12 🔞 – Pequeno mentiroso (parte 1 de 2)
O Fon olhou para o Dao e sorriu, todo amoroso: parecia não o incomodar nem um bocadinho o que o Dao tinha feito um instante antes, nem a força com que ele lhe apertava a mão.
— Pi, não te parece que andamos a encontrar-nos «por acaso» vezes de mais? — interessou-se o Fon, virando-se para o Dao e dando um passo na direção dele.
O Dao ainda lhe segurava a mão. O Fon pôs o pé entre as pernas do Dao e ergueu-o ao de leve, a roçar-lhe a virilha. Pousou a mão livre no peito do Dao e foi-a descendo devagar pelo corpo dele.
— Ou… queres foder-me, Pi? — atirou o Fon a pergunta à queima-roupa, levantando a cabeça e olhando o Dao nos olhos.
O Dao afastou-o de si com suavidade e mediu-o com um olhar avaliador.
— Tu não consegues pensar em mais nada além de sexo, tampinha? — perguntou o Dao com rispidez, a tentar esconder o coração a bater acelerado.
— Oh, Pi, e tu não estás agora a pensar exatamente no mesmo? O teu coração denunciou-te — provocava-o o Fon.
— Tu simplesmente irritas-me. Não gosto de crianças — disse o Dao com desdém.
— A sério? — interessou-se o Fon com um sorriso matreiro, de sobrancelha erguida.
— Então porque é que me interrompeste há cinco minutos? — o Fon provocava-o, e o Dao atrapalhou-se.
O Dao não estava à espera de que aquele nanico fosse tão descarado. E, olhando bem, o rapaz tinha razão: o próprio Dao se perguntava porque é que o tinha travado.
— Estás no meu clube, pequenino. E, para esse tipo de coisas, há salas privadas — se, claro, tiveres com que pagar uma — disse o Dao, a olhar para o Fon.
O Fon sorriu e chegou-se mais. Pôs-se em bicos de pés e sussurrou-lhe ao ouvido: — E tu, quanto custas, Pi?
Dito isto, o Fon saiu da casa de banho, deixando o Dao ali especado, em choque absoluto. O Cerejinha foi ter com a administradora, para saber o preço de uma sala VIP.
Enquanto ele tratava do registo e pagava a sala, aproximou-se dele um outro rapaz, que já lhe tinha posto o olho em cima quando o Fon dançava.
— Bebé, és tão apetitoso que era capaz de te comer — propôs um homem bonito, na casa dos trinta, debruçando-se para o ouvido do Fon. O Fon sorriu.
— Pi, se depois não me deres problemas… podes comer-me — respondeu o Fon, pousando-lhe a mão na cintura.
A Candy estendeu ao Fon a chave da sala, e ele aceitou-a com amabilidade, enfiando-a no bolso de trás das calças. O rapaz puxou o Fon pela cintura, e encaminharam-se para o elevador. O Fon carregou no botão de chamada, enquanto o rapaz lhe fazia festas no rabo.
Ups!
A mão do rapaz foi afastada sem meias-medidas. O Fon virou-se — e suspirou. O seu corpo pequeno foi puxado para um abraço, e uns lábios quentes tocaram os seus lábios pequenos. Uma língua quente penetrou na boquinha do Fon, e o pequenino, fechando os olhos, respondeu ao beijo, apertando o homem contra si pela cintura.
TLIM.
Soou o som das portas do elevador a abrirem-se, e as duas pessoas que se beijavam, sem se separarem uma da outra, entraram no elevador, deixando o rapaz especado, desnorteado, a ver as portas do elevador a fecharem-se.
O Fon sentiu os joelhos a irem-se abaixo com o beijo daquele homem. Nunca na vida tinha sentido nada assim. O cérebro desligou-se-lhe, e ele afogava-se naquele beijo. Aquele homem grande beijava-o com tanta paixão, mordiscando-lhe de vez em quando o lábio de baixo. Normalmente, o Fon gostava de observar as reações dos parceiros: como olhavam para ele, como lhe tocavam. Mas aquele homem, que o segurava com tanta firmeza e o beijava com tanta dureza, obrigou o Fon a fechar os olhos…
As portas do elevador abriram-se, e o homem ergueu o corpo do Fon, com o rabinho pequeno dele seguro nas mãos. O Fon enroscou-lhe os braços à volta do pescoço, sem parar de o beijar, e as pernas do jovem cruzaram-se nas costas do homem.
— Qual é a sala? — soou a voz rouca do homem, ao descolar-se dos lábios do Fon.
— A três — respondeu o Fon, a recuperar o fôlego, e olhou nos olhos do homem que o segurava.
O Fon pousou-lhe a cabeça no ombro, com a cara virada para o pescoço dele. O aroma do perfume, misturado com o cheiro do corpo do homem, atuava no Fon como um afrodisíaco. O Fon passou-lhe a língua da base do pescoço até ao lóbulo da orelha, e mordeu-lho ao de leve. As mãos do homem apertaram-lhe o rabinho e tiraram do bolso de trás das calças do Fon o cartão-chave da sala, encostando-o à fechadura da porta.
— Tu… — gemeu o homem, e voltou a beijar o rapaz, entrando com ele pela porta que se abrira.
— Khun Dao! Khun Dao! — gritou uma voz ofegante, junto ao elevador.
O Dao soltou um suspiro pesado, pousou o Fon no chão e deu um passo atrás, para o corredor. Estava irritado por o terem interrompido.
— É bom que seja uma coisa séria, Kat! Senão, quem eu vou foder és tu! — disse o Dao, irritado, num tom severo — e era evidente que não estava a brincar.
O Kat engoliu em seco, na esperança de que o que ia dizer fosse mesmo importante.
— Khun Dao, o chefe armou uma briga na sala VIP. Se o senhor não parar o chefe, ele mata mesmo o homem, e vamos ter problemas. Isto é importante? — explicou o Kat com ar de culpa.
— Maldição… — praguejou o Dao.
— Desculpa, pequenino, falamos mais logo — disse o Dao, virado para o Fon, que ficara na sala, e encaminhou-se para o elevador.
— Pi'Dao, então… Até já, Pi'Dao… — murmurou o Fon com um sorriso, tocando nos próprios lábios; entrou na sala e deitou-se na cama.