Capítulo 21 — A Primeira Noite Deles 🔞
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Rafael mal teve tempo para entrar, quando ouviu a porta da casa de banho a abrir-se e a figura alta de Leo apareceu diante dele, sem roupa, a demonstrar sem pudor o efeito que aquela situação lhe provocava.
O olhar de Rafael ficou preso naquele corpo, sentindo a ousadia e o desejo evidentes no homem mais velho.
Leo percebeu o olhar do menino, mas percebeu que desta vez não era de medo. O olhar do seu Anjo agora era diferente. Admiração. Desta vez não tentou esconder-se.
— Meu garotinho atrevido e malandro está menos assustado?
Leo aproximou-se de Rafael e envolveu-o num abraço, aproximando os corpos de forma a sentirem a proximidade e o calor um do outro. Rafael sentiu o toque e a presença de Leo, e ambos perceberam a emoção e o desejo a crescer entre eles. Leo deixou-se envolver pela suavidade de Rafael, apreciando o momento. As suas mãos percorreram as costas do rapaz, acariciando-as com delicadeza e descendo lentamente, até pousarem de forma subtil nádegas de Rafael.
— Meu anjo, fala comigo... estás mesmo bem? Ficaste a provocar-me, mas se quiseres eu paro, juro. Só preciso saber se posso continuar, se posso tocar em ti, ouvir-te... Se me disseres que não, eu paro já, prometo. Amo-te.
Rafael sentia um misto de nervosismo e expectativa, tomado por emoções intensas enquanto pensava em Leo. Palavras faltavam; restava apenas o desejo crescente de se entregar ao momento e descobrir, ao lado de Leo, até onde poderiam ir juntos.
— Amor, estou mesmo bem e quero ir além. O meu coração dispara quando olho nos teus olhos e tudo parece sumir à nossa volta. Sinto excitação e desejo de aprender contigo, permitindo que me guies no nosso ritmo, mesmo sem saber se já tenho coragem para avançar mais.
— Anjo, prometo que paro assim que tu quiseres, só quero sentir-te e ouvir-te — Leo murmurou, a voz baixa e carregada de ternura, enquanto segurava o olhar do rapaz, sem pressa. O coração de Leo batia forte no peito, misturando desejo e um profundo respeito, sentindo-se vulnerável na honestidade do momento. Os olhos de Rafael, ainda corados, tinham um brilho de confiança tímida; dentro de si, sentia uma onda de calor misturada com nervosismo e alívio ao perceber que podia falar sem medo. Leo, atento a cada pequeno gesto, acariciou-lhe o rosto e continuou, suavemente: — Promete-me que me dizes se alguma coisa não te agradar ou te fizer sentir desconfortável, está bem? Preciso ouvir-te, saber que é bom para ti também. — Rafael sentiu o peito apertar de emoção, a respiração acelerada pelo misto de expectativas, e respondeu com um leve aceno e um sorriso inseguro, sentindo-se mais seguro para confiar no homem à sua frente.
— Prometo.
Leo baixou a cabeça em busca dos lábios quentes e macios do menino, reclamando-os num beijo profundo, mordiscando-o, puxando-o, sugando-lhe o ar. As mãos dele desceram devagar, firmes, até alcançarem a curva baixa das costas de Rafael. O rapaz estremeceu no instante em que sentiu aquelas mãos grandes e quentes a agarrá-lo, guiando-o, apertando-o com uma posse suave, mas inconfundível, massajando-lhe as ancas com uma lentidão que o deixou sem fôlego.
O beijo aprofundou-se, tornando-se mais intenso a cada instante. A língua de Leo roçou devagar nos lábios de Rafael, num gesto quase tímido, como se pedisse permissão para entrar naquele espaço íntimo. Rafael hesitou por um momento, mas logo sentiu a própria boca entreabrir-se, permitindo a entrada suave daquela língua quente, que encontrou a sua num mergulho de calor e humidade. O toque provocou um arrepio, e ambos perceberam o ritmo da respiração acelerar, ofegante, misturando-se ao som húmido do beijo. As mãos deslizaram com delicadeza, pousando no rosto e pescoço, sentindo a pele quente, transmitindo confiança e desejo. O ambiente parecia suspenso — apenas o desejo crescente entre eles, o sabor doce do momento e a expectativa palpitante nos corpos colados.
A boca de Leo afastou-se da de Rafael, arrancando um protesto suave. No entanto, outro beijo rapidamente ocupou o lugar deixado vazio. A língua quente de Leo percorreu suavemente o rosto do rapaz, detendo-se um instante nas orelhas e despertando-lhe novas sensações.
Uma das mãos segurava-lhe a nuca, firme e carinhosa. A outra não parava quieta. Subiu pelo ventre de Rafael, sentindo a pele a estremecer sob o toque. Parou ao chegar ao peito, onde notou a respiração acelerada e o forte bater do coração.
Os dedos grandes deslizaram, com carinho, até aos mamilos de Rafael. Ali, provocaram-no com toques leves e demorados. Cada carícia fazia o r-paz perder o fôlego e sentir arrepios que se espalhavam pelo corpo inteiro.
Então a boca deixou o pescoço e deslizou lentamente até onde estavam os dedos, deixando um rasto de lume e perfume por onde os lábios pousavam sua-emente. O som de respirações entrecortadas misturava-se ao calor do toque, enquanto pequenos beijos, ora rápidos, ora demorados, marcavam cada centímetro de pele.
A boca de Leo percorreu o peito de Rafael até encontrar o ponto mais escuro que o fazia estremecer, provocando-o com beijos lentos e mordidas leves, brincando com ela até sentir o rapaz tremer contra si.
Leo perdeu-se por instantes ali; ouvir o som baixo e contido que escapava dos lábios de Rafael era algo que lhe penetrava não só o corpo, mas também o coração, de uma forma tão intensa que o fazia sentir-se vulnerável, quase à flor da pele. O desconforto era uma mistura de ansiedade e um desejo quase doloroso.
Não se apercebeu do momento em que as costas ficaram expostas. Só quando voltou a sentir os lábios quentes de Leo a tocar-lhe a pele é que se deu conta. Cada beijo deixava um rasto de calor, fazendo-lhe a pele estremecer e arrepiar, como se pequenos choques percorressem o seu corpo. Enquanto isso, a mão de Leo, firme e atenta, deslizava lentamente do peito, descendo a cada centímetro. Parou junto à sua intimidade, provocando sensações novas e intensas. O corpo de Rafael respondia a cada carícia, os arrepios tornavam-se mais frequentes e profundos. O calor do toque, misturado à surpresa dos gestos, mergulhava-o ainda mais fundo naquela experiência única.
A língua dele explorou cada detalhe da pele, encontrando o ponto mais sensível e brincando ali com toques quentes, lentidão e suavidade provocadora, arrancando-lhe um tremor involuntário.
— Meu Deus…Amor…isso é tão bom. Ahhhh.
Leo sorriu e prosseguiu na sua descoberta, sentindo uma crescente vontade de avançar mais — as nádegas redondas de Rafael não facilitavam a contenção — e perceber como ele reagiria ao toque delicado dos seus dedos naquela zona. Mas conteve-se. Sabia que ainda não era o momento certo
Leo segurou a cintura de Rafael com as suas mãos grandes, guiando-o delicadamente até que o corpo do rapaz ficasse encostado à parede. Em seguida, Leo ajoelhou-se à sua frente, aproximando-se daquela parte de Rafael que mais desejava atenção. Com gestos quentes e húmidos, seguros e experientes, a sua boca explorou cada detalhe, fazendo com que todo o corpo de Rafael se arrepiara intensamente. O prazer era tal que Rafael, instintivamente, agarrou-se aos cabelos de Leo, sentindo cada sensação percorrer-lhe o corpo.
— Eu vou…Leeeoo. — O menino chamou por Leo. As suas pernas fraquejaram, fazendo com que ele se aninhasse até se sentar no chão. Leo continuava ajoelhado à sua frente.
— Estás bem, Anjo?
— Eu estou ótimo, mas acho que tu ainda não. — O menino sorriu para Leo, sentindo o coração acelerar ao notar o leve tremor das mãos dele e a respiração mais ofegante, sinal claro do desejo que os envolvia naquele momento. Leo sentia como o calor subia pelo seu corpo, o seu peito arfava e, sem conseguir dissimular, um rubor intenso cobria-lhe as faces. Os olhos de Leo procuraram os de Rafael, cheios de uma mistura de desejo e entrega, tornando a atmosfera ainda mais intensa e carregada de expectativa. O corpo de Leo não escondia nada — a excitação era evidente, impossível de disfarçar, deixando claro o quanto ansiava por aquele momento.
— Eu estou bem.
— Levanta-te — o menino pediu, e foi a vez dele se ajoelhar, perante o olhar de espanto de Leo.
Leo ficou imóvel. Não esperava aquilo. Não daquele Rafael — tímido, novo em tudo, que ainda tremia quando o beijava. E, no entanto, ali estava ele, de joelhos, com os olhos levantados para Leo numa expressão que misturava nervosismo e determinação.
— Rafael… não tens de fazer isto — disse Leo, a voz já pouco firme.
— Eu sei — respondeu o mais novo, simplesmente. — Mas quero. Diz-me o que fazer.
Leo fechou os olhos por um instante. Quando os abriu, havia uma rendição neles que Rafael nunca lhe tinha visto.
— Segue os teus instintos. Só faz… eu estou perto.
Rafael aproximou-se devagar, com uma cautela quase reverente. Envolveu o membro de Leo com as mãos primeiro, sentindo o calor, o peso, a realidade daquilo que estava prestes a fazer — e o susto atravessou-o, breve, mas honesto. Respirou fundo e não recuou.
Começou pelo toque — dedos que exploravam sem pressa, aprendendo a forma, a reação, o que fazia Leo prender a respiração. E foi nesses sinais que Rafael foi encontrando coragem: cada som contido de Leo, cada tensão involuntária dos músculos, dizia-lhe que estava no caminho certo.
Quando aproximou a boca pela primeira vez, foi com timidez — um roçar apenas, quase uma pergunta. Leo deixou escapar um som baixo, e Rafael sentiu-o mais do que o ouviu.
Continuou. Deixou-se guiar pelo instinto, pela vontade genuína de dar, de aprender, de estar presente naquele momento sem reservas. O desconforto físico existia — os lábios, a mandíbula, a estranheza de tudo aquilo —, mas a vontade era mais forte. As mãos de Leo pousaram-lhe na cabeça com uma delicadeza que desmentiu o tamanho delas, guiando-o suavemente, sem pressão, apenas presença.
Rafael sentiu as emoções a apertar-lhe o peito — não de tristeza, mas de intensidade. De tudo aquilo ser demasiado e exatamente suficiente ao mesmo tempo. As lágrimas vieram sem aviso, silenciosas, escorrendo pelo rosto sem que ele soubesse bem porquê. Não era dor. Era a consciência de que estava a dar a Leo algo que nunca tinha dado a ninguém — e que Leo sabia disso, e que isso importava.
Quando Leo chegou ao limite, foi com o nome de Rafael nos lábios — partido, irreconhecível, mais parecido com uma prece do que com uma palavra. Rafael foi surpreendido, e por um instante o susto voltou — mas ficou. Não se afastou.
Quando tudo passou, Rafael ficou quieto por um momento, ainda ajoelhado, a recuperar o fôlego. Tossiu levemente, as pernas trêmulas, os olhos brilhantes.
Quando Leo se afastou após o momento íntimo, Rafael foi tomado por uma onda de emoções intensas. Sentia-se confuso e vulnerável, sem entender totalmente o que acabara de acontecer; lágrimas escorriam pelo seu rosto enquanto tentava recuperar o fôlego, tossindo e ainda agarrado às pernas de Leo. Só então Leo percebeu as lágrimas nos olhos de Rafael. De imediato, Leo abaixou-se, ficando de frente para ele, segurando-lhe o rosto com delicadeza e forçando-o a olhar nos seus olhos, numa tentativa de transmitir segurança.
— Anjo… estás bem? Assustei-te? — murmurou Leo, ajoelhando-se à sua frente, segurando-lhe o rosto com delicadeza, forçando-o a olhar nos seus olhos.
As lágrimas corriam pelo rosto de Leo sem que ele percebesse, preocupado com as do seu garoto.
Rafael apenas passou os braços pelo pescoço do mais velho e encostou a cabeça no peito do homem.
— Amor, relaxa. Eu estou bem mesmo. Se quisesse, tinha parado, mas eu queria que continuasses. — Rafael sorriu, fitando Leo nos olhos, deixando transparecer toda a sua sinceridade e confiança.
— Estás a falar a sério? — murmurou Leo, soltando um suspiro, ainda inseguro.
— Sim, quero mesmo que sejas tu próprio comigo. Não te retraias. Esse foste tu, e foi o que eu quis. Prometes? — pediu Rafael, tocando-lhe no rosto com carinho.
— Prometo. — respondeu Leo, sentindo finalmente o peso da culpa aliviar-se. — Agora vamos tomar banho e dormir? Estou com sono. — disse, com um sorriso cansado.
Tomaram banho, lavando-se um ao outro com gestos suaves. Leo mantinha-se atento a cada reação de Rafael, mas ao ver a entrega tranquila do rapaz, foi conseguindo relaxar. O toque natural e a ausência de receio nos olhos de Rafael permitiram a Leo finalmente desfrutar daquele momento a dois, sentindo-se mais próximo e compreendido.
De volta ao quarto, já não havia vergonha, não depois do que tinham partilhado. Antes de dormir, Rafael pediu algo para comer. Leo percebeu sem que Rafael precisasse de explicar, e prontamente saiu e voltou com um sumo e um croissant, que Rafael comeu, deixando os restos na mesa de cabeceira antes de chamar Leo de volta para a cama. Quando este regressou, Rafael aninhou-se sem pudor no peito largo do companheiro, adormecendo logo em seguida.
Leo demorou a adormecer, era a primeira vez que dormiam juntos, aliás, era a primeira vez que ele permitia que alguém dormisse a seu lado.
Ficou um bom tempo a olhar Rafael dormir, até adormecer ele também.
🍃 🍃 🍃
O som do alarme tocou cedo demais, arrancando Leo do sono e fazendo Rafael resmungar, enfiado nos lençóis como se pudesse fugir do mundo. O mais velho sorriu ao vê-lo tão entregue ao descanso. Inclinou-se, deu-lhe um beijo no rosto e levantou-se com cuidado para não o acordar.
Depois de tomar banho e vestir-se, Leo foi até à cozinha preparar um pequeno-almoço simples: leite morno e croissants com fiambre. Colocou tudo numa bandeja e voltou ao quarto, pousando-a na mesa antes de se aproximar do rapaz.
Com beijos suaves no rosto e carícias na face, começou a despertá-lo.
— Anjo… acorda. Está na hora. Tens aulas daqui a pouco.
— Mãe… só mais cinco minutos… — murmurou Rafael, ainda meio perdido no sono.
Leo riu.
— Ei, anjo. Sou tudo menos a tua mãe.
E roubou-lhe um beijo um pouco mais firme, o suficiente para fazer Rafael abrir os olhos, ainda ensonado, mas sorridente.
— Bom dia, amor. Pensei que estava em casa. Não me mimes muito, porque eu habituo-me a este acordar — disse, dando-lhe um beijo leve na face.
— Adoro mimar-te, meu anjo mimado. Agora levanta-te. Vamos comer e depois vais tomar banho.
— Sim, Pai — respondeu Rafael em tom de brincadeira, levantando-se da cama sem qualquer pudor.
Ao passar por Leo, recebeu uma palmada leve no rabo.
— Atrevido — murmurou Leo.
Rafael deu um pequeno salto, surpreendido, e virou-se com os olhos arregalados.
— Magoei-te? Assustei-te? Desculpa — disse Leo, preocupado.
Mas o sorriso de Rafael tranquilizou-o.
— Nada disso. Só me apanhaste de surpresa. Estou bem com isso… esse és tu. Mas quero que me prometas uma coisa.
Leo puxou-o pela cintura, abraçando-o.
— Tudo o que quiseres, meu anjo.
— Quero que sejas tu mesmo comigo — disse Rafael, sério.
Leo hesitou.
— Eu sou eu mesmo…
— Não és sempre. Às vezes retrais-te porque tens medo de me magoar ou de mexer com a minha cabeça. Mas eu amo-te. Confio em ti. E não sou assim tão frágil. Sei que me amas de verdade.
Leo suspirou, rendido.
— Tens razão. Tenho medo de te perturbar. Nunca me perdoaria se isso acontecesse. Mas prometo tentar ser eu mesmo… libertar-me um pouco mais. Mas tu também tens de prometer que me dizes se algo te incomodar. Não aceites nada só para me agradar. Percebido?
— Percebido. E prometido.
Foram até à mesa. Leo sentou-se numa cadeira, esperando que Rafael se sentasse na outra. Mas o rapaz simplesmente se instalou no colo dele, natural e confortável, arrancando-lhe um sorriso.
— Gosto do teu colinho, velhote. Posso continuar aqui?
— Podes sentar-te nele sempre que quiseres. Ele é teu.
Comeram entre conversas e carinhos. Antes de se levantar, Rafael inclinou-se ao ouvido de Leo e murmurou:
— Da próxima vez podes bater com um bocadinho mais de força.
E fugiu para a casa de banho, deixando Leo completamente sem palavras.
Depois do banho, Rafael voltou ao quarto e encontrou roupa dobrada em cima da cama — calças de ganga, camisa e cuecas que não eram suas.
— Estas não são as minhas roupas.
— São do Nuno. Vocês têm o mesmo tamanho. E as tuas não estão próprias para ires assim.
— Certo.