelaçaram-se na boquinha do Husky, que soltava uns gemidos doces. O Dao estendeu a mão e puxou o fecho do fato do Fon. Sonhava fazer aquilo desde o momento em que encomendara aquele fato. Aquele corpinho nos seus braços era tão sedutoramente bonito que ele mal se continha para não rasgar o fato.


O Fon tirou-lhe o blusão, e as suas mãos vaguearam pelo peito forte do Dao, apertando-o de vez em quando. Aquele homem tinha-lhe chamado a atenção logo no primeiro encontro, nas bancadas. O Dao pousou o Fon no chão e ajudou-o a livrar-se do fato. O Husky ficou só de boxers brancos. O Fon abriu a braguilha das calças do Dao e, envolvendo-lhe a cintura com um braço, enfiou a outra mão dentro das calças, a acariciar o volume nos boxers e a avaliar o tamanho do membro do homem à sua frente.


— Ah… — gemeu o Dao, quando o Fon meteu a mão por baixo da roupa interior e lhe envolveu o membro com a mão.


O Fon puxou-lhe as calças e a roupa interior até aos joelhos, a desnudar o membro grande do Dao — e, depois, os seus próprios boxers. O Dao olhava para o seu Husky, que se punha lentamente de joelhos à frente dele, sempre a olhá-lo nos olhos. O Fon beijou com ternura a cabeça do membro dele, a provocar-lhe a fendinha com a língua.


— Pequenino — disse o Dao com a voz rouca, quando, com aquele toque quente, um arrepio lhe correu o corpo.


O Dao tirou a t-shirt e atirou-a para o chĂŁo, a desnudar a tatuagem no peitoral esquerdo e no ombro.


O Fon olhava o Dao nos olhos e chupava a cabeça do membro dele, devagar mas com força, enquanto a sua mão deslizava para baixo, para o seu próprio rabinho.


— Ufff — gemeu o Fon, quando o seu dedinho entrou no rabinho; e recebeu o membro do Dao ainda mais fundo, a engoli-lo mais a cada movimento, até o narizinho do Husky se encostar à barriga do Dao.
— Ahh… Fon… siiim… — o Dao nunca se tinha sentido tão bem com ninguém.


Aquele rapazinho amoroso estava a revelar-se um tesouro incrível. A boquinha dele conseguia acolher o membro inteiro. O Dao esforçava-se imenso por se controlar mas, quando o narizinho fresco lhe tocou na barriga, não se aguentou. Agarrando a cabeça do Fon, começou ele mesmo a mover as ancas dentro daquela boquinha, a olhar para a cara dele, pela qual começaram a correr lágrimas. O Fon não fez nada que desse a entender que lhe doía ou que lhe custava. Com aquelas investidas, o Husky só gemia ainda mais alto, a provocar o homem à sua frente para que não parasse.


— Ah… Pequenino… Para… — o Dao travou-o, erguendo-o pelos ombros, porque não planeava vir-se já.

Pegou no miúdo e, com ele ao colo, levou-o para o sofá. Pelo caminho ia-o beijando, a mordiscar-lhe os lábios, que estavam tão vermelhos e inchados das recentes carícias orais. O Dao pôs o rapaz de joelhos no sofá, e o Fon, virado de costas para ele, apoiou o peito no encosto do sofá, e a sua mão voltou a deslizar para o pequeno orifício, no qual enfiou logo dois dedinhos, começando a movê-los.


— Ah… ah… sim… — os gemidos do Fon, e a maneira como ele mexia os dedinhos dentro do seu rabinho pequeno, davam com o Dao em doido.


Nunca nenhum parceiro tinha despertado no Dao uma vontade assim de comer uma pessoa. No sentido literal. Sentia que morria, se não mordesse aquelas nádegas tentadoras.


Quem é que te ensinou a seduzir assim, pequenino? — pensou o Dao.


Nhac!


— Ai! — gritou o Fon, de dor e de surpresa; o rabinho contraiu-se à volta dos seus próprios dedinhos, a trocar a dor por excitação.


O Dao tinha-lhe mordido o rabinho redondo que tanto o chamava. Tomou na mão o membro do Fon e começou a acariciá-lo. Beijava e mordia aquele rabinho amoroso, a deixar-lhe marcas, como se quisesse mostrar que aquilo era propriedade sua. Por estranho que pareça, o Husky não se importou, só gemeu ainda mais alto.


— Ah… Dao… — a voz rouca e trémula chamou o homem pelo nome, quando ele juntou o seu dedo aos três dedinhos do Fon dentro do rabinho pequeno e, envolvendo com a sua mão a mãozinha do rapaz, começou a mexê-la, a acelerar o ritmo, até o corpo do jovem estremecer.


O Fon nunca chamava os parceiros pelo nome durante o sexo. Podia gemer, dizer «querido» ou «lindo», mas em circunstância nenhuma tratava o parceiro pelo nome. Achava que isso era um momento íntimo de mais para simples parceiros de cama.


— Dao… Sim… Por favor… Mais… — gemia e mexia as ancas o pequenino, ao sentir que estava quase, quase a vir-se.


O Dao acelerou, a oferecer ao seu Husky a descarga desejada. O líquido branco encheu a mão do Dao e salpicou o encosto do sofá. O jovem respirava com esforço e, de cabeça descaída, apoiado no encosto, tirou os dedinhos do seu canal, pousando o rabinho no sofá. Ao virar-se, viu à sua frente, de pé, o homem nu, que olhava para ele como se o Fon fosse um coelhinho que se cruzou com um tigre esfomeado. Com aquele olhar, o sangue fervia-lhe, os arrepios cobriam-lhe o corpo todo, e os joelhos traíam-no com uma tremura tal que ele nem se conseguia levantar.


O homem aproximou-se dele, e os lábios dele colaram-se com sofreguidĂŁo aos seus lábios pequenos; as lĂ­nguas entrelaçaram-se. O Fon nĂŁo saberia dizer quanto tempo durou aquele beijo mas, quando aqueles lábios lhe largaram a linguinha, tudo o que ele conseguiu dizer, a apontar para a porta, foi: 

— O quarto é ali.


O Dao levantou o corpinho pequeno ao colo e colou-se ao pescoço dele, deixando lá um chupão. As unhas do Fon arranhavam-lhe as costas, até as costas do Husky tocarem na cama.


— O gel e os preservativos estão na mesa de cabeceira — gemeu o Fon, com o cérebro enevoado de desejo.


O Dao tirou de lá só o gel: não queria usar preservativo. Ao virar-se para o Fon, o coração bateu-lhe mais depressa, ao ver as bochechas rosadas do rapazinho, que acariciava o próprio membro com a mão, a morder o lábio e a soltar uns gemidos doces, de olhos fechados.


Não te vou deixar pertencer a mais ninguém, pequenino. Nunca ninguém, além de mim, te deve ver assim tão devasso. — pensou o Dao e, espremendo um bocadinho de gel para os dedos, aplicou-o no buraquinho do Fon.


O Fon estremeceu com o fresco do gel e abriu os olhos.


Maldição… Este homem é perigoso… Com ele, eu não me controlo. — passou o pensamento pela cabeça do Fon, quando percebeu que tinha voltado a fechar os olhos ao pé do Dao.


O Dao meteu-lhe três dedos e começou a movê-los, a fazer o dono daquele rabinho pequeno gemer e contorcer-se. Provocava-o; provocava-o de propósito, à espera de que aquele Husky começasse a implorar que o fodesse. O Dao acariciava-lhe com a língua os mamilos pequenos e rosados, mordiscando-os de vez em quando. Com um dedo da mão livre, percorria os labiozinhos inchados do Fon, que lambia o dedo com a linguinha e depois o metia na boquinha e o chupava. Ao encontrar o ponto certo dentro do rabinho pequeno, o Dao estimulou-o: o corpo do Fon foi trespassado por um tremor, ele suou, os gemidos tornaram-se-lhe roucos e… rendeu-se: os olhos voltaram a fechar-se-lhe, as mãos amarrotavam os lençóis, a respiração saía-lhe entrecortada, e as ancas moviam-se ao encontro dos dedos lá dentro.


— Por favor… Dao… fode-me… Eu já não aguento mais isto… — implorava o Fon com uma voz tão sensual que, se a seguir lhe pedisse que pusesse em nome dele todos os bens do Dao, ele teria aceitado.


O Dao tirou os dedos, pôs as perninhas do Fon aos ombros e, espalhando gel no seu membro, começou a metê-lo naquele rabinho pequeno.


— Ah… Sim… Sim… — gemeu o Fon, quando o membro já ia quase a meio; o pequenino relaxou, e o seu rabinho engoliu o membro inteiro do homem.


O Dao rosnou quando as suas ancas tocaram nas nádegas redondas, a mostrar que tinha entrado até ao fundo. Decidiu deter-se, para não magoar aquele rapaz de aparência tão frágil.


— Não te contenhas — fode-me de uma vez… — a frase apanhou o Dao de surpresa.


Aquela criança de ar frágil exigia dele uma dureza que não condizia nada com o seu aspeto amoroso.


— Depois não te queixes de que não te consegues levantar, pequenino — disse o Dao com um sorriso, e começou a mover as ancas.


— Ah… Dao… Ah… Mais… — o Fon gemia cada vez mais alto, a gritar o nome dele cada vez mais vezes.
— Sim… meu lindo… tão quente por dentro… — o Dao beijava-lhe os lábios, mordia-o, deixava-lhe chupões no pescoço.


As investidas das ancas eram secas e fortes; o Dao quase saía dele por inteiro, para voltar a entrar de um golpe até ao fundo. Os gemidos do Husky quase passavam a gritos, e o som dos corpos suados a baterem um no outro respondia aos gemidos dos dois.


— Aaah… — gritou o Fon, quando o líquido turvo lhe inundou a barriga — apesar de ele nem sequer ter tocado no seu membro.


O Dao foi a primeira pessoa com quem o Fon conseguiu vir-se sem tocar no membro. O seu rabinho pulsava com o orgasmo, a apertar o membro do Dao com cada vez mais força.


— Siiim! — a visão do rapaz a contorcer-se no orgasmo excitou o Dao ainda mais, e ele veio-se também dentro do rabinho dele.


Com mais umas quantas investidas, deitou-se na cama ao lado do Fon, beijando-o com ternura na tĂŞmpora. O Husky virou-se para olhar para o homem que agora era tĂŁo meigo com ele, e aquela meiguice, que nĂŁo condizia nada com o aspeto dele, excitava o Fon.


O Fon montou-lhe o corpo e beijou-o com paixão. O Dao decidiu deixar o pequenino conduzir aquele beijo, limitando-se a responder-lhe com ternura. A excitação do Husky chegou ao limite, e ele já não conseguiu conter-se. Sentia que os beijos não chegavam; o cérebro desligou-se-lhe, e o Husky esfomeado soltou-se à solta, a morder com paixão o homem por baixo dele. Os lábios, o pescoço, os ombros, o peito — ele não tencionava parar, e o Dao não o travava; só gemia ainda com mais força. O Fon sentiu uma pressão debaixo das nádegas e, soerguendo-se um bocadinho, tomou nas mãos o membro do Dao, outra vez levantado, e sentou-se nele.


— Ahhh — dois gemidos soaram ao mesmo tempo no quarto, quando o rabinho voltou a engolir o membro do homem.


O Fon não o cavalgou, como faziam os outros. Mexia as ancas para a frente e para trás, e a penetração ficava mais funda do que nunca. O Husky apoiou uma mão na coxa do Dao e pousou a outra no peito dele, a passá-la pelas dentadas que acabara de lá deixar. Inclinou a cabeça ligeiramente para trás, a morder o lábio de baixo, com o suor a escorrer-lhe pelo corpo. Os gemidos e a visão daquele miúdo tinham o Dao enfeitiçado. Aquele Husky… era tão desenfreado, selvagem, quente, e o Dao não lhe conseguia resistir.


— Siiim… Mais, meu menino… És tão quente — gemia o Dao, a observar as gotinhas de suor a escorrerem pelo corpo do jovem.


Quando o Dao notou que o Fon estava cansado, sentou-se e deitou-o na cama. Virando o Husky de barriga para baixo, meteu-lhe almofadas por baixo, e o rabinho dele ficou empinado. O Fon orientou-se num instante e assumiu a posição de gatinha, com a cabeça virada de lado.


Raios… Será que hoje eu consigo parar? — pensou o Dao, e voltou a entrar naquele rabinho apertado.


— Uff… Dao… tu és espantoso… — disse o Fon com a voz rouca, a perceber que, naquela noite, dormir é que não ia ser com ele.


O Husky bamboleava as ancas ao ritmo das investidas do Dao; a voz falhava-lhe e ia ficando rouca, a excitar o Dao ainda mais.


— Sê só meu, pequenino — pedia-lhe o Dao, a segurar o jovem pelas ancas e a empurrar as suas, cada vez mais depressa e com mais força, ao encontro do rabinho pequeno.
— Ah… Dao… agora sou só teu… — gemia o Fon de prazer.


Os dois adormeceram já de madrugada, de exaustão — sem sequer terem tomado um duche.

bottom of page