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Capítulo 23 — Crescer 🔞

🔞 Este capítulo contém conteúdo para leitores adultos.


       Leo ficou a olhar o quarto por um tempo, não era muito grande, nem com muitos luxos, mas estava arrumado. Tinha uma pequena cama, uma mesa de cabeceira e uma secretaria com a respetiva cadeira, onde Rafael estudava.

         Leo percebeu que o menino estava triste, com o olhar fixo no chão, entrou, fechou a porta e foi sentar-se na beira da cama, puxando o menino para o seu colo.

— Desculpa, Leo. Desculpa. Estou a ser uma criança. Eu gosto de ser o centro das atenções, principalmente se for contigo, mas o meu pai tem razão, estamos num relacionamento e somos dois. Tanto direto tens tu como eu de enviar SMS. Eu não tenho de ficar á espera que sejas tu o primeiro a falar comigo. Desculpa-me!

         Rafael falou com a cabeça encostada no peito do mais velho, sentindo o calor do seu corpo e sentindo o ritmo da sua respiração, enquanto a mão de Leo lhe afagava as costas e o cabelo de um jeito muito ternurento, e com muito carinho deixava beijos no alto da sua cabeça.

— Tudo bem, meu Anjo, tudo bem. Claro que te desculpo, sei que tudo isto é novo para ti, eu adoro apaparicar-te, mas sabes, o teu pai tem razão. Se não gostas de algo que eu fiz, ou se te sentes incomodado com algo, ou se sentes saudades minhas tens de me dizer, tens de falar comigo, eu não adivinho. Uma coisa que aprendi ao longo destes anos é que o diálogo é uma coisa muito importante entre um casal. E além disso, vou adorar receber uma SMS tua a dizer que sentes saudades minhas.

— Tens razão, mais uma vez desculpa, não volta a acontecer, se tiver saudades tuas eu vou fazer-te saber que as sinto. — O menino sorriu feliz, continuando com a cabeça no peito de Leo, que continuava a acariciá-lo com muita ternura.

— Velhote, ficarias chateado se eu for terminar umas coisas que tenho que enviar para o Nuno? Será rápido, prometo.

— Claro que não, Anjo. Só o estar aqui contigo é o bastante para mim. Acredita. Faz o que tens a fazer, se precisares de ajuda, diz.

           O menino saiu do colo do namorado e foi sentar-se á secretaria, onde continuou a trabalhar no que estava a fazer por mais ou menos uma hora. Leo, entreteve-se a jogar com o telemóvel e a lançar olhares meigos ao seu menino, vendo a atenção e o empenho com que ele estudava.

          Estava distraído nos seus pensamentos, que não se apercebeu quando Rafael terminou, só dando por isso quando ouviu:

— Pronto, terminei. — Disse o menino espreguiçando-se, levantando-se, saindo da cadeira para se sentar de novo no colo do mais velho, que largou o telemóvel ao seu lado, na cama, e abraçou a pequena cintura do seu menino.

Desculpa, não te ter dado atenção, mas tinha de enviar aquilo para o Nuno, ele tem de juntar as duas partes, para enviar á professora.

         O menino disse, enquanto se virada de frente para Leo, montando-se nele, as pernas afastadas, ficando com as pernas de Leo no meio das suas e logo sentiu as duas mãos do mais velho na sua cintura de novo, puxando-o bem para si, fazendo o menino sentir o seu membro e o quanto estava excitado.

O menino sorriu de uma forma marota e começou a esfregar-se em Leo, provocando-o. Leo de inico não percebeu, alias, ele pensou que o menino não iria perceber o quanto ele estava excitado. Mas afinal, o seu garotinho não era tão inocente assim. E percebeu isso quando olhou o seu rostinho e viu aquele sorriso maroto, qua tanto o cativava.

— Rafael. — Disse Leo, agarrando bem a cintura de Rafael, tentando fazer com que ele parasse. — Amor, para!

        Mas foi em vão porque o menino apenas sorriu e continuou a mover a sua anca contra a cintura de Leo, excitando-o e deixando-o perceber que também ele estava excitado.

— Para meu Anjo. Não devíamos ter vindo para o teu quarto. Eu não queria ficar assim. — O rosto de       Leo, deixava transparecer que ele estava a dizer a verdade e tentava desesperadamente que o menino parasse. Mas este aproximou-se do seu ouvido e disse:

— Apenas geme baixinho. — E saiu do seu colo, deixando um Leo desconfiado, mas com olhos bem arregalados, quando o seu menino se ajoelhou entre as suas pernas e sem vergonha nenhuma começou a desabotoar-lhe as calças, começando pelo cinto, abrindo de seguida o botão e o fecho, colocando a mão por dentro das calças e das bóxeres, procurando o membro quente. Leo estava duvidoso, por um lado, ele queria aquilo, mas por outro não se sentia bem, por estar em casa dos pais de Rafael.

— Anjo, aqui não, por favor.

— Tudo bem, se não fizeres muito barulho.

         A esta altura, já Leo gemia, só ao sentir a mão pequena do seu menino ali, tentando movimentar-se mexendo para cima e para baixo, mas dificultado pelas calças.

— Ah, Rafael…tu vais ser a minha perdição. — Leo, disse, levantando a anca de modo a facilitar Rafael e este lhe pudesse tirar as calças e mandar o cuidado para o diabo. Rafael, conseguiu assim, expor o membro de Leo, já bastante excitado, e mais uma vez a sua pequena mão pegou o membro do namorado, e começou a massajá-lo em toda a sua extensão, enquanto a sua língua se aproximava da cabecinha e começava a lambê-la.

        Ouviu um gemido e um pedido.

— Humm, tão bom…tira as tuas calças e cueca, deixa-me ver-te.

         Rafael sorriu e por curtos momento para se levantar e despir-se, ficando nu diante de Leo, que ficou a admirar o seu corpo e principalmente o seu membro, já bem excitado.

         Já não havia muita vergonha.

— Tão lindo, meu anjo.

        Rafael, sorriu e voltou a aninhar-se a frente dele, deixando bem exposta essa parte do seu corpo. De novo, pegou o membro de Leo e começou a massajá-lo e a lambê-lo, a cabecinha e depois toda a extensão do membro foi provada, até que finalmente meteu-o na boca, engolindo aos poucos e chupando. Os gemidos de Leo aumentavam, e isso deixava o menino ainda mais animado. Os olhos de Rafael estavam fixos no rosto de Leo, enquanto o fazia, adorou ver a sua cara quando o fazia.

— Vai mais fundo, anjo, se conseguires e mais rápido. — Rafael, tentou cumprir o pedido do namorado, e engoliu o máximo que conseguiu, a ponto de se engasgar e sentir as lágrimas aflorarem aos olhos, mas não parou, sobretudo quando Leo pediu para aumentar o ritmo.

— Não pares, meu anjo… continua…estou perto…

         Leo tentou avisar, a voz já partida, mas as palavras não chegaram a tempo. Rafael foi surpreendido por uma onda de calor que o fez recuar instintivamente, tossindo, os olhos a encherem-se de lágrimas pela força do reflexo. Leo retirou-se de imediato, alarmado, puxando o menino para os seus braços.

— Amor, desculpa, por favor desculpa. Estás bem, diz-me se estás bem. Fala comigo.

        Leo, ficou verdadeiramente preocupado, quando o menino ergueu o rosto e os seus olhos estavam vermelhos, e com as lágrimas a cair pela face, enquanto tentava controlar a respiração e a tosse. Mas acalmou-se quando ele se aninhou no seu colo, e baixinho disse:

— Só te perdoo, se me ajudares.

         A esta altura já o sorriso tinha voltado ao rosto lindo do menino, deixando um Leo muito mais relaxado, quando viu Rafael, fazer acompanhar a sua frase com um dirigir o olhar para o seu entre pernas.

— Humm, e onde queres que eu ajude, Anjo?

         O menino pegou na mão grande de Leo, e guiou-a até ao seu membro.

— Aqui? Precisas de ajuda aqui? — Leo provoca o seu menino, massajando bem ao de leve o seu membro.

— Sim, por favor…

— E queres que use só a mão?

— A boca… dá-me a tua boca

      Leo decidiu acabar com o sofrimento do seu menino e erguendo-o ao colo, deitou-o carinhosamente de costas na cama e rapidamente se posicionou entre as suas pernas, e desceu a sua boca em direção ao membro do menino, até o colocar na boca e começar a chupá-lo, sugou-o, tentando levá-lo bem fundo e pouco depois, ouvia o som dos gemidos abafados do menino, que tinha colocado a mão na boca para os abafar.

         Sorriu e continuou, não foi preciso o seu menino dizer que estava aponto de gozar, logo sentiu Rafael derramar-se na sua boca

          Levantou-se e deitou-se ao lado dele, aconchegando-o sobre o seu peito. O menino relaxava nos braços do namorado, a sua mão pequena pousada sobre o peito do mais velho, sentindo o coração de Leo, que ao fim de alguns segundos, colocou a sua mão por cima da dele.

— Anjo, estás bem? Não ficaste chateado comigo?

— Carinho, eu estou bem. A sério que estou bem.

— O que me chamaste? — Leo perguntou, espantado e encantado com o termo carinhoso dos eu menino.

— Carinho…não gostaste…desculpa. — O sorriso desapareceu no rosto ao pensar que tinha abusado e     Leo não tinha gostado.

— Anjo…adorei…adorei. Não fiques triste. Diz de novo, por favor, diz de novo…

— Carinho …carinho…carinho. — Com um sorriso de novo no rosto. — Carinho, quero pedir-te uma coisa. Amanhã á tarde estás livre? Queria ir comprar a prenda para a Amélia e queria que fosses comigo. Podes dar-me uma ajuda.

— A que horas estás disponível?

— As aulas acabam ás 16,30.

— Podes esperar um pouco por mim. Acho que tenho uma reunião as 16 e não sei quando vai terminar. Mas depois estou por tua conta. Podemos jantar juntos.

— Combinado. Espero por ti na biblioteca, quem sabe o Nuno possa ficar comigo.

— Fala com ele, ele pode vir connosco, sem problemas.

— Ok, eu vou falar com ele.

— Anjo, já compraste a prenda do Nuno?

— A prenda do Nuno já esta apalavrada… depois verás. Quem sabe fiques surpreendido. — Rafael sorriu o que deixou Leo desconfiado e curioso.

— Agora estou curioso.

— Mas eu não vou dizer… nem que me tortures.

— Mau. Anjo, vou ter de ir, já é tarde, amanhã passo por aqui de manhã, para te levar, Ok?

— Tomamos o pequeno-almoço juntos?

— Claro, Anjo. Diz aquelas palavras para mim de novo.

         Rafael, olhou para ele, com a testa franzida, sem perceber, mas de repente sorriu…

— Carinho…

— Adoro… vou indo. Os teus pais estão acordados ainda?

— Não sei, por esta altura já devem estar no quarto.

— Então diz-lhes que eu envio um beijo e um abraço, e que peço desculpa por te ter roubado deles por um bocadinho.

— Eles não se importam. Não sei o que lhes fizeste, mas eles adoram-te. És mais um filho que eles adotaram.

          O rosto de Rafael ficou sombrio de repente e o sorriso desapareceu, deixando um Leo preocupado.

— Rafael, está tudo bem?

— Sim, quando me lembro de Mário, fico triste, como pode um pai preferir ver um filho morto, do que aceitar que ele seja feliz, mesmo que isso implique estar com alguém do mesmo sexo. Agradeço a deus todos os dias pelos pais que tenho. Eles querem ver-nos felizes e como viste, repreendem-nos quando tem de ser.

— Eu também não consigo perceber, meu Anjo, mas não penses muito nisso, Mário agora é feliz com Henrique, que o adora.

— Fico feliz por ele ser feliz, ele merece. Mário é uma excelente pessoa, com um coração enorme. A única pessoa que não viu isso, foi o pai.

— Sim, eu já não tenho o meu pai, e a minha mãe embora viva, não se lembra nem de quem é, mas eles sempre souberam o que eramos e sempre nos aceitaram. Por isso não consigo compreender a atitude do pai de Mário. A propósito, já falaste com os teus pais, sobre ele?

— Ainda não, tenho de perguntar a Mário primeiro. Ele disse que podia contar ao Nuno, mas não tenho a certeza se quer que o resto da família saiba, e eu tenho de respeitar isso. A vida é dele. Ele é feliz agora.

— Tens razão, Anjo. Tens razão.

         Leo vestiu-se, assim como Rafael e saíram de mãos dadas, até á porta, mas ao passar pela sala, perceberam que o pai de Rafael estava na sala e ambos levaram um susto.

— Pai, ainda a pé? Algum problema?

— Não, nada de especial. Pareceu-me ouvir ratos a passear pela casa, principalmente pelo teu quarto…, mas afinal enganei-me. — O sr. Wei disse com um olhar sério, mas um sorriso maroto no rosto, olhando para ambos.

— Pai… — Rafael, corou e agarrou a mão de Leo com mais força, assustado, mas Leo ao olhar o rosto e o olhar do S Wei, percebeu que este estava a brincar e que estava tudo bem.

— Sr. Wei, desculpe, mas a carne é fraca, não volta a acontecer…aqui em casa. — Disse Leo, trocista, puxando o menino para si, agarrando-o pela cintura e dando um beijo leva em seus lábios, tirando um sorriso do pai do seu menino, e um empurrão de Rafael.

— Leo, que estás a fazer. O meu pai. — E Rafael olhou para o pai, que tinha um sorriso largo no rosto, feliz.

— Filho, o teu pai está bem com isso. Estou a provocar-te. Gosto da maneira como vocês interagem e sobretudo da maneira como Leo te trata de ti. Dá para perceber que ele te ama. — Na voz e rosto do Sr. Wei percebia-se que ele dizia e sentia aquilo que dizia.

— Sr. Wei, pode ter a certeza de que amo o seu filho, como nunca amei ninguém, mas ele é uma tentação…desculpe. — No rosto de Leo havia um brilho ao confessar o seu amor por aquele pequeno ser, recém chegado á sua vida.

— Tudo bem, meu filho, eu também já fui novo, sei como as coisas são. Ver o meu filho feliz, como tem estado nestes dias, para mim está ótimo, sei que nunca o magoarias, pelo menos não intencionalmente.

— Nunca…nunca mesmo, mais depressa me magoaria a mim. Amanhã posso ficar com o Rafael depois da escola, ajudo-o na escolha da prenda, jantamos juntos e depois venho trazê-lo a casa.

— Claro que sim. Por mim tudo bem.

— Então, meu anjo, vemo-nos amanhã.

         Leo despediu do Sr. Wei e com Rafael, com um beijo na testa e saiu de cada do menino feliz.

        Leo saiu feliz. Rafael ficou a olhar a porta fechada com um sorriso — até ouvir a voz do pai chamá-lo do escritório.

        Meia hora depois, saiu de lá com os olhos vermelhos, o coração mais pesado — mas mais claro do que nunca.

       O pai tinha razão. Em tudo.

       Tinha agido como uma criança mimada.

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